segunda-feira, 22 de novembro de 2010

13º CONEB vai reunir no Rio 4 mil estudantes de todo o Brasil



De 14 a 17 de janeiro, a capital fluminense vai receber estudantes de todos os estados do país para atualizar a agenda de lutas do movimento estudantil


Os estudantes brasileiros se preparam para um novo momento de lutas, quando o país entrará em um importante processo político com a posse da nova presidente do país, Dilma Rousseff. Os desafios e possibilidades nesse período são inúmeros e é a força da mobilização do movimento estudantil nas ruas que vai garantir os avanços para a educação. É nesse clima que a UNE convoca para os dias de 14 a 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, o seu 13º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB).

Um dos principais fóruns do movimento estudantil, o CONEB da UNE é uma instância deliberativa que vai atualizar a opinião e o posicionamento da entidade acerca de diversos temas, como os rumos do desenvolvimento econômico e social do Brasil, políticas para a juventude, mídia e comunicação, questão agrária, saúde, assistência estudantil, educadores, trabalho, Reuni, Prouni, entre muitos outros assuntos de interesse dos estudantes brasileiros.

O evento será ainda uma atividade integrada à 7ª Bienal da UNE, que acontecerá na sequência, entre os dias 18 e 23 de janeiro, também na capital fluminense.

"Nas ruas de hoje o Brasil do amanhã"
Aproximadamente 4 mil estudantes são esperados nos quatro dias do CONEB, no qual acontecerão mais de 20 mesas de debates e grupos de discussão. O tema escolhido para o 13º CONEB da UNE é “Nas ruas de hoje o Brasil do amanhã”, e traz para a reflexão o sentido da universidade nos tempos atuais e a projeção de um novo Brasil a partir da educação.

Serão quatro dias de intensas discussões que culminarão em uma plenária final, na qual os delegados eleitos nas universidades de todo o Brasil aprovarão um documento que vai reunir as propostas da UNE para o próximo período. O objetivo da UNE é sair do 13º CONEB com uma pauta renovada. Um dos desafios que se coloca é a aprovação do um Plano Nacional de Educação, que dê as diretrizes do Sistema Nacional de Educação. Os centros e diretórios acadêmicos apontarão ainda que caminhos o movimento deverá seguir. A materialização e amadurecimento das pautas resultantes do 13º CONEB darão a tônica de uma ampla Jornada Nacional de Lutas programada para março de 2011.

"O 13º CONEB tem a missão também de preparar a UNE e os estudantes para participar de importantes momentos em 2011, como a Conferencia Nacional de Juventude. Será um ótimo espaço de mobilização, do qual sairemos com propostas de grandes mobilizações para concretizarmos as pautas do movimento estudantil", avalia o vice-presidente da UNE, Tiago Ventura.

“Através do 13º CONEB teremos condições de qualificar melhor nossa pauta de reivindicações direcionadas ao novo governo que assumirá em 2011. O Conselho cumprirá papel de tratar mais da educação e mobilizar os estudantes brasileiros”, antecipa o secretário-geral da UNE, Antonio Henrique.

Credenciamento
“Seja por meio dos CAs, DAs, CUCAs, empresas juniores, núcleos de pesquisa e extensão, todo e qualquer estudante que se organiza de alguma maneira dentro das universidades está convocado para fazer parte do 13º CONEB. É a partir das decisões tomadas por este Conselho que conseguiremos avançar na busca de mais qualidade na educação”, afirma o diretor de Relações Internacionais da UNE, Daniel Iliescu.

Qualquer estudante do Brasil pode participar do 13º CONEB. Para isso, basta procurar o Diretório Acadêmico (DA) ou Centro Acadêmico (CA) da Instituição de Ensino Superior, que deverá fazer o credenciamento. Os estudantes podem ser credenciados como observadores e delegados. Para participar como delegado, com direito a voto na plenária final, é preciso ser indicado como representante de sua entidade, preencher a ata de eleição e enviar os documentos solicitados no regulamento do CONEB.

O credenciamento será realizado dia 8 de dezembro, nos estados de origem de cada entidade. Lembrando que delegados, suplentes ou observadores pagam uma taxa de R$ 100,00. O pagamento da inscrição assegura direito ao alojamento e a alimentação.

7ª Bienal da UNE
Abrindo a série de mega-eventos desta década na cidade do Rio de Janeiro, a 7ª Bienal da UNE, maior festival estudantil da América Latina, ocupará a cidade maravilhosa entre os dias 18 e 23 de janeiro. Prenunciando a movimentação da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, cerca de 10 mil jovens de todas as regiões do Brasil e também do exterior participarão de uma intensa programação de atividades culturais, científicas e esportivas, em diversos espaços da capital. A Bienal, que completa 12 anos de experimentação e valorização da identidade nacional, traz desta vez o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”.

SPD: SÓ PRA DESCONTRAIR



Público grita"bolinha de papel" para Serra durante show de Paul McCartney


Cley Scholz

O ex-governador de São Paulo José Serra, candidato derrotado à presidência da República, esteve ontem na área VIP do show de Paul McCartney. Assim que foi reconhecido pelo público, ouviu o coro “bolinha de papel! bolinha de papel!”, referência ao episódio do dia 21 de outubro quando, durante a campanha, foi atingido por um rolo de fita adesiva e também por uma bolinha de papel durante uma caminhada no Rio de Janeiro.

Serra retirou-se da frente do público, embora não corresse risco já que os organizadores proíbem a entrada, entre outras coisas, de “papel em rolo de qualquer espécie, jornais e revistas”.

UNE e UBES na delegação da Federação Mundial das Juventudes Democráticas


As entidades e demais representantes da FMJD serão recebidas nesta segunda-feira (22) pelo secretário Nacional de Juventude e pelo presidente do Conselho Nacional de Juventude

Nesta segunda-feira (22), às 16h, o secretário nacional de Juventude, Beto Cury, e o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira, receberão uma comitiva da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD). Entre os integrantes da comitiva estão o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick, e o presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas. Na pauta está a organização do Festival Mundial da Juventude, que acontece entre os dias 13 e 21 de dezembro, em Joanesburgo, África do Sul.
A delegação também é composta pelo presidente da Agência de Desenvolvimento Juvenil da África do Sul, Andile Lungisa, e pelo vice-presidente da FMJD/América Latina, André Tokarsky. Na reunião, será discutido o papel da participação brasileira no evento.
Antes de visitar a Secretaria Nacional de Juventude o grupo participará de almoço com o comitê preparatório do Festival. Na terça-feira (23), a agenda será no Congresso Nacional. Pela manhã, a delegação participa de reunião na Comissão de Educação do Senado Federal, onde Andile Lugisa fará pronunciamento. À tarde, serão recebidos por uma comissão de parlamentares na Câmara dos Deputados.
A agenda da comitiva no Brasil se encerra na quarta-feira (24), quando deve ser recebida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci.

17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes

O Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes é um evento organizado pela Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), em conjunto com o movimento estudantil mundial. O Festival nasceu em 1947, no contexto do mundo pós Segunda Guerra, e logo tornou-se o maior encontro das juventudes progressistas, assumindo importante papel na organização dos jovens do mundo pela paz, contra a guerra, por solidariedade entre os povos e contra o imperialismo.
Com o tema "Por um Mundo de Paz, Solidariedade e Transformações Sociais, Derrotemos o Imperialismo", o evento acontece na África do Sul, entre os dias 13 e 21 de dezembro de 2010, na cidade de Joanesburgo. Na pauta reflexões sobre a importância das potências médias no cenário mundial, transformações sociais e análise de experiências de países de expressão na geopolítica mundial.
A delegação brasileira espera aprofundar as relações com os países africanos, principalmente nas áreas econômica e cultural, além de avançar na solidariedade e integração entre os povos e socializar a experiência do país na construção de um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais.

Fonte: http://comunicaubes.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Chico Buarque e a saudade do meu Rio

"A canção de Chico faz-me lembrar longos 5 anos de moradia no Rio."


Carioca - Chico Buarque

Gostosa
Quentinha
Tapioca
O pregão abre o dia
Hoje tem baile funk
Tem samba no Flamengo
O reverendo
No palanque lendo
O Apocalipse
O homem da Gávea criou asas
Vadia
Gaivota
Sobrevoa a tardinha
E a neblina da ganja
O povaréu sonâmbulo
Ambulando
Que nem muamba
Nas ondas do mar
Cidade maravilhosa
És minha
O poente na espinha
Das tuas montanhas
Quase arromba a retina
De quem vê
De noite
Meninas
Peitinhos de pitomba
Vendendo por Copacabana
As suas bugigangas
Suas bugigangas

Kizomba - Festa da Raça (Martinho da Vila)


Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sacerdote!
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Que magia
Reza Ageum e Orixás
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sacerdote!
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Que magia
Reza Ageum e Orixás
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Valeu
Valeu Zumbi
Valeu Zumbi, Valeu Zumbi, Valeu Zumbi
Valeu Zumbi!

Sugestões da Bancada do PT para a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Angra

Por maioria, o diretório do Partido dos Trabalhadores de Angra aprovou na última terça-feira, 16/11, o documento-carta da Bancada direcionado a chapa que está sendo formada pelos demais vereadores CMAR. Discutido a fundo, o documento será entregue ao candidato a presidência do Legislativo Municipal para o biênio 2011-2012, vereador José Antônio Azevedo (PCdoB), com 13 pontos sugestivos para a próxima Mesa Diretora.

Segue a íntegra do documento
Por uma Mesa Diretora que valorize e fortaleça os princípios da Democracia, da Transparência e Participação de todos, no processo legislativo de nossa Casa Legislativa – Biênio 2011 /2012.

A bancada do Partido dos Trabalhadores e a sua Executiva Municipal vêm a público sugerir pontos que julgamos necessários para a construção de uma Mesa Diretora capaz de dar um novo dimensionamento às políticas geridas pela Casa Legislativa. Colocamos a primazia e o respeito pela 'coisa pública' como uma questão republicana, com princípios éticos e morais.

São princípios e propostas que apresentamos aos postulantes da nova Mesa para o biênio de 2011 e 2012, e que queremos contribuir com a sua implementação.

1 – Assegurar representação proporcional dos partidos com Bancada na Casa nas composições da Mesa Diretora, das Comissões Permanentes eEspeciais;

2 - Manifestamos o desejo da Bancada do PT, em presidir as comissões de Saúde, e de Assistência à Mulher, além de participar, como membro, das comissões de Meio Ambiente, Justiça e Orçamento;

3- Reestruturação e criação das Comissões Permanentes desta Casa, com assessoria técnica para assegurar mais eficiência e eficácia nas discussões das matérias e demais assuntos de interesses de nossa municipalidade;

4- Garantir a todos os Vereadores(as), o conhecimento antecipado da pauta das sessões e o conteúdo das matérias em discussão, através de reuniões com as Lideranças de Partidos. Obedecer também à ordem cronológica de protocolo das proposições legislativas, garantindo a entrada de todas na pauta;

5- Para efeito de Transparência e respeito à pluralidade, será necessário rodízio nas relatorias em matérias e comissões que já existem e as que possam existir;

6- Reavaliar a atual estrutura administrativa da Casa, inclusive os seus custos, mas, ao mesmo tempo, consolidando seu corpo técnico legislativo, através de concurso publico;

7- Instituir e aperfeiçoar o uso dos mecanismos de participação popular no processo legislativo, enunciados na Constituição Cidadã de 88 e previsto em nossa Lei Orgânica: 'tribuna livre', Audiências Publicas, Ouvidoria Legislativa, Parlamento Jovem, Projeto de Lei de iniciativa popular e sessões itinerantes para discussão de temas importantes para população;

8- Aperfeiçoar o site da Câmara com maior número de informações, inclusive com a Ordem do Dia da sessão, conteúdo das matérias, transcrição dos debates e resultados das votações;

9- Garantir igualdade de condições e infraestrutura de trabalho para todos os Vereadores (as);

10- Criação de uma comissão plural para estudo da nova TV Câmara, tendo como principio o uso de seu espaço de forma igualitária para a divulgação da ação dos mandatos e, também, o aprimoramento da grade de programação educativa e cultural deste veiculo;

11- Constituição de Comissões Especiais para revisão e atualização doRegimento Interno da Casa, formulação do Código de Ética do Legislativo e revisão da Lei Orgânica Municipal, até o final de novembro de 2010, sendo realizada, ao menos trimestralmente, uma reunião com todos os Vereadores, para apresentação e avaliação do andamento dos serviços;

12- Realização de prestações de contas quadrimestrais da execução do orçamento do Legislativo, através audiências públicas afins;

13- Criação de um Portal da Transparência (no site da Câmara), disponibilizando aos cidadãos, através da internet, dados como contratação, remuneração, cargos e funções de servidores, vereadores e cargos de confiança (CC’s) e outras informações do Orçamento do Poder Legislativo.

As presentes sugestões da Bancada do PT na Câmara Municipal, têm oendosso do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Angra dos Reis, conforme deliberado pela maioria de seus integrantes em renião pública.

ATO SHOW!!! É HOJE!!!!


O Grupo Ylá-Dudu de Consciência Negra Promove hoje, 19/11, o Ato Show dando início as festividades de 20 de Novembro - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA.
A atividade está marcada para acontecer às 18h na PRAÇA ZUMBI DOS PALMARES.

"O Racismo e Capitalismo são duas faces da mesma moeda"
Steve Biko.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Secretaria de Formação Política e Setorial de TI do PT-RJ convidam a militância‏


RELEASE

Livro discute "trabalho indecente" de jovens

O mundo do trabalho é, frequentemente, alvo de investigações acadêmicas ou de esforços descritivos que buscam compreendê-lo melhor, nas particularidades de cada momento histórico, e assim, instrumentalizar a militância sindical para os embates da luta de classes.

Neste início de século XXI, um elemento fundamental do mundo do trabalho é a questão da juventude - seja pela necessidade de trabalhar e suas nuances, seja pela ausência de trabalho ou sua precarização. Para contribuir com esse debate, o sociólogo Anderson Campos, especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pelo Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho, da Unicamp e assessor político da CUT, lança o livro Juventude e ação sindical: Crítica ao trabalho indecente, buscando problematizar de que forma se dá a inserção dos jovens no mercado de trabalho e os impactos dessa presença para a luta por "trabalho decente", bandeira do movimento sindical em defesa de direitos trabalhistas e contra a flexibilização, precarização e informalização do trabalho.

Prefaciado pelo economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), o livro aborda temas atuais como a questão do estágio, as políticas públicas de proteção social da juventude e a sindicalização de trabalhadores/as dessa faixa etária. "O assunto sindical também se torna estratégico para uma massa juvenil que envolve cerca de 50 milhões de brasileiros", afirma Pochmann.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT, destaca que "a baixa estruturação do mercado de trabalho brasileiro afeta mais fortemente os jovens, que na média, tem uma inserção precária, instável e insegura; e talvez o mais grave dessa inserção precária no presente, seja o futuro".

De acordo com o autor, a intenção do trabalho é buscar uma ação sindical de jovens integrada à agenda do sindicalismo combativo, e ao mesmo tempo, que essa ação possibilite a renovação da mesma agenda.

Juventude e Ação Sindical: crítica ao trabalho indecente

Anderson Campos

Rio de Janeiro: Editora Letra e Imagem, 2010

Sumário

Prefácio | Marcio Pochmann

Introdução

I. Situação da juventude no mercado de trabalho brasileiro

Juventude e emprego na década atual

O padrão de inserção ocupacional de jovens no Brasil

Desemprego • Vínculos de trabalho • Jornada de trabalho

Trabalho doméstico • Saúde do trabalhador • Remuneração

Origem social e futuro precário

II. A precarização das relações de emprego e a juventude trabalhadora brasileira

Sentido da flexibilização das relações de trabalho

Ofensiva ideológica: empregabilidade e empreendedorismo juvenil

Estágio: ato educativo ou fraude trabalhista

O trabalho estágio • Liberdade empresarial para o uso fraudulento dos estágios • Ação sindical • Aliança sindical e estudantil

III. Políticas públicas para a juventude: trabalho decente e proteção social

Trabalho decente

O emprego juvenil na plataforma da OIT

Indicadores do déficit de trabalho decente de jovens

A promoção do trabalho decente de jovens no Brasil, segundo a OIT

Políticas Públicas para proteção social da Juventude

Políticas de assistência estudantil

IV. Sindicalização de jovens

Sindicalização e trabalho no Brasil

Sindicalização de jovens

Impactos culturais da sociedade de mercado

A política não está descartada

V. Alianças sociais e políticas da juventude sindical

A experiência da juventude da CUT

Sentido das alianças sindicais

Disputa ideológica na “sociedade civil”

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres...

Aliança com o movimento estudantil

Unificação das lutas juvenis

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

As cotas para negros no ensino superior e o biopoder


Há alguns anos vêm sendo discutidas as reservas de vagas (mais conhecidas como cotas) para negros nas universidades públicas do país. As cotas consistem em uma das modalidades das políticas de ação afirmativa para o combate à discriminação racial (uma das formas de manifestação do racismo) e são implementadas seja por força da autonomia universitária, ou através de leis estaduais que conjugam critérios monetários como forma de aferição da hipossuficiência dos candidatos a critérios étnico-raciais, dentre outras especificidades observadas em cada caso.

É importante destacar que a adoção dessas medidas somente pode ser compreendida no âmbito da resistência realizada com mais intensidade a partir da década de 1990, e protagonizada por jovens moradores das periferias e favelas de cidades como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Esses jovens, em sua maioria negros, mestiços e oriundos das camadas mais pobres da sociedade, imprimiram um caráter novo a um elemento da agenda política dos movimentos negros que pode ser observado, pelo menos, desde o período pós-abolição da escravidão no Brasil: o acesso à educação.

Este aspecto deve ser salientado, pois a educação sempre foi um dos principais eixos norteadores de movimentos tão distintos como a Frente Negra Brasileira da década de 1930, o Teatro Experimental do Negro surgido na década de 1940, ou o Movimento Negro Unificado da década de 1970. Além disso, sempre foi uma pauta importante para o movimento de mulheres negras que iniciou o seu processo de ruptura com o movimento feminista brasileiro, na década de 1980, e que se consolidou na década de 1990, ao se organizar, principalmente, sob a forma de organizações não-governamentais – ONG’s.

Neste sentido, a reivindicação de um acesso mais democrático ao ensino superior, principalmente nas universidades públicas brasileiras, questionou abertamente a estrutura racista de uma sociedade que, por meio de diversos dispositivos do poder estabelece novas formas de gestão da vida da população. Esta gestão da vida maleável, flexível relega grandes contingentes da população aos mais baixos estratos da sociedade. Além disso, perpetua a existência dessas desigualdades através de práticas e discursos que aliam as diferenças econômicas existentes entre os grupos sociais aos estereótipos étnicos e raciais, atribuídos principalmente a indígenas e negros.

Além disso, a resistência organizada através de pré-vestibulares populares, tais como o Pré-Vestibular para Negros e Carentes – PVNC, a Educafro e a Organização Steve Biko, embora tenham origens distintas e sigam caminhos, algumas vezes divergentes, inovaram ao suscitar questões relacionadas ao trabalho, à gestão dos territórios, à formulação de políticas públicas que não passavam necessariamente pelos sindicatos, partidos políticos ou pelo Estado. Seu discurso era centrado em uma concepção de cidadania que deveria ser conquistada a partir da organização coletiva e a cultura aparecia menos como reforço de uma identidade “racial” ou “étnica” homogênea e essencialista, do que uma afinidade compartilhada por estes jovens.

A partir desses movimentos, aos poucos foi aumentando o número de universidades públicas que aderiam à implementação das cotas como forma de reduzir as disparidades observadas no corpo discente, e o próprio governo formulou algumas políticas, ainda que limitadas, no sentido de ampliar o acesso desses jovens nas universidades, sobretudo nas instituições privadas. Entretanto, estas medidas têm sido questionadas maciçamente pela mídia e por grupos que vêem seus privilégios seculares ameaçados. É preciso evitar que os pobres, negros e mestiços venham disputar os espaços que sempre foram tranquilamente ocupados por determinados grupos da sociedade. O racismo brasileiro já não consegue manter sua aparente “cordialidade” (se é que se pode pensar em uma equação como essa).

Assim, multiplicam-se as ações judiciais questionando a legalidade e a constitucionalidade das cotas no ensino superior brasileiro. O Poder Judiciário é chamado a se pronunciar sobre o assunto e se aguarda ansiosamente a palavra final do Supremo Tribunal Federal, principalmente após as audiências públicas realizadas no mês de março deste ano, quando foram apresentados os argumentos contrários e favoráveis às cotas.

Ressalte-se que, no âmbito dos debates acerca das cotas, são mobilizados discursos favoráveis e contrários a essas medidas. No que se refere aos argumentos contrários às cotas, segundo Marcelo Paixão podem ser encontradas seis concepções distintas: liberal, democrático-racial, nacionalista, culturalista contemporânea, funcionalista, marxista e geneticista. Cada uma delas se baseia em perspectivas filosóficas que mobilizam a moral como principal fundamento dos discursos que pretendem a abolição do sistema de cotas das universidades públicas brasileiras.

Em relação ao debate jurídico em defesa das cotas, são mobilizados discursos filosóficos pautados no reconhecimento, tal como o de Axel Honneth, que reativa o pensamento do Hegel da juventude. Ou, ainda, em autores que buscam estabelecer uma conciliação entre reconhecimento e redistribuição a partir de uma operação que retira toda a dimensão ética da discussão, como defende Nancy Fraser. Outros procuram centrar sua defesa jurídica no âmbito das teorias constitucionalistas norte-americanas, como por exemplo, na teoria do impacto desproporcional e na da discriminação de fato.

Apesar de esses argumentos representarem avanços importantes para a defesa das políticas de ação afirmativa de combate à discriminação racial, notadamente, em relação às cotas para negros no ensino superior, percebe-se que encontram limites na medida em que fortalecem os discursos pautados na moral e, em última instância, toda uma tradição da modernidade que se baseia na filosofia da representação que serve de fundamento para os discursos contra as cotas. Além disso, contribuem para a subsunção da diferença à identidade na medida em que reforçam o estabelecimento de critérios que acabam renovando os estereótipos fenotípicos e culturais de certos grupos.

Dessa forma, é preciso pensar as políticas de ação afirmativa como parte de um processo mais amplo de constituição de uma sociedade diferente. Deve-se lutar por estas medidas não apenas porque se é negro, indígena, pobre, mas pelo direito de ser qualquer coisa que se desejar. É necessário conquistar e defender o direito à diferença para além das identidades que fixam os sujeitos nos seus lugares sociais. O recurso à identidade sempre pode ser manipulado no âmbito dos discursos e práticas engendradas pelo biopoder. A história já o tem demonstrado de diversas maneiras.
Vanessa Santos do Canto

EM DEFESA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES E DA SEPPIR

Roque Peixoto

Em torno dos debates que estão rolando nas listas de internet, sites de política e outros intrumentos de comunicação por aí, alguns de nós da JN13, aproveitando a ocasião do Seminário Internacional de Jovens Lideranças Africanas e Afro-brasileiras, debatemos sobre o assunto e para não entrarmos numa discussão fratricida ou armadilhas que prejudiquem o Partido dos Trabalhadores resolvemos escrever um documento em defesa do PT e da SEPPIR. Sabemos que alguns dos nossos acreditam que as tendências vêm primeiro e o PT depois. Para outros o movimento é primeiro a defesa do PT e depois resolvemos nas tendências nomes e caminhos a seguir.
Sendo assim, apresentamos o documento para aqueles e aquelas que se sentirem a vontade em defender o PT e a SEPPIR e em garantir a SEPPIR sobre a gestão de Petistas, seja lá quem a Dilma decidir. A SEPPIR tem que continuar com o PT e precisamos defender isso.
Então segue o documento abaixo, lembrando que não é um documento da JN13. Pois vai que nem todo mundo do núcleo tope assinar.
De preferência, as adesões devem ser encaminhadas até o final do dia de hoje para que possamos postar logo nas listas.

Saudações Quilombolas e Socialistas!!!

EM DEFESA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES E DA SEPPIR

A Juventude Negra Brasileira tem protagonizado várias lutas em defesa da promoção da igualdade racial de combate ao racismo. Protagonizou vários momentos, desde a resistência para não serem brutalmente capturados e escravizados em África até a luta por direito a educação, saúde, moradia e políticas de estados que promovam reparação e pela implementação de ações afirmativas.

O Movimento Negro no Brasil tem uma ligação histórica com os movimentos de esquerda brasileiros. Exemplo disso foi a luta contra a Ditadura Militar, a criação do Partido dos Trabalhados e a criação da Central Única dos Trabalhadores.

Nesses momentos participaram muitas e muitos militantes históricos que hoje militam no Movimento Negro Unificado - MNU, na Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN e vem construindo espaços importantes como o Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil – CONNEB.

Com o acúmulo e contribuições dessas pessoas, o Partido dos Trabalhadores sempre teve em seus documentos e resoluções que trouxessem posições sobre a disputa do estado e da sociedade a partir da perspectiva de Raça e Classe. Com esse movimento foi criado a Secretaria Setorial de Combate ao Racismo do PT; e com a experiência da luta e militância social, foi possível propor a criação da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, dando início à aplicação do caderno temático do programa de governo, em 2003, Brasil Sem Racismo.

Com a luta do Movimento Negro e, principalmente, de militantes negras e negros filiados ao Partido dos Trabalhadores, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou a SEPPIR para articular e pautar o Estado Brasileiro sobre a elaboração e aplicação de políticas públicas de promoção da igualdade racial.

Após a criação da SEPPIR, foi possível articular e mobilizar a sociedade brasileira para uma melhor atenção a temática racial e às relações raciais no país. Essas mobilizações possibilitaram espaços de participação e aproximação entre a sociedade civil, sobretudo o Movimento Negro, e as Conferências de Promoção da Igualdade Racial são exemplos de como é possível aproximar o povo da institucionalidade pública. E isso só foi possível porque a SEPPIR está sobre a gestão do PT, que é um partido que tem como prioridade o diálogo constante com os movimentos sociais e a elaboração das políticas públicas a partir das demandas destes movimentos.

Sendo assim, neste momento em que o povo venceu as oligarquias escravocratas deste país representadas pela candidatura tucana; neste momento onde a juventude negra brasileira está inaugurando um novo momento de permanente diálogo com os jovens dos países africanos de língua portuguesa, promovido pela SEPPIR; neste momento em que a juventude negra brasileira participa de uma articulação para a elaboração do um plano para combater a mortalidade da juventude negra, afirmamos que defendemos a gestão SEPPIR até aqui, suas vitórias e avanços e que esta direção precisa ter à sua frente um quadro que seja coerente com estas referências de história e de luta. Apenas com um quadro com estas características à frente da SEPPIR é que o Brasil vai seguir mudando, com o diálogo constante com a sociedade civil, respeitando e sendo respeitada pelo Movimento Social Negro.

José Roque Guimarães Peixoto – Membro do Coletivo Nacional de Combate ao Racismo do PT e militante da CONEN e da JN13/BA

Marta Almeida Filha – Militante do MNU/PE e da JN13/PE

Paulo César Ramos – Militante da CONEN e da JN13/SP

Rodrigo Polycarpo – Assessor Parlamentar da ALERJ e militante da JN13/RJ

Saman Belizário – Militante da JN13/SC

Diego R. de Miranda – GAM e militante da JN13/SP

Daniela Guedes – ONG Negra Sim e militante da JN13/SP

Tatiane Lima – APN’s e militante da JN13/SP

Samoury Mugabi – Membro do Conselho Nacional de Juventude e Militante da JN13/SP

Nadjara Silva – Membro do Conselho Nacional de Juventude, ACBANTU e militante da JN13/BA

terça-feira, 16 de novembro de 2010

NUFOC - Núcleo de Formação Cultural da Juventude Negra


JUVENTUDE NEGRA

Reconhecer e valorizar a importância da diversidade étnico-cultural afro-brasileira em nosso País, por meio da formação técnico-cultural de jovens negros. Este é o objetivo do projeto Juventude Negra, implementado pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Cultural Palmares, que está com inscrições abertas a instituições de ensino superior e entidades culturais, historicamente comprometidas com a cultura afro-brasileira.

Sob a coordenação do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da Palmares, o projeto Juventude Negra está sendo viabilizado por meio do I Edital Procultura – Núcleo de Formação Cultural da Juventude Negra. O Edital selecionará 10 projetos, visando a implantação de 10 Núcleos de Formação Cultural – NUFOC, em 10 Estados brasileiros. Serão selecionadas duas instituições em cada região (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste).





QUEM PODE PARTICIPAR

As instituições e entidades interessadas em participar do Edital e implantar um NUFOC devem ser ligadas diretamente a Universidades e Faculdades, públicas ou privadas, de todas as cinco regiões do País – ou manter parcerias sistêmicas com as mesmas.



Vale frisar que a formação técnico-cultural prevista trata não apenas de capacitar tecnicamente os alunos, mas, também, apresentar a eles, por meio de um módulo comum, temas relativos à História da África e à cultura afro-brasileira. Com isso, o principal diferencial deste projeto será a proposta pedagógica apresentada, elaborada de modo a articular as ações com as demandas da comunidade na qual a instituição esteja contextualizada, e os resultados pretendidos.

A expectativa é a de que o envolvimento com a história e a cultura afro-brasileiras estimule os alunos, de forma geral, a refletir sobre seu papel na sociedade, particularmente no que diz respeito à forte influência da cultura africana na formação das bases culturais brasileiras, desenvolvendo uma consciência crítica. De forma particular, que esses jovens se identifiquem com novas posturas, criando novas oportunidades para experimentarem novos ‘olhares’ sobre as ferramentas e os mecanismos de trabalho nas diferentes áreas da cultura e sobre os seus resultados.





O QUE SERÁ O NUFOC

Os Núcleos de Formação Cultural da Juventude Negra deverão oferecer capacitação técnico-cultural a jovens negros entre 16 e 25 anos de idade, viabilizando a sua formação como produtores culturais, aptos a atuar no mercado de trabalho e em suas comunidades, desenvolvendo e consolidando experiências na área.



Cada NUFOC terá como meta atuar diretamente com 600 jovens negros, todos provenientes das classes C, D e E, e escolhidos por processo de seleção. Estes alunos serão divididos em duas turmas: a primeira será composta por 300 universitários, que receberão um programa de formação e uma bolsa de apoio. A outra turma, com 300 alunos que tenham concluído o ensino médio, não receberá bolsa de apoio, mas, sim, um programa especial de formação e auxílio-transporte.



No total, serão capacitados 6 mil jovens negros em todo o Brasil.




ABRANGÊNCIA DO PROJETO PEDAGÓGICO

As iniciativas devem apresentar um planejamento de ensino que contemple obrigatoriamente propostas relativas a:

a) Formação em História da África e cultura afro-brasileira;

b) Formação técnica em um segmento cultural;

c) Formação técnica com ênfase em gestão, tributação e legislação para o Terceiro Setor;

d) Criação do material didático a ser utilizado;

e) Orientação para encaminhamento de alunos ao mercado de trabalho, empreendimentos comunitários, atividades voluntárias e outros;

f) Emissão de certificação para a referida formação.



Além disso, as propostas devem observar os seguintes critérios:

· Cada instituição deve definir: carga horária, conteúdos e metodologia de ensino.

· O processo seletivo deverá ser estruturado com critérios claros e democráticos, e que atinjam diretamente o público do projeto.

· O sistema de ensino pode ser presencial ou semipresencial.

· Como toda a infra-estrutura para a realização do projeto é de responsabilidade do proponente, as propostas já devem apontar as disponibilidades e os diferenciais físicos para abrigar o Núcleo.

· Caso a instituição já possua programas nesse contexto, é interessante articular as iniciativas para ampliar os resultados.

INSCRIÇÕES

As inscrições das propostas devem ser feitas até 11 de dezembro de 2010 pelo sistema SALIC, do MinC (http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/).



Publicado no Diário Oficial da União em 27 de outubro de 2010*, o Edital também está acessível nos sítios da Fundação Cultural Palmares (www.palmares.gov.br) e do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br).



Dúvidas poderão ser respondidas pelo endereço eletrônico editalnufoc@palmares.gov.br, ou pelo telefone (61) 3424-0185.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Rapidinha da Semana: A direita adora distorções.

"A direita é assim: quando alguém de direita ganha um prêmio literário, é por mérito. Quando alguém de esquerda ganha, é critério político."

Emir Sader criticando o PIG e a direita pelas afirmações feitas a Chico Buarque, ganhador do Prêmio Jabuti (o maior da literatura brasileira), insinuando que só o conseguiu devido apoio político dado à Dilma Roussef durante processo de eleições presidenciais.

Edu Valdoski e a Trajetória da JPT

Em dois momentos da minha curta militância na JPT tive a oportunidade de estar presente com o Edu Valdoski: a 1ª durante a Etapa Estadual do I Congresso da JPT no Rio, e a 2ª no I Encontro Nacional da JPT que foi seguido pelo ativo Nacional da Juventude da Democracia Socialista, em Brasília. Pouco tempo para afinar laços, porém o suficiente para que pudesse fazer daquele 2º momento único de aprendizado, pois conhecia parte de sua trajetória de lutas na construção da JPT através de companheiros do RIO: Daniel, Amanda, Clarissa, Rafael, Ian e outros.
13 anos de militância dedicados a juventude petista, especialmente num contexto que fez com que o PT visse de outro modo a forma de dialogar com a parcela jovem da sociedade brasileira e latino americana.
A Democracia Socialista possui excelentes quadros dentro de todas as frentes de atuação em que está inserida (JPT, ME, Movimento Negro, CSD, MMM) que irão contribuir em muito na busca pela sociedade justa, fraterna e livre da opressão que buscamos construir diaramente através das nossas intervenções.
Que a sua trajetória de lutas não seja interrompida em prol da construção de uma visão mais democrática e participativa pro PT.
Que sua história sirva de inspiração para todos os militantes que contribuem para a formação do PT que tanto queremos!!!

http://eduvaldoski.wordpress.com/
13 anos de Juventude do PT

Comuniquei à Direção Nacional da Juventude do PT a minha substituição nesta instância pelo companheiro Gabriel Medina, militante do PT/SP, membro do Conselho Nacional de Juventude e do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis.

Com isso, encerro 13 anos de participação em instâncias de direção da Juventude do PT. Neste período, tive a feliz oportunidade de participar, formular e/ou organizar importantes ações da juventude do nosso partido.

Cheguei até a Juventude do PT, como a maioria dos militantes naquele período, a partir da atuação no movimento estudantil, no caso, o secundarista. Desde de 1995 já participava de um núcleo do PT na zona sul de São Paulo. Mas foi a partir da atuação no ME que cheguei até a militância de juventude e que pude participar do encontro de reconstrução da secretaria municipal de São Paulo em 1997.

Foi neste espaço que dediquei a maior parte de minha militância, sob a liderança do companheiro Jaime Cabral, construímos uma exitosa experiência de construção da juventude partidária. Sem dúvida, exemplo de construção coletiva e participativa.

Foi ali, que fizemos a revista Rebele-se, construímos o Festival de Juventude Contra a Guerra do Iraque, onde realizamos diversos debates sobre o Brasil, a América Latina e o socialismo. E onde, principalmente, atraímos dezenas de jovens para uma visão de esquerda do mundo.

Me recordo dos debates contra a flexibilização dos direitos trabalhistas, tentada por FHC entre 1999 e 2000, que culminavam com ação política. No caso, uma série de colagens nos postes da cidade.

Em 2003, tive a oportunidade de passar a coordenar este trabalho ao lado de diversos e valorosos companheiros. Como secretário municipal da JPT da capital paulista, estabelecemos o desafio de buscar enraizar a JPT na cidade, interferir mais na construção das políticas públicas voltadas aos jovens e estabelecer maior diálogo com os movimentos juvenis. Com esta perspectiva que acompanhamos o Projeto Juventude (talvez até hoje o principal e mais participativo estudo sobre a juventude brasileira), que passamos a organizar alguns núcleos da JPT nos diretórios zonais e que participamos do Fórum Jovem organizado pela prefeitura.

A militância neste período foi muito intensa, fazíamos plenárias da JPT a cada quinze dias, com a participação de 30, 40 ou 50 jovens em média. Em momentos mais delicados, como da discussão da reforma da previdência, chegamos a reunir 150 militantes. A experiência da secretaria da capital paulista foi o que nos permitiu formular nossa visão de construção da juventude partidária.

Pude participar ainda, da organização do I Festival de Cultura e Arte da JPT, realizado em 2005, durante a gestão do companheiro Ramon Szermeta na secretaria estadual da JPT/SP. Iniciativa única na história da JPT, que reuniu mais de 2000 jovens petistas de todos os cantos de São Paulo, e ainda de alguns outros estados.

Foi em 2005 também, que lançamos a idéia de um congresso da Juventude do PT para discutir de forma mais profunda e com perspectiva estratégica o modelo organizativo da JPT e um programa político para a juventude brasileira. Chegamos inclusive a convocar a etapa paulista do encontro setorial daquele ano como 1º Congresso Estadual da JPT/SP.

Participamos ativamente da intervenção internacional da Juventude do PT, através da organização do GT de Relações Internacionais. A partir deste trabalho, que resultou na construção do Fórum de Juventudes Políticas do Mercosul e posteriormente os encontros de juventude do Foro de São Paulo, tivemos a oportunidade de conhecer inúmeros companheiros e amigos de diversos países e reforçar nossa identidade como militante latino americano.

A partir de 2007, passei a compor o Coletivo Nacional da JPT, como secretário-adjunto nacional, durante a gestão do companheiro Rafael Pops. Talvez tenha sido este o principal período de nossa atuação, que é marcado pela construção do I Congresso da JPT.

Participei ativamente desse processo, desde a defesa que ele acontecesse, passando aí pela negociação com as demais tendências e apresentando a proposta no Diretório Nacional do partido, até recebendo as atas, preparando listas para as etapas municipais e estaduais, mobilizando nossa militância e culminando com a candidatura à Secretaria Nacional.

O I Congresso é para mim, sem dúvida, o período mais intenso que a JPT já passou nos últimos anos. Com ele, a maior parte das correntes com atuação no setor, tiveram que se dedicar a formulação sobre como a juventude partidária deveria se organizar. Pela primeira vez, tivemos etapas municipais (idéia muito defendida por nós), o que permitiu triplicar a participação da base.

As resoluções do Congresso buscaram sintetizar o conjunto de contribuições. E idéias importantes, como a da autonomia política da JPT, foram aprovadas.

Ainda que estejamos muito distantes do que foi formulado naquele processo, a sinergia criada por ele, permitiu à atual direção de juventude, coordenada pela companheira Severine Macedo, realizar uma grande caravana nas eleições municipais de 2008, percorrendo milhares de quilômetros e dando visibilidade para a organização dos jovens petistas.
Como coordenador de comunicação, acompanhei estes últimos dois anos a construção da Juventude do PT. Dei minha última contribuição participando do Comitê Nacional de Juventude da Dilma.

Além da participação como militante e dirigente da Juventude do PT, dei minha contribuição, ao longo destes 13 anos, na “cara” que a JPT tem, ou seja, nas artes gráficas. A maior parte dos materiais produzidos pelas secretarias municipal e estadual de São Paulo, entre 1997 e 2005 e pela nacional a partir de 2006, tiveram suas artes feitas por mim, inclusive a página na internet.

A atual logomarca da JPT, com a bola vermelha e a estrela amarela riscada, fiz “sob encomenda” do Pops em 2006, num curto período no qual fui funcionário da SNJ. É verdade que ela é uma releitura de uma marca usada na época pela JPT gaúcha, mas a atual se popularizou a partir do momento em que disponibilizamos ela na Internet.

Em São Paulo, usávamos uma outra marca, que tinha a estrela do PT e a Graúna do Henfil. Essa foi criada em 2000, numa situação bastante curiosa. Estávamos fechando o panfleto de juventude da campanha que elegeu Marta Suplicy para a prefeitura, o material teria no verso a assinatura da JPT e da UJS (algo comum hoje em eleições, mas pouco usual, ou inédito, na época). Pois bem, os companheiros da UJS chegaram com a logo deles, estava super bem feita, foi aí que falamos que tínhamos que ter uma que estivesse a altura da dos camaradas. Foi então que Ramon sugeriu usarmos a Graúna e que produzi a marca que usamos durante anos.

Como a secretaria municipal de São Paulo foi uma das primeiras a manter uma página na Internet, disponibilizávamos esta marca e ela chegou a circular bastante no país, devo confessar que dava orgulho chegar num congresso da UNE ou em qualquer outra atividade nacional e ver uma camiseta com a marca da Graúna. Tinha também um pano de fundo, que era a disputa política que fazíamos naquele período, mas isso aí já é outra história…

Depois de 13 anos participando da Juventude do PT, entre muitas alegrias e algumas tristezas, resta uma certeza: Valeu a pena!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bancada do PT defende consenso para escolha do novo presidente da Câmara

A bancada do Partido dos Trabalhadores vai iniciar na próxima semana o processo de discussão sobre a Presidência da Câmara para a próxima legislatura.
Em reunião realizada nesta quarta-feira (10), com a presença do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ficou definido que não haverá disputa interna para a escolha do nome do PT para a disputa do cargo.
"Vamos iniciar um processo de discussão para apresentarmos, no momento adequado, apenas um nome do PT para o cargo", afirmou o líder da bancada, deputado Fernando Ferro (PE).

O líder disse que haverá uma ampla negociação com os demais partidos para que também não haja disputa pela Presidência da Câmara entre as agremiações da base aliada. "O ideal é que se construa um amplo acordo e que não haja nenhum tipo de disputa para o cargo", defendeu Fernando Ferro.
Tradicionalmente, a Presidência da Casa fica com o partido que fizer a maior bancada parlamentar nas eleições. Na atual legislatura, houve um rodízio entre as duas maiores bancadas - o PT,que presidiu a Casa nos dois primeiros anos, e o PMDB, nos dois últimos. Os demais cargos da Mesa Diretora são preenchidos conforme estabelece o regimento interno da Câmara, obedecendo à proporcionalidade partidária.
O PT elegeu neste ano 88 deputados federais e terá a maior bancada na próxima legislatura. O PMDB ficará com a segunda maior bancada,com 79 deputados. Na atual legislatura foi o contrário, o PMDB tinha a maior bancada e o PT, a segunda.
Fernando Ferro informou que já foi procurado pelos deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, e Marco Maia (RS), vice-presidente da Casa. Eles estão interessados em disputar a Presidência. O líder explicou que os nomes serão levados à coordenação da bancada, que vai definir o cronograma e a forma como se dará a escolha do nome que será apresentado pelo PT.
Rodízio
O líder da bancada petista disse que ainda não está definido se será mantido o esquema de rodízio do PT/PMDB para a escolha do presidente da Câmara. "Tudo ainda será negociado, mas o ideal é que, se for mantido o rodízio na Câmara, que isso também acontece no Senado, onde o PMDB e o PT também têm as maiores bancadas. Na atual legislatura o PMDB ocupou a presidência durante os quatro anos.
Governo
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, informou à bancada do PT o andamento do trabalho de transição do governo. Ele explicou que,até o momento, o seu papel é ouvir todos os partidos da aliança que elegeu Dilma Rousseff (PT) presidente do Brasil. "Estou fazendo o papel de ouvidor dos partidos da aliança, incluindo também o PP, que oficialmente não fez parte da campanha mas que é da base aliada do governo Lula. Só isso, não tenho autorização da presidente eleita para negociar nada, nenhum cargo", afirmou.
Pauta
O ministro Alexandre Padilha reforçou a necessidade de a Câmara priorizar a votação da proposta orçamentária para 2011, concluir a votação do pré-sal - falta votar as emendas do Senado ao marco regulatório do pré-sal - e apreciar as medidas provisórias com o prazo de tramitação vencido.
"Esse é o kit básico para as votações neste ano, uma vez que só teremos mais nove sessões deliberativas em plenário", afirmou Fernando Ferro. O líder não descartou a possibilidade de votar outras propostas, desde que haja acordo de líderes.
Comissão Geral
A bancada definiu também na reunião que irá propor a realização de uma comissão geral na próxima semana para a discussão da crise cambial mundial. No debate serão analisadas também as deliberações do G-20- grupo das 20 principais economias, que está reunido neste semana, em Seul, na Corea do Sul.
André Vargas é deputado Federal PT-PR e membro da Executiva Nacional do PT.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nota Oficial da UNE e da UBES sobre ENEM.


Diante dos fatos ocorridos na aplicação das provas do Enem no último final de semana, as entidades estudantis UNE e UBES voltaram a se manifestar publicamente nesta terça-feira. Leia a íntegra da nota:


1. A UNE e a UBES se posicionam contra a anulação do ENEM 2010. Milhões de estudantes realizaram a prova em condições adequadas, prepararam-se, e a anulação da prova seria cometer uma injustiça com esta grande maioria.

2. A UNE e a UBES são intransigentes na defesa de que os estudantes prejudicados tenham o direito a realizar uma nova prova. Nenhum estudante pode ser prejudicado sob o risco de descredibilizar o ENEM.

3. A UNE e a UBES exigem que o MEC determine OBJETIVAMENTE os critérios para que os estudantes tenham direito a este novo exame. Se o MEC não tiver condição de determinar estes critérios, a UNE defende que o critério seja opcional, ou seja, todos aqueles que se disserem prejudicados devem ter o direito a esta nova prova. O estudante que optar por não fazer esta nova prova deve ter garantida a sua nota inicial.

4. A UNE e a UBES permanecem aguardando a retratação do MEC em relação ao post publicado no twitter da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação.

5. A UNE a UBES reivindicam a criação de um Instituto Federal que será o responsável pela aplicação das provas do ENEM.

6. A UNE a UBES reivindicam ainda a marcação de uma audiência com o ministro da Educação para que representantes das entidades estudantis e um grupo de estudantes prejudicados possam discutir os pelos problemas ocorridos no ENEM.

7. Defender o Enem é, antes de tudo, corrigir os seus erros. A UNE e a UBES voltam a ressaltar que NÃO se somam àqueles que se utilizam de equivocos para derrotar o ENEM. Na opinião da UNE e da UBES, o ENEM deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira como são os casos do ProUni e da seleção de dezenas de universidades federais pelo país, superando o velho modelo do vestibular, cruel método de acesso ao ensino superior no pais. O Enem é também elemento fundamental na construção do Sistema Nacional da Educação.

9 de novembro de 2010
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)

Rapidinha da Semana: Governo Lula e A Internacional

Para aqueles que diziam que os ricos sempre seriam ricos; e os pobres, as mulheres, negros e índios sempre seriam oprimidos, nós mostramos um novo caminho ecuado por uma nova ordem administrativa. A estrofe abaixo é um trecho da Internacional Comunista, que estava acabando de ouvir pela milésima vez, e que tem muito haver com a revolução democrática em curso no país desde 2003 promovendo inclusão social aliada de estabilidade econômica.

"À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres"

terça-feira, 9 de novembro de 2010

UNE no CNPIR

Foi divulgada hoje, dia 9 de novembro, a lista das organizações da sociedade civil que irao compor o Conselho Nacional de Promoçao da Igualdade Racial - CNPIR.

A CNPIR foi instituido em 2003 e é um órgão colegiado de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da SEPPIR. Tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira.

Além de combater o racismo, o CNPIR tem por missão propor alternativas para superar as desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.

Fruto da incidencia politica e do processo de apropriação das pautas estrategicas do movimento negro no campo da educação a UNE a partir da iniciativa de sua diretoria de combate ao racismo, figura pela primeira vez entre as organizações selecionadas para o bienio 2010-2012.
Quem irá representar a entidade no CNPIR será o diretor da pasta, Cledison Júnior, militante do Coletivo Nacional Enegrecer.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Aos amigos leitores/militantes deste blog

Companheiros e companheiras,

Com o fim do processo eleitoral e a consolidação de mais 4 anos do projeto do povo Para o Brasil Seguir Mudando, este blog voltará a fazer postagens identificadas com as propostas principais de criação desse espaço de leitura para os petistas, simpatizantes, militantes de esquerda e movimentos sociais. Esse voltará a ser um espaço onde estaremos buscando contribuir com a formação política da militância de esquerda organizada nos diversos espaços de atuação em defesa dos trabalhadores, feminismo e igualdade racial, e contra a opressão dos setores conservadores da sociedade brasileira.

Atenciosamente,

Hugo Vilela
Secretário Municipal de Formação Política e Organização do PT em Angra
Membro do Coletivo Nacional Enegrecer
Juventude da Democracia Socialista -RJ
Militante da Kizomba
Secretário Geral do Fórum Municipal da Juventude de Angra dos Reis

Alma lavada

Esta eleição ficará na história como aquela em que houve maior parcialidade da mídia nacional. Nem mesmo em 1989, quando a Rede Globo editou as imagens do debate para favorecer Collor de Mello houve tamanho comprometimento de setores da mídia com uma candidatura e a tentativa de descontruir outra.

Reportagens, fotografias, editoriais, textos assinados e até cartas de leitores eram unânimes em discorrer elogios a José Serra e atacar Dilma Rousseff. Por extensão atacaram de todas as formas o governo Lula e numa inversão inédita da lógica de dar visibilidade às opiniões divergentes da sociedade os 3% que, segundo os institutos de pesquisas, consideram o governo ruim ou péssimo ocupavam nestes veículos de comunicação o espaço que seria razoável ser ocupado também pelos 83% que avaliam positivamente o presidente e seu governo.

Criminosos com extensa ficha na polícia foram guindados à condição de “empresários” e “consultores”, figuras absolutamente anônimas defensores do obscurantismo e sem nenhuma representatividade social, tiveram espaços nobres para discorrer sobre suas idéias medievais. Notórios tucanos ou demistas eram apresentados como “cientistas sociais”. TFP, Opus Dei e outros celerados que chegaram a defender em passado recente a volta da Monarquia, assessoravam o candidato tucano e tiveram espaços significativos na nossa mídia que se pretende moderna e democrática. Obscurantistas estes que, com certeza, convenceram Serra a beijar a santa.

Tudo isso, sob o discurso hipócrita da neutralidade que escondia o seu partidarismo, explicitado somente pelo Estadão que, em editorial, admitiu a sua preferência pelo candidato tucano. Jornal este que, para não deixar dúvidas a respeito da sua postura antidemocrática demitiu a articulista Maria Rita Khel que ousou questionar a desqualificação do voto dos pobres que reiteradamente aquele jornal – e toda a grande mídia – insistem em promover.

Num dos piores momentos da campanha de baixíssimo nível de José Serra, foi colocado no seu programa eleitoral cachorros ferozes simbolizando a militância petista, desrespeitando mais de um milhão de cidadãs e cidadãos brasileiros filiados a esta legenda, que contribuíram e contribuem com sua militância voluntária para construção de um país cada vez mais democrático, com inserção soberana no mundo e com justiça social e econômica.

A imagem dos rottweiler, entretanto, é mais apropriada para ilustrar o comportamento de alguns articulistas, “analistas” e colaboradores da grande imprensa que – mais realistas do que o rei – destilaram ódio contra o governo Lula, Dilma Roussef, o PT, os aliados e as centenas de organizações sociais que apoiaram a candidata petista.

Figuras patéticas como Demétrio Magnoli, Marco Antonio Villa, Danusa Leão, Arnaldo Jabor, José Nêumanne Pinto, Denis Rosenfeld, Boris Casoy, Marcelo Madureira, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, só para citar os mais conhecidos, parece que estabeleceram uma disputa pessoal para ver quem era o mais troglodita da direita, descia ao nível mais baixo, espalhava maior quantidade de calúnias, vociferava com mais virulência, amplificava mais qualquer notícia negativa.

Não se tratava de fazer análise política, nem mesmo de defender José Serra, evidentemente o candidato de todos eles. O principal objetivo era atacar Dilma e tudo aquilo que ela representa, seus aliados e simpatizantes. É assim que aqueles indivíduos destilaram ódios, evidenciaram o seu obscurantismo misógeno e medieval, apresentando-se ao Brasil como “bestas-feras”, exemplos de caluniadores e reacionários preconceituosos.

Articulistas estes que passavam ao largo dos escândalos e desmandos tucanos. Que silenciaram sobre o caso Alston, o Metrô, Paulo Preto, em São Paulo, a longa lista de escândalos do governo tucano no Rio Grande do Sul e o mar de lama do governo DEMO do Distrito Federal. Há que se chamar atenção, ainda, para o fato de que, entre os poucos articulistas simpáticos ao governo Lula, ao PT e aos movimentos sociais que têm espaço na grande mídia, não existe um único que defenda suas idéias ou ataque os adversários de forma tão desrespeitosa, tão baixa, tão chula.

Devido aos cargos que ocupo, e por hábito, leio todo o tipo de publicação, tanto da grande imprensa como da imprensa alternativa, e tenho me deparado com as mais diversas análises políticas, econômicas, sociais e culturais sobre nosso país. A variedade de opiniões, sem sombra de dúvidas, é salutar para a nossa democracia. Existem inúmeros articulistas sérios que se opuseram ao governo Lula, ao PT, à sua candidata ou que têm críticas ao movimento sindical e os movimentos sociais. Essas críticas são bem vindas pois contribuem para mudanças de rumos, de reflexão da política, da comparação de opiniões. Ao longo da minha trajetória política mais de uma vez fui influenciado por opiniões de articulistas ou analistas acerca de decisões políticas que tive – e tenho – como dirigente partidário ou sindical. A crítica qualificada e contundente, ainda que incomode à princípio, contribui para nosso amadurecimento.

Não é esse papel, entretanto, que exercem os citados articulistas/colaboradores que se especializaram em não reconhecerem um único acerto em um governo que - repito – têm mais de 80% de aprovação da população brasileira. Articulistas que optaram por dialogar unicamente com os 3% que acham o governo ruim ou péssimo e que procuram de todas as formas maximizar os piores preconceitos e ressentimentos desta minoria.

Em 2002, a “Esperança venceu o medo”, em 2010 vencemos o preconceito, as calúnias, o ódio e o Brasil continuará no caminho da justiça social, da verdadeira democracia e de sua inserção soberana no mundo. Esses anões morais serão jogados na lata de lixo da história e, no futuro servirão apenas como exemplos de mau jornalismo a serem estudados pelos milhares de jovens que terão acesso à universidade graças ao programas sociais dos governos petistas que eles tanto combateram.

Acusam-nos de querermos cercear a liberdade de imprensa, de sermos antidemocráticos. Continuaremos - quer gostem ou não - a lutarmos pela democratização dos meios de comunicação, pelo equilíbrio das informações, e do espaço para o contraditório, pela busca da verdade e da informação não distorcida. Continuaremos a lutar para que os meios de comunicação deixem de ser um “Partido da Imprensa Golpista”.

A ameaça que pesa sobre a grande mídia nacional, entretanto, não é o controle social da mídia proposta na Conferência Nacional de Comunicação. A ameaça que pesa sobre estes conglomerados é a perda da credibilidade, o abandono dos seus leitores, ouvintes e telespectadores.

Estou com a alma lavada, festejando junto com o povo brasileiro que deu uma banana aos “formadores de opinião” e optaram pela continuidade de um projeto político que trabalha por um Brasil para todos os brasileiros.

João Antônio Felício é secretário Sindical Nacional do PT e secretário de Relações Internacionais da CUT.