quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Juventude em Marcha contra a violência

A Pastoral da Juventude da Diocese de Itaguaí, promove mais uma edição do DNJ - Dia Nacional da Juventude, domingo, dia 24, a partir da 8h na Praia da Chácara.

Esse ano, o DNJ completa seus 25 anos e trás o tema “Celebrando a Memória e Transformando a História –Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência”; e deverá contar com a mobilização de 3 mil jovens residentes dos municípios que compõem a Diocese: de Seropédica, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

Segue abaixo a programação do DNJ:

08h - Concentração em frente a Igreja de N. S. Aparecida

09h - Caminhada contra a violência até a Praia da Chácara

10h - Missa Campal com Dom Ubiratan

11h 30min - Introdução da temática

11h 40min - Apresentação da temática dos grupos

12h 30min - Almoço (capoeira na principal e voz e violão na praça de alimentação)

13h 30min - Gesto concreto.

14h - Banda Apocalipse

15h - DI Bruninho (Ccristoteca SP)

NOTAS SOBRE O INCIDENTE EM CAMPO GRANDE-RJ

"Se em 2002 a Esperança venceu o Medo, em 2010 a Verdade vai vencer a Mentira"
Leonardo Boff durante Ato de Artistas e intelectuais com Dilma, realizado na 2ª.

Flávio Loureiro, editor do Blog Notícias do PT, teve a iniciativa de conversar com petistas que se envolveram no incidente em Campo Grande, bairro na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, e soube o seguinte:

1 - O candidato José Serra agendou uma caminhada no calçadão de Campo Grande, com forte aparato de segurança

2 - O sindicato dos mata-mosquitos, demitidos na época em que José Serra era ministro da Saúde de FHC, se localiza nas imediações.

3 - O processo de demissão dos mata-mosquitos foi traumático, a ponto de trabalhadores perderem tudo, e foram registrados cinco suicídios entre os mata-mosquitos demitidos.

4 - Portanto, a categoria tem indignação com José Serra e se organizou para manifestar contra a presença dele no calçadão de Campo Grande.

5 - Os petistas da região, que organizam panfletagens no calçadão, sabendo do quadro, foram para lá evitar confrontos.

6 - Mas os seguranças do candidato José Serra, liderados por Júnior, filho da vereadora e deputada estadual eleita, Lucinha (PSDB), rasgaram os cartazes dos mata-mosquitos, aí o tumulto começou. Vale lembrar que a comitiva de Serra estava distante do local do conflito, mas Serra foi visto entrando numa Van sem qualquer ferimento.

7 - O militante petista, Carlos Calixto, foi agredido, teve o supercílio rasgado, e ainda sangrando foi para a delegacia policial registrar a ocorrência.

8 - Segundo o militante petista Sebastião Moraes, que estava no local, a confusão só não foi maior, porque a tropa de mata-mosquitos que vinha se incorporar à manifestação, chegou atrasada, mas saiu em perseguição à comitiva de Serra. É bom que eles não tenham alcançado a comitiva, pois caso isso ocorra novos conflitos a vista, para a exploração política de Serra.

9 - O grupo de mata-mosquitos que estava na manifestação não tem vínculo com o PT. Eles têm dois sentimentos básicos: paixão por Lula, que os reincorporou e revolta em relação à Serra/FHC que os demitiu.

Flávio Loureiro, Editor do Blog Notícias do PT

Aécio, Serra e o sigilo fiscal…

Aproximadamente um ano atrás Aécio Neves, então governador de Minas Gerais pelo PSDB, tinha pretensões em ser candidato a Presidência da República, expos isso aos quatro cantos do país.

Enquanto isso, Serra afirmava que sua função era continuar governando São Paulo.

Desde então, as divergências políticas entre Aécio e Serra, que já existiam, se intensificaram, embora a grande imprensa não deu a devida atenção, mas as disputas passaram desde como escolher o candidato a Presidente da República até na maneira de se colocar enquanto oposição. Em se tratando de ninho tucano tudo é possível.

É importante lembrar também, que no 1º.turno, Aécio Neves praticamente não fez campanha para Serra em Minas Gerais e neste 2º.turno está muito ausente daquilo que pode oferecer.

Portanto, há uma lógica nas investigações da Polícia Federal sobre a quebra de sigilo fiscal dos tucanos, as disputas internas nos partidos, pois o PSDB não é exceção, geralmente é fratricida.

Com a possível derrota de Serra, Aécio Neves se tornará o grande baluarte da oposição, resta saber, se o PSDB optará pelo jeito truculento de fazer política adotado por Serra, ou se Aécio ganhará espaço interno com sua maneira “mais democrática”.

Caso a primeira opção vença, a tendência é de Aécio Neves fundar um novo partido oposicionista.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Emir Sader: 10 coisas que devemos fazer para garantir a vitória da Dilma


Emir Sader, renomado sociólogo e eleito suplente de senador de Lindberg Farias, um dos grandes pensadores do PT na atualidade e que tem sido um dos militantes mais aguerridos na defesa do projeto democrático popular de Lula e Dilma orienta a militância em 10 ações para garantir uma vitória tranquila nesta reta final das eleiçòes. Confira


10 coisas que devemos fazer para garantir a vitória da Dilma

1. Conversar com quem não pretende votar nela, argumentar sobre as razões pelas quais você vai votar, ouvir as razões do voto da pessoa e contra argumentar.

2. Sair com plásticos, bandeiras, bottons, tudo o que identifique nosso voto.

3. Acionar redes de internet com freqüência, reenviar mensagens, responder outras, escrever e mandar – em suma, fazer circular ao máximo as mensagens que acredita que possam favorecer o voto na Dilma.

4. Denunciar sistematicamente, multiplicando pelos endereços já existentes, a rede de calúnias que a direita continua a fazer circular.

5. Fazer circular especificamente as declarações da Dilma e do Lula.

6. Tomar a iniciativa de marcar atividades – seja com grupos de propaganda nas ruas, seja em debates nos setores onde exista certo número de indecisos, de gente que pensa votar em branco ou passível de ser convencido do voto pela Dilma.

7. Fazer campanha sistematicamente para que as pessoas votem, só viajando depois de fazê-lo, caso pensem viajar.

8. Ir votar, se possível, com algo de vermelho na roupa.

9. Reiterar a necessidade dos eleitores terem que levar algum documento com foto.

10. Não nos fiarmos nas expectativas geradas pelas pesquisas e disputar votos até o último momento, para garantirmos a vitória da Dilma.

Resolução política do Diretório Central dos Estudantes da UFBA sobre o segundo turno das eleições presidenciais

O Diretório Central dos Estudantes da UFBA considera extremamente relevante expressar uma opinião política da sua diretoria acerca da conjuntura colocada, diante de um processo eleitoral em vias de segundo turno, no qual estão em disputa projetos distintos. Afinal, historicamente esta entidade, desde a sua criação, sempre defendeu o povo brasileiro, lutando por mudanças sociais ao lado dos trabalhadores, mobilizando e organizando os estudantes da UFBA em diversas ocasiões. Agora estamos em uma bifurcação em que um caminho vai rumo ao horizonte, apontando para continuidade de um projeto de avanços sociais, ampliando a democracia brasileira e a participação dos movimentos sociais; e outro caminho que faria uma curva logo a frente e voltaria em alta velocidade trazendo um projeto retrógrado e conservador da direita brasileira que anseia para voltar ao poder. Este documento contém uma análise de alguns pontos que consideramos ser de vital importância para a compreensão do que está colocado nestas Eleições, sendo o mesmo aprovado em reunião extraordinária da diretoria do DCE UFBA – Gestão Primavera nos Dentes.

O Primeiro Turno:

1. O grau de despolitização do processo eleitoral foi notório, estimulados principalmente pela mídia, pelos setores mais conservadores e pela boataria com forte teor religioso, estes setores se organizaram e apresentam sua opinião política nitidamente, mas o fazem de forma escamoteada onde despolitizam a apresentação de questões fundamentais que necessitam ser discutidas, principalmente, no processo eleitoral. Esses elementos provocaram um significativo retrocesso para debates fundamentais a serem travados na sociedade e a forma como que vem sendo tratados, apresenta recuos históricos para a luta do povo brasileiro.

2. O programa político dos candidatos deixou, portanto, de ser o centro dos debates, as concepções de cada projeto colocado para a transformação da sociedade e administração da coisa pública foi posto de lado. Isso, além de enfraquecer o processo democrático, traz prejuízos para a credibilidade do Estado Brasileiro e das instituições públicas.

3. É necessário um olhar atento em relação ao que representou os votos da candidata Marina Silva, do PV. Com quase 20% do eleitorado ela influenciou a existência de um segundo turno. Enxergamos que o chamado “voto verde” em verdade foram dois tipos de voto distintos; um primeiro voto ambientalista, ecológico, do desenvolvimento sustentável, da terceira via entre Serra e Dilma (a polarização), o voto de protesto que outrora seria um possível voto nulo. Uma segunda leva de votos foi muito beneficiada pela massiva boataria na internet e pelo fortalecimento midiático da figura de Marina Silva, sabiamente utilizada pelos grandes meios de comunicação para que um segundo turno se tornasse possível. Neste segundo bloco estão os votos cristãos, influenciados pela polêmica do aborto, da relação da candidatura com setores que defendem a livre orientação sexual, etc., transformando todos estes temas em moeda eleitoral e trazendo uma negação da laicidade do Estado.

4. As campanhas eleitorais têm sofrido gradualmente um processo de esvaziamento político. A profissionalização na comunicação e estratégias de campanha apresentam candidaturas focadas apenas para programas de TV e internet e demonstram o distanciamento das pautas reivindicadas pelos diversos movimentos sociais. Ainda contamos com diversos meios de comunicação de massa que tomam partido e produzem conteúdos golpistas e manipulados em detrimento de determinada candidatura.

5. O segundo turno traz mais uma vez a polarização entre dois blocos dentro da sociedade brasileira; um primeiro, que agrega diversos setores da direita conservadora, sejam os monopólios midiáticos, o agronegócio, etc., e um outro que expressa a oposição a este projeto, e é composta marcadamente pelos movimentos sociais e pelos setores populares de caráter anti neo-liberal, além de setores da burguesia produtiva nacional, com a diferença que neste processo este segundo bloco se encontra numa situação de renovar ou perder a gestão do Estado.

Balanço do Governo Lula (2003-2010)

6. A vitória de Lula nas eleições de 2002 representou o repúdio do povo brasileiro ao projeto neoliberal que vinha sendo implementado nos 12 anos dos governos Collor e Itamar, FHC e Serra, no Brasil. Porém, representou também uma vitória de setores da burguesia nacional descontentes com os baixos níveis de crescimento econômico, e da superfinanceirização da economia, frutos dessas mesmas políticas neoliberais. Além disso, representou uma vitória parcial da burguesia financeira que conseguiu pautar fortemente a campanha de Lula. Essa composição de interesses nas eleições se traduziu na imagem do “Lula Paz e Amor”, no documento assinado por Lula, a “Carta ao Povo Brasileiro”, e na escolha do vice de Lula, o industrial José de Alencar, do antigo PL.

7. Refletindo essa composição de interesses e das dificuldades de um primeiro governo que teve de lidar com a herança maldita de FHC e Serra, o primeiro governo Lula foi marcado por contradições, com ganhos para os trabalhadores muito aquém da expectativa do povo brasileiro, mas importantes no sentido da ascensão social, e melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores. Entre esses ganhos podemos citar: o aumento do salário mínimo, a expansão dos programas sociais como o Bolsa-Família, democratização do Estado através das Conferências Nacionais e realização de plebiscito, a criação do ProUni, o freio às privatizações, etc. Ao mesmo tempo os trabalhadores sofreram derrotas, seja pela aprovação de projetos conservadores como a Reforma da Previdência, seja na manutenção de grande parte das políticas neoliberais como a contenção de “gastos” públicos, a manutenção de altos superávit primários, a manutenção da Lei de Responsabilidade Fiscal e da DRU, etc. Podemos citar como motivos para esse resultado a escolha do Presidente do Banco Central, o neolibreal Henrique Meirelles, por um lado, e por outro a própria falta de capacidade dos movimentos sociais, e das forças sociais de esquerda de se organizarem para pautarem o governo.

8. Ao final do primeiro governo, com a chamada crise do mensalão, houve um forte avanço dos setores conservadores da sociedade no sentido de atacar e desmoralizar Lula, o PT, e a esquerda como um todo, no sentido de pautar ainda mais o governo e de tentar acabar com o estágio de convivência com que esses setores se permitiam compartilhar com parte da esquerda, se possível antecipando o fim do Governo Lula com um impeachment. Nesse momento, porém, setores importantes das forças populares e democráticas reagem à esses ataques defendendo o Governo, fazendo o debate ideológico na sociedade, e disputando o governo no sentido do retorno das pautas históricas dos trabalhadores e que tinham levado à vitória de Lula em 2002. O resultado desse embate foi positivo para os trabalhadores e se traduziu na mudança da política econômica no Ministério da Fazenda e na renovação do Ministério da Casa Civil com Dilma Rousseff, além de mais uma grande vitória eleitoral em 2006 contra a grande mídia, os setores mais reacionários, neoliberais e privatizantes. O tom nitidamente anti-privatista da campanha de Lula no segundo turno, e o ótimo resultado obtido foi mais uma prova da importância da força social dos trabalhadores, e um sinal da péssima lembrança dos anos FHC e Serra por parte da maioria dos trabalhadores.

9. O que se viu em seguida foi uma guinada à esquerda do Governo Lula a partir de 2005 e do segundo mandato: de um governo hegemonizado pelos social-liberais, para um governo hegemonizado pelos nacionais-desenvolvimentistas, o que não acabava com as contradições do governo, mas que se refletiam em vitórias importantes para os trabalhadores. Entre elas podemos citar a não aprovação de outras reformas neoliberias, a acentuada diminuição dos juros e das taxas de superávit primário, o fim da contenção de “gastos”, a volta de investimentos do Estado em infraestrutura, a exemplo do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, e a valorização do mercado interno com uma maior desfinanceirização da economia, gerando mais empregos, permitindo aumento real do salário mínimo, negociação salarial acima da inflação com os trabalhadores, a valorização dos bancos públicos como o Banco do Brasil, a Caixa, e o BNDES e investimento nas estatais, assim como aconteceu com a Petrobrás possibilitando a pesquisa e descoberta do Pré-Sal e levando-a a posição de destaque no cenário internacional ao se configurar como a quarta maior empresa de energia do mundo, oitava maior empresa mundial e maior empresa no Brasil. A relação desses aspectos com uma outra concepção de Estado mais democrático, participativo e republicano, condutor e planejador da economia e garantidor de direitos e cidadania levou o governo Lula a ter recorde de aprovação pelo povo brasileiro.

10. Na educação tivemos também importantes vitórias, sobretudo nesse segundo período de Governo Lula, com o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para a educação, a criação do FUNDEB, a aprovação das cotas com recorte racial em várias universidades e a abertura de 214 novos Institutos Federais de Educação Profissional Científica e Tecnológica (IFETs) com 500 mil vagas até o final do governo. Na política de expansão do ensino superior, o foco principal passa pela disponibilização de bolsas em faculdades e universidades pagas através do ProUni; e para o reinvestimento no ensino público com o REUNI, possibilitando a oferta do dobro de vagas nas universidades federais, incluindo a criação de cursos noturnos e novos cursos. Nesse mesmo sentido, a criação do Programa Nacional de Assistência Estudantil, que destina rubrica específica para a assistência estudantil nas universidades federais, assim como a criação de 16 novas universidades públicas federais e 134 novos campi/extensões por todo o Brasil.

Por Que Derrotar Serra

11. É preciso expor as diferenças que fazem com que Dilma e Serra sejam considerados projetos políticos distintos e, quase sempre, antagônicos.

12. Os setores que se agregam em torno do campo demo-tucano, que agora tem Serra como figura presidenciável, são os representantes das grandes oligarquias do nordeste, os grandes capitalistas do Sudeste do país, o agronegócio do Centro-Oeste e do Norte, o grande capital financeiro, o Imperialismo norte-americano e os veículos midiáticos mais poderosos que, inclusive, já apoiam incondicional à candidatura de Serra (vide Veja, O Estadão e a Folha de São Paulo).

13. Dilma representa uma larga base de movimentos sociais que há anos disputam o processo eleitoral brasileiro com um programa democrático e popular. O Governo Lula possibilitou uma inserção maior da sociedade civil na vida política do país, razão pela qual o diálogo com os movimentos sociais tem sido frutífero, gerando políticas públicas para o desenvolvimento social do nosso povo.

14. Um outro fator relevante é, sem dúvida, a representatividade de uma candidatura feminina num país em que a cultura patriarcal é uma marca cultural e histórica. Somados os votos de Dilma e Marina, constatamos que mais de 67 milhões de brasileiros e brasileiras desejam ter uma mulher à frente do mais alto cargo do executivo. A possibilidade de uma mulher ser eleita é uma luz para a luta anti-machista no Brasil, sendo insuficiente, entretanto, enquanto elemento isolado.

15. O saldo social do Governo Lula é inegável se comparado à Era FHC e Serra. O povo brasileiro percebe cotidianamente que políticas públicas para a redução das desigualdades não estão tão distantes como antes, sendo parte cotidiana e prioritária deste Governo. Dilma se coloca como aperfeiçoamento desde processo enquanto que Serra está comprometido com outra linha de desenvolvimento, de caráter elitista e privatista.

16. A educação pública é um outro fator fundamental na distinção dos dois projetos. Serra representa o ideário mercantil e privatista que é a lógica dos governos demo-tucanos. Aplicado à educação, essa política gerou um agravo significativo no déficit do ensino público, em especial as Universidades Federais que foram alvo da precarização e sucateamento do setor, promovidos pelo Governo FHC; enquanto Dilma representa o aprofundamento das mudanças realizadas pelo Governo Lula que possibilitou a transformação no ensino superior ao ampliar o acesso da classe trabalhadora às cadeiras universitárias.

17. No que se refere a antagonismos nada melhor do que a política externa enquanto elemento emblemático da distinção entre os dois campos. A política demo-tucana de FHC teve como centro a subserviência aos grandes centros capitalistas, principalmente os EUA, e os organismos financeiros internacionais, como FMI e Banco Mundial. Não devemos esquecer do saldo negativo gigantesco da nossa dívida externa junto a tais organismos, o que acabava nos vinculando vergonhosamente às grandes potências numa posição de devedores. O Governo Lula tem demonstrado um grande esforço na multilateralização da diplomacia brasileira, estabelecendo relações políticas importantes, principalmente na América Latina, África, Ásia e no Oriente Médio, com política contra-hegemônica e fortalecendo os países periféricos do capitalismo.

18. Assim indicamos aos estudantes da Universidade Federal da Bahia uma reflexão neste importante momento histórico que as eleições de 2010 representam. Nos orientamos a seguir pelo caminho que garanta ao Brasil a consolidação dos avanços e conquistas sociais que acumulamos no último período. Vamos em Frente, seguindo e lutando por um Brasil democrático e por um governo popular que ouça e aja de acordo com os anseios de seu povo.

19. Neste sentido, para que as forças democráticas e populares, os movimentos sociais e o povo brasileiro garantam mais vitórias e aprofundem as mudanças necessárias para um desenvolvimento sustentável, democrático e popular, é fundamental neste momento infringir uma derrota acachapante à direita social nessas eleições; assim como aconteceu em 2002 e em 2006. Isto significa derrotar a grande mídia monopolista e golpista, derrotar os setores conservadores que se camuflam em lideranças religiosas, derrotar os resquícios neoliberais e neofacistas que persistem em pautar as campanhas demonizando a candidatura de Dilma Rousself, e a grande burguesia industrial e fundiária que gira em torno do governo e que têm colhido votos para a oposição. Para isso, é preciso derrotar a candidatura Serra e fazer com que a grande massa de movimentos populares e do povo brasileiro sejam os algozes dos demo-tucanos fazendo dessas forças populares os protagonistas do próximo governo vitorioso.


Salvador, 19 de Outubro de 2010.

Diretório Central dos Estudantes da UFBA – Gestão Primavera nos Dentes.

Liliane Oliveira

Secretária Geral - UEB

terça-feira, 19 de outubro de 2010

PT convoca Dia Nacional de Mobilização para garantir vitória de Dilma

Direto do Portal do PT

A Comissão Executiva Nacional do PT reunida hoje (19), em Brasília, aprovou a convocação para 27 de outubro do Dia Nacional de Mobilização, com o objetivo de aglutinar a militância petista, em conjunto com os partidos que apoiam a candidatura Dilma Rousseff e os movimentos sociais, para a arrancada final da campanha.

Leia a íntegra da nota:

Faltam 13 dias para a vitória

No dia 31 de outubro, o povo vai teclar 13 e confirmar a continuidade do projeto político que governou o Brasil desde 1º de janeiro de 2003.

Para isso, é necessário que o Partido dos Trabalhadores se mantenha em permanente ação.

Cada um de nossos 1 milhão e 400 mil filiados.
Cada um de nossos 60 mil dirigentes nacionais, estaduais, municipais e setoriais.
Cada um de nossos 4.193 vereadores, 558 Prefeitos e 535 Vice-Prefeitos, 149 Deputados Estaduais e 88 Deputados Federais e 13 Senadores eleitos.
Cada um de nossos governadores eleitos no primeiro turno. E todos os que foram candidatos e contribuíram para com a nossa vitória.
Cada um e todos nós temos uma única tarefa de hoje até o dia 31 de outubro: garantir a continuidade das mudanças e eleger Dilma Presidente do Brasil.

Todo dia é dia de Dilma.
Todo dia é dia, toda hora é hora de panfletagem, carreata, passeatas, plenárias e visitas a eleitores.

É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação. Trata-se de defender o Brasil.

É por isso que a Comissão Executiva Nacional do PT convoca toda a militância do PT, em conjunto com os partidos que apóiam Dilma e com os movimentos sociais, a realizar no dia 27 de outubro, próxima quarta-feira, o DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO para a arrancada final da campanha.

Vamos juntos garantir a vitória de Dilma!

Viva o povo brasileiro, viva o Brasil!

Brasília, 19 de outubro de 2010.
Comissão Executiva Nacional do PT

Uma seleção brasileira da arte e do pensamento‏

O Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, não escapou de seu destino. Fundado em 1966, foi palco da resistência à ditadura militar protagonizada pela classe artística e intelectual brasileira. No 18 de outubro de 2010, os personagens voltaram ao palco para mais um ato: resistir ao retrocesso dos tucanos. Com Dilma Rousseff, mestres da literatura e da música, artistas e filósofos defenderam a dignidade reconquistada, a reconstrução do Estado e a soberania nacional.

“É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz o manifesto de artistas e intelectuais pela eleição de Dilma.

Estava lá o arquiteto Oscar Niemeyer, com a sabedoria de quem tem um século de vida. Num canto do palco, Ziraldo. Ao seu lado, Hugo Carvana. Chico Buarque dominou a timidez para declarar seu apoio a Dilma, “mulher de fibra, com senso de justiça social”. Para o músico, o governo Lula não corteja os poderosos de sempre.

“Fala de igual para igual com todos. Nem fino com Washington, nem grosso com a Bolívia. Por isso, é respeitado no mundo inteiro como nunca antes na história desse país”, afirmou o criador de "A banda", arrancando risos da plateia.

Deixa a Dilma me levar

Alcione, Margareth Menezes e Lecy Brandão foram as primeiras a chegar. Zeca Pagodinho não foi, mas mandou dizer que está com Dilma. Beth Carvalho empolgou e cantou: “Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu.”

O ex-ministro Marcio Thomaz Bastos levou um manifesto dos advogados. Ganhou um beijo de Dilma. As ausências da economista Maria da Conceição Tavares, do filósofo Frei Betto e da psicanalista Maria Rita Kehl foram sentidas, mas suas assinaturas estavam no manifesto.

Duro, o escritor Fernando Morais bateu nas privatizações feitas pelo PSDB. “Estou com a Dilma porque sou brasileiro e quero o Brasil nas mãos dos brasileiros. Eu sou contra a privatização canibal que esses tucanos fizeram e sei o mal que o José Serra pode fazer para o Brasil.”

Vencer a mentira

Mais suave, mas não menos contundente, o filósofo Leonardo Boff disse que o PSDB faz políticas ricas para os ricos e políticas pobres para os pobres. “A esperança venceu o medo. Agora, a verdade vai vencer a mentira.”

Eram tantos com Dilma, que o sociólogo Emir Sader comentou: “Uma pena o Maracanã estar em reforma.” Ele tem uma avaliação muito a respeito do que está em jogo no segundo turno. "A alternativa a Dilma é obscurantismo, a repressão, o caminho do fascismo", disse, se referindo aos tucanos do PSDB de José Serra.

A candidata à presidência reconheceu nos artistas e intelectuais presentes no ato político as músicas e os livros que marcaram sua vida. No discurso, falou do orgulho que sente das derrotas que sofreu. Ganhou, por outro lado, a capacidade de resistir.

“Quem perde, ganha uma grande capacidade de lutar e resistir. Disso, uma geração não pode abrir mão. Eu tenho muito orgulho das minhas derrotas, que fizeram parte da luta correta”, afirmou Dilma.

Seguir mudando

Hoje, Dilma se orgulha da transformação vivida pelo Brasil nos últimos oito anos. Pelo menos um tabu foi quebrado: era impossível crescer e distribuir renda. “Mudamos a trajetória deste país. Não foram mudanças pontuais.”

Uma delas, segundo a candidata, refere-se ao gasto social. “Hoje, o Estado dá subsídio direto para a população. Faz isso na casa própria e na luz elétrica”, ressaltou Dilma.

Para ela, as mudanças nos gastos sociais combinadas com a geração de emprego permitiram que 28 milhões de pessoas saíssem da pobreza. Mas Dilma quer mais: “O meu compromisso é erradicar a pobreza no Brasil. Ninguém respeita quem deixa uma parte de seu povo na miséria”.

Outro compromisso é dar a riqueza do pré-sal aos brasileiros e não entregá-la “de mão beijada” para as empresas estrangeiras. “Nós temos de ter memória. Também está em questão nesta eleição o que eles farão com o pré-sal”, alertou Dilma. Ela prometeu não errar. E decretou: “Mulher sabe, sim, governar.”

A plateia aplaudiu de pé o discurso de Dilma. Na saída, um jovem artista amador definiu: “Mais uma noite histórica no Casa Grande.”

Rapidinha da Semana 2: O Fujão e e Guerreira - por Pedro Bial

"O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta.

Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá e Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.

Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.

Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora. Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes"!

Pedro Bial, jornalista da Rede Globo (o que causa um pouco de espanto).

Rapidinha da Semana: O voto de Chico Buarque


"Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai".

Chico Buarque, durante fala no manifesto de artista e intelectuais em prol da candidatura de Dilma.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Juventude trabalhadora apoia Dilma

Em todo o Brasil, a Juventude está se mobilizando para eleger Dilma para Presidenta. Isso, porque só ela que tem condições de fazer o Brasil seguir mudando.
Depoimento da amiga e companheirodo Coletivo Nacional Enegrecer, Rosana Sousa