terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Convite para Debate: Avaliação das Eleições de 2010 e o futuro do Governo Dilma.

Seminário da Nova Cultura Política Kizomba RJ


Domingo * 12 de dezembro de 2010

Sisejufe (
Av. Presidente Vargas, 509, 11º andar)


Programação:


9:00
"O que é a Nova Cultura Política?" - Expositor: Bruno Moreno (Ex-diretor do CACO)

Textos: "Um roteiro para compreender o conceito de cultura política" - Ânderson Campos
"Para atualizar a cultura política no movimento estudantil" - Ânderson Campos


12:00
Almoço

13:30
"Os desafios da Universidade Brasileira" - Expositor: Rafael Chagas (Ex-diretor da UNE)

Texto: "Autonomia universitária: uma questão de democratização" - Daniel Gaspar e Rafael Chagas


15:30
Oficina Feminista - Kizomba Lilás - Coordenadora: Fabíola Paulino (Diretora de Mulheres da UNE)

Texto: "Feminismo, prática política e luta social" - Tatau Godinho


17:30
Encerramento e confraternização

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Rapidinha da Semana: A cara do Governo Dilma.


"Esse novo governo Dilma tá dando gosto de ver. Mudança na política econômica e na comunicação; menos espaço pro PMDB; e + mulheres no poder"

Gabriel Medina via twitter.

Seguir mudando o Brasil para viver com qualidade e dignidade: estratégia da CUT para 2011

Resolução da Direção Nacional: reunião de 30 de novembro e 1º de dezembro de 2010

As políticas neoliberais na esfera internacional levaram à ampliação e agravamento da pobreza e tiveram suas conseqüências agravadas pela crise econômica de 2008. A crise atingiu fundamentalmente os países de capitalismo avançado e também aqueles que não optaram por modelos soberanos de desenvolvimento econômico e social.

Os países ricos, mergulhados numa crise sistêmica, certamente deixarão de ampliar as políticas e investimentos nos países em desenvolvimento e mais pobres assim como relutam em financiar as despesas com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Algumas tendências mundiais, na próxima década, podem influenciar o rumo do desenvolvimento, tais como a aceleração da transformação tecnológica; o agravamento da situação ambiental-energética; o agravamento das desigualdades sociais e da pobreza, resultante do aumento do desemprego e dos cortes dos investimentos sociais; as migrações, acompanhadas de reações racistas e xenofóbicas e; a contínua globalização da economia mundial, com multipolarização econômica e política.

Aqui, os elementos de desenvolvimento interno brasileiro – vale dizer, de distribuição de renda, de planejamento, valorização do trabalho e regulação pública do desenvolvimento – ficam fortalecidos. E, diferente de outras situações históricas, são forças mais de esquerda que dirigem o governo nacional.

Ao mesmo tempo, os velhos limites das alternativas estritamente nacionais se apresentam. Os espaços para uma atuação multipolar no plano internacional podem se ampliar. A América Latina continua sendo um espaço avançado de construção anti-neoliberal.

É nessa perspectiva que a CUT deve priorizar, no próximo período, uma agenda que debata com a sociedade o projeto de nação para os próximos 10 anos e influenciar, por meio de sua mobilização, para que o país caminhe nesse rumo.

Essa agenda é, sem sombra de dúvida, a valorização do trabalho, através da geração de mais e melhores empregos, na ótica do trabalho decente. Trata-se de criar uma nova dinâmica de ampliação de direitos do trabalho.

Uma estratégia de desenvolvimento que tenha como centro o trabalho não pode prescindir de uma política econômica ousada, que articulada, às demais políticas públicas, oriente o país para alcançar elevadas taxas de crescimento com sustentabilidade ambiental, redução da pobreza, da desigualdade de renda, das disparidades regionais e um sistema de proteção social, de acordo, por exemplo, com a PLACOSS – Plataforma Continental da seguridade Social. Necessita ampliar o papel redistributivo do Estado e elevar a educação ao centro dessa estratégia.

É por isso que a Jornada pelo Desenvolvimento continuará a ser a nossa principal estratégia. Será através da combinação da mobilização e negociação das propostas contidas na Plataforma da CUT que lograremos êxito.

Um novo período político

Dilma foi eleita presidenta pela esperança de aprofundar as mudanças. Sua eleição é resultado do acúmulo de forças sociais e políticas, com forte presença da CUT nas ruas. Abrimos um novo período político marcado não só pela superação do neoliberalismo como, sobretudo, pela potencialidade de construção de uma nova hegemonia no Brasil.

A CUT teve ação determinante durante o Governo Lula, por meio de mobilizações e pressão, foi criada uma nova dinâmica macroeconômica e novo reposicionamento público do Estado. A defesa de um projeto de desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e valorização do trabalho ganhou potência e foi ao centro da experiência de governo nesses últimos oito anos.

A política econômica do Governo Lula não pode ser meramente caracterizada como keynesiana ou simplesmente anti-cíclica. Essa foi uma vitória política imediatamente anterior à vitória eleitoral de Dilma. A CUT foi a primeira organização popular do país a apontar tal saída para a crise; posição essa que também ecoou nos fóruns sindicais internacionais.

A grande vitória de 2010 marca um novo período, ultrapassa a perspectiva. Aeleição presidencial liderada pelo PT amplia os laços com os/as trabalhadores/as e setores populares, com os partidos de esquerda e com uma militância social que se engajou na luta para derrotar a direita e eleger Dilma. Nossa vitória tem, portanto, um caráter democrático, popular e de esquerda.

Para a CUT, o primeiro mandato do governo Lula foi ainda marcado pela disputa de projetos na sociedade brasileira. Essa situação alterou-se com a vitória de Lula em 2006 derrotando e se contrapondo explicitamente ao neoliberalismo. As políticas desencadeadas no segundo governo acentuaram uma nova direção para o Brasil, mas ainda com obstáculos reais para uma nova hegemonia, conforme apontamos no 10º Congresso Nacional da CUT.

Esse quadro moveu-se à esquerda com o enfrentamento da crise internacional em 2008-09 com políticas anti-liberais e, a partir daí, configurando a vitória estratégica e a supremacia do nosso projeto para o Brasil. Nossa campanha expressou essa visão, conduziu-se como portadora de um projeto com novos avanços de desenvolvimento, distribuição de renda, soberania nacional, sustentabilidade e democracia.

Dilma transformou-se legitimamente na nova Presidenta do Brasil e, com isso, abrimos um novo período político que deve ser marcado por avanços democráticos na construção do Brasil. Por isso, a CUT quer garantir uma interlocução permanente no novo governo.

A oposição liberal em crise

Sem um projeto para o país, aoposição liberal assumiu um caráter declarado de direita. E, a derrota da candidatura demotucana de José Serra deve ser atribuída à derrota estratégica do neoliberalismo sofrida nos últimos 4 anos.

A direita, representada por Serra e por ele intrinsecamente assumida, subordinou-se ao nosso projeto de desenvolvimento do Brasil. À velha maneira demagógica, propôs ampliar políticas até então alvo de oposição: salário mínimo de seiscentos reais, duplicação do bolsa-família e ampliação do PROUNI, entre outras promessas. De outro lado, mobilizou as forças mais retrógradas como a TFP,monarquistas, grupos da antiga repressão e da tortura, os setores mais obscurantistas e reacionários da religião.

Os oligopolizadosmeios de comunicação privados integraram a frente única da direita. Esses oligopólios têm uma história golpista, com notória participação no golpe de 1964. Os temas que a direita explorou refletiram aspectos da nossa experiência de governo que permaneceram truncados, como é o caso da reforma política. Essa éuma das reformas reivindicadas pela CUT que não obteve avanços no Governo Lula. No novo cenário, de todo modo, é previsível a continuidade de embates políticos com a direita.


Um novo tempo de potencialidades


Assumir que estamos no limiar de um novo período político mais favorável à esquerda implica em novos desafios e tarefas. Fomos capazes até agora de enfrentar o neoliberalismo, de caminhar para um novo modelo de desenvolvimento, de integrar amplas massas ao conceito de nação e de iniciar mudanças importantes no cenário internacional em oposição ao imperialismo.

Temos agora o desafio de aprofundar a dimensão política democrática desse projeto. À inclusão econômica e social – base social fundamental junto com o fortalecimento da classe trabalhadora – devemos agregar a “inclusão” democrática. A luta por um processo amplo e participativo de reformas democráticas na sociedade e no Estado – na supremacia da sociedade sobre os mercados, nos direitos do trabalho, na eliminação da pobreza, na rápida redução da desigualdade social, na emancipação das mulheres e dos jovens e na conquista da igualdade racial, na relação com o meio-ambiente, na democratização da comunicação, na reforma política e na democracia participativa – tem novas e melhores condições e forças para avançar.

É importante destacar uma das maiores conquistas desse último período: a ampliação da participação dos movimentos sociais. Muitas de suas bandeiras têm sido transformadas em políticas públicas. A ampliação e o fortalecimento da educação pública, a política de longo prazo de valorização do salário mínimo, a promoção da agricultura familiar ao patamar de política de desenvolvimento, o amplo programa de moradia popular, o acesso a serviços básicos como a energia elétrica e ampliação do emprego formal, da renda do trabalho e do poder sindical nas negociações coletivas são alguns exemplos.

Contudo, ainda não conseguimos reverter vários aspectos da reforma trabalhista de FHC. Soma-se a isso o fato de que, mesmo com o avanço na geração de empregos e na formalização, nosso mercado de trabalho é historicamente desestruturado. Esses avanços ocorrem num mercado de trabalho marcado pela alta rotatividade, pela ausência de liberdade de organização sindical, pela imensa desigualdade de remuneração entre homens e mulheres, entre a população negra e branca, pela precarização do trabalho juvenil e por extensas jornadas de trabalho.

Alçar a emancipação das mulheres ao posto de prioridade na luta pela revolução democrática decorre do ataque reacionário sofrido por elas durante a campanha. Esse momento revela mais uma vez que há muito que se avançar para termos uma sociedade igualitária e democrática. As tentativas de criminalização das mulheres que defendem a autonomia de seus próprios corpos somam-se com a profunda desigualdade de gênero no mercado de trabalho e com a situação de violência a que são submetidas.

Reverter esse quadro é avançar nas conquistas democráticas, inaugurando uma nova dinâmica de direitos do trabalho. Por isso, devemos atualizar nossas bandeiras e ações aumentando nosso protagonismo, principalmente na unificação das lutas com os movimentos sociais.

Pela primeira vez, a mídia alternativa e a chamada blogosfera cumpriram papel relevante na disputa eleitoral no Brasil. Milhares de pessoas – militantes ou não – atuaram em redes sociais virtuais, com forte inovação na atuação política. As principais candidaturas em disputa perceberam as redes sociais como espaço de conflito social, organização de posições políticas e repercussão de mobilizações dos mais variados espectros ideológicos.

Devemos considerar essa inovadora forma de ação como um instrumento a mais na luta contra-hegemônica. Temos o desafio de planejar a sua utilização de maneira a potencializar nossas ações.

A Estratégia da CUT 2011 e os próximos passos da Jornada pelo Desenvolvimento

Conseguimos, em 2010, com a intervenção no processo eleitoral, afirmar diante da sociedade, as questões do trabalho, da distribuição de renda, da igualdade e da justiça social como elementos fundamentais para a formulação das políticas públicas que proporcionem, cada vez mais, qualidade de vida para a população. Transformamos a Plataforma da CUT numa ferramenta poderosa de referência e mobilização dos/as cutistas.

Agora, será necessário, transformar as diretrizes da Plataforma da CUT em bandeiras de luta, ações concretas e políticas públicas. Será preciso, também, em 2011, consolidar a aliança com os movimentos sociais, aprofundando o binômio reflexão–mobilização, para a classe trabalhadora viver com qualidade e dignidade no Brasil.

A agenda do trabalho decente como dimensão prioritária da Plataforma

Pela sua concepção ampla o Trabalho Decente busca abarcar todas as dimensões do trabalho e tem por objetivo o combate a precarização e a deterioração dos instrumentos de proteção e inclusão social. É um conceito ainda em disputa e precisa ser reafirmado constantemente, em especial no que se refere a ampliação de direitos. Por isso, se articula com as ações que a CUT já vem desenvolvendo ao longo de sua trajetória, em defesa da garantia e ampliação de direitos para a classe trabalhadora, emprego digno e de qualidade, igualdade de oportunidades e de tratamento e plena liberdade de organização e associação e reforça os objetivos que o sustentam.

A Agenda Nacional de Trabalho Decente construída e lançada em maio de 2006, com base em diversos planos governamentais, terá seu desfecho com a realização da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (inicia-se com conferências municipais e estaduais a partir de março de 2011 e culmina com a etapa nacional em maio de 2012). Os temas a serem tratados na Conferência de Emprego e Trabalho Decente dizem respeito ao conjunto do povo brasileiro.

O papel da CUT – Estaduais e Ramos - na construção das Conferências deve ser prioridade para o próximo período, participando da coordenação, discutindo regimento, definindo diretrizes, público, etc. Esta será a primeira Conferência do Mundo do Trabalho, espaço em que devem ocorrer as disputas por mudanças que democratizem as relações de trabalho no País. Nesses espaços de disputa teremos de um lado, o empresariado os Governos locais, que em alguns casos serão também nossos opositores. Do outro lado, estarão as demais centrais que em alguns temas também se oporão a CUT. Ou seja, a depender da nossa participação e intervenção, podemos avançar ou não nas relações de trabalho.

Devemos realizar amplo investimento em formação e comunicação sindical para reforçar nossa mobilização e intervenção em todas as etapas da Conferência. As estaduais e ramos da CUT deverão realizar plenárias com o intuito de organizar a mobilização local. Ao mesmo tempo, devemos reafirmar o papel estratégico das alianças com os movimentos sociais, particularmente a partir da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS).

Tarefas do sindicalismo combativo

A Direção Nacional da CUT, reunida em Brasília, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2010, delibera para potencializar seu papel e protagonismo no cenário nacional e internacional, atuar em 2011, priorizando bandeiras e ações, conforme Quadro anexo, destacando a seguinte dimensão:

Transformar a Plataforma da CUT para as Eleições 2010 em ferramenta de pressão para prioridades do novo governo, contendo;

a. A unidade e coerência entre a política econômica e a opção de desenvolvimento de caráter sustentável, democrático e popular, com novo reposicionamento público do Estado;
b. A continuidade e aprofundamento da política internacional soberana, solidária e democraticamente integradora entre os povos
c. A eliminação da miséria e a elevação das condições de vida da maioria, sustentabilidade e a valorização do trabalho com ampliação de direitos;
d. A democratização ampla, com reforma política e democracia participativa e efetivação da liberdade de organização sindical, de expressão e de comunicação;
e. A emancipação das mulheres.
f. A potencialização dos recursos políticos e financeiros nas áreas de formação e comunicação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Brasília recebe o 3º Encontro Nacional de Conselhos de Juventude

Discutir e compartilhar experiências relacionadas às políticas públicas de juventude é objetivo do encontro, que teve início no domingo (28) e pretende fortalecer a rede nacional de conselhos.
Promovido pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a 3ª edição do Encontro Nacional de Conselhos de Juventude acontece em Brasília. Desde o dia 28 e até terça-feira (30), cerca de 230 pessoas, representantes de 97 Conselhos Municipais e 15 Conselhos Estaduais de Juventude de todo o Brasil, participam de reuniões e grupos de trabalho ao longo dos dois dias de programação.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, também está entre os convidados de um dos debates da segunda-feira (29), que se baseia em três eixos: balanço das políticas públicas de juventude durante o governo Lula; papel dos conselhos de juventude e, desafios e prioridades das políticas públicas de juventude para o próximo governo. Esse debate será provavelmente um dos pontos altos do Encontro, na opinião do presidente do Conjuve, Danilo Moreira. Ele aponta que é grande a expectativa quanto às políticas para a juventude no próximo governo. "A avaliação foi positiva no governo Lula. Mas agora todos querem pensar pra frente".

A conselheira e diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marcela Rodrigues, defende que o 3º Encontro será extremamente importante para a formação e fortalecimento da rede de conselhos estaduais e municipais e sua capilarização, que dará mais fôlego ao Conjuve nas futuras conquistas. "Em 2010, declarado pela Unesco como o Ano da Juventude, temos muito a comemorar: a aprovação da PEC juventude e do Estatuto da Juventude, além da convocação da 2ª Conferência Nacional. Agora, como novo governo, temos a expectativa de entrar ainda mais forte na implantação das políticas públicas para a juventude (PPJ)", declarou Marcela, que no Conselho é a coordenadora da Comissão de Parlamento – por onde passaram os projetos de marco legal.

Criado em 2005, o Conselho Nacional de Juventude tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais.

Juventude em debate

Na abertura estiveram presentes o Secretário Nacional de Juventude, Beto Cury, e o diretor da Organização Iberoamericana de Juventude (OIJ), Alejo Ramirez. Para o encerramento, no dia 30, é esperada a participação do ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Na terça-feira (30), o debate abordará a construção da 2ª Conferência Nacional de Juventude e o papel dos conselhos de juventude na organização e no fomento da discussão dos eixos temáticos nos locais de atuação.

Rapidinha da Semana: Juventude e os movimentos sociais.

"Para o jovem ser uma grande liderança no movimento social ainda é preciso parecer um 'adulto'."

Por Bernardo Cotrim e Elisa Guaraná durante ato de lançamento do livro do Anderson Campos, 6ª à noite no Sisejufe.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Prefeitura de Fortaleza traz historiador Tariq Ali na 3ª edição do projeto Tópicos Utópicos


Para a terceira edição do projeto Tópicos Utópicos, a Prefeitura Municipal de Fortaleza traz o historiador, escritor, cineasta e ativista político britânico paquistanês Tariq Ali. Com o tema “Os fundamentalismos e os desafios democráticos”, o evento acontece hoje (25), às 19 horas, no Mercado dos Pinhões.

No debate, Tariq Ali fará uma explanação sobre a relação entre os fundamentalismos religioso e imperial, apontando como estes interferem na disseminação de instituições e valores ditos democráticos. Neste contexto mundial globalizado, Tariq pode nos possibilitar um olhar menos ocidental do que o costumeiramente apresentado para o cidadão comum. Após o debate, o escritor autografará seu livro: “O Poder das Barricadas”, de 2008 da Boitempo Editorial.

O Tópicos Utópicos é um convite ao pensamento sobre a conjuntura mundial atual. Com quatro encontros anuais, a intenção é referenciar Fortaleza como polo de reflexão sobre política, economia, cultura, meio ambiente. O projeto é realizado através da parceria entre a Comissão de Participação Popular, a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Editora Boitempo e a Escola Nacional Florestan Fernandes.

O primeiro encontro, ocorreu em maio deste ano e teve como convidado o filósofo Domenico Losurdo. Já em outubro, Fortaleza recebeu o sociólogo Michael Löwy. Em dezembro, o projeto encerra os debates de 2010 com a presença do sociólogo Emir Sader, no dia 11 de dezembro.

Tariq Ali
Nascido e criado em Lahora (então parte da Índia colonial), atual Paquistão, no seio de uma família comunista. Tariq Ali estudou na Universidade do Punjab, mas por causa de seus contatos com movimentos estudantis radicais e temendo por sua segurança, seus pais o enviaram à Inglaterra. Em uma nova Universidade, Oxford, cursou ciências políticas, economia filosofia.

Entretanto, sua personalidade só pôde ser verdadeiramente notada durante a Guerra do Vietnã (1959-75). Ocasião em que manteve debates com personagens centrais, tais como Henry Kissinger*. E ainda na década de 60, fez amizade com figuras influentes como Malcolm X (ativista negro dos Direitos Humanos nos EUA), Stokely Carmichael (ativista negro do Movimento dos Direitos Civis nos EUA), Mick Jagger, John Lennon e Yoko Ono.

Publicou mais de uma dezena de livros sobre história e política internacional, além de várias novelas ficcionais. Seu livro mais recente é "The Obama Syndrome: surrender at home, war abroad", de 2010.

:: SERVIÇO
Tópicos Utópicos com Tariq Ali
Data: Quinta-feira, 25 de novembro
Horário: 19h
Local: Mercado dos Pinhões (entre as ruas Gonçalves Ledo e Ten. Benévolo)

TRANSMISSÃO AO VIVO:

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rapidinha da Semana 2: Lula x Serrojas


"Eu perdi 3 eleições, podia perder mais duas, mas não faria a desfaçatez da bolinha de papel"

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Coletiva com Lula: vitória dos blogs sujos

Por Altamiro Borges

Está confirmada para amanhã, 24, a primeira entrevista de um presidente da República do Brasil para a blogosfera. Lula falará com dez blogueiros de várias partes do país. A coletiva, que terá início às 9 horas, será transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e os internautas poderão participar, fazendo perguntas, através do chat.

A força da blogosfera

A entrevista se reveste de importante significado. Comprova a força que adquiriu a blogosfera progressista na fase recente. Durante a campanha eleitoral, o candidato demotucano, José Serra, com amplo respaldo da mídia oligárquica, ficou irritado com a cobertura jornalística independente, e muitas vezes irrevente, da blogosfera. Em várias ocasiões, como no discurso golpista que fez aos generais de pijama do Clube Militar, ele acusou os "blogs sujos" pelas dificuldades da sua campanha.

No extremo oposto, o presidente Lula, alvo de violento e desonesto cerco midiático, chegou a produzir um vídeo destacando o papel da blogosfera na luta de idéias na sociedade. Em vários momentos da campanha, ele criticou os jornalões, que "viraram partido político", a revista Óia (a famigerada Veja) e algumas emissoras de TV pela postura de cabos eleitorais do candidato da direita. Lula conclamou os internautas a produzirem conteúdo para se contrapor às manipulações da mídia.

Papel revelevante na eleição

Em recente debate, os coordenadores da campanha nas rede sociais dos três principais candidatos - Marcelo Branco (Dilma), Soninha Francine (Serra) e Caio Túlio (Marina) - afirmaram que a internet teve um papel decisivo nas eleições de 2010. A exemplo do que já ocorre nos EUA e na Europa, ela permitiu maior participação da sociedade e garantiu maior diversidade de opiniões. Alguns chegam a afirmar que a internet só foi superada pela cobertura mais massiva da televisão, superando jornais e revistas.

Ao convocar uma coletiva com a blogosfera, o presidente Lula reconhece a força da internet e sinaliza uma preocupação mais efetiva dos atuais ocupantes do Planalto com a democratização dos meios de comunicação. Entrevistas com "autoridades" deixam de ser uma exclusividade dos monopólios midiáticos. Os "blogs sujos", que não se omitiram no embate de idéias, ganham pontos e passam a um novo patamar na disputa de hegemonia no país.

Organizar o segundo encontro

No final de agosto, cerca de 330 internautas de 19 estados realizaram o I Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, em São Paulo. Eles são os responsáveis pela vitória da entrevista com Lula. Agora, é preciso fortalecer ainda mais o movimento da blogosfera progressista no Brasil. Não dá mais para ninguém negar o seu papel na sociedade. O segundo encontro nacional está previsto para maio e deve ser precedido pelos encontros estaduais. É preciso investir todas as energias na sua organização, garantindo o caráter amplo e plural deste movimento democratizador.

Rapidinha da Semana: Milton Temer no twitter.


"Meliante de classe média alta e a para mídia conservadora, é 'jovem'.Favelado assassinado em invasão policial é sempre 'traficante'.Por que será?"

Milton Temer nos leva a uma reflexão em uma de suas twitadas.

PT destaca vitória do povo nas eleições e alerta sobre os desafios do novo governo

Do Portal do PT

O Diretório Nacional do PT aprovou em reunião realizada nesta sexta-feira (19), em Brasília, resolução política com análise da vitória alcançada nas eleições 2010 e alerta o conjunto do partido a respeito dos grandes desafios que o país tem pela frente.

Leia abaixo a íntegra do documento aprovado:

Uma grande vitória

A força do povo foi o fator determinante da vitória de 31 de outubro.

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores saúda os milhões de brasileiros e de brasileiras, especialmente as centenas de milhares de ativistas dos partidos e movimentos sociais, que saíram às ruas para eleger Dilma e evitar a volta das forças do atraso, com seu discurso raivoso e de extrema-direita.

A eleição de Dilma Roussef garante a continuidade e o aprofundamento das mudanças iniciadas com a eleição de Luis Inácio Lula da Silva em 2002. A escolha de uma mulher para o principal cargo do país constitui, em si, um símbolo desta transformação.

Além de eleger Dilma, o PT passou a ter a maior bancada da Câmara, com 88 deputados, e aumentou de oito para 14 o total de senadores. Juntos, os partidos que apoiaram nossa candidata construíram maioria nas duas casas. Nos Estados, a base elegeu 15 dos 27 governadores, dos quais cinco do PT.

A companheira Dilma recebe um país muito diferente daquele que Lula encontrou em 2003. O Brasil de hoje superou a estagnação e retomou o crescimento, combinando-o com a inclusão social e a distribuição de renda. Mudanças que ocorreram em clima de fortalecimento da democracia.

Apesar disto, não nos devemos deixar dominar por um otimismo irresponsável que nos impeça de ver e, sobretudo, enfrentar os grandes desafios que ainda temos pela frente, entre os quais destaca-se o objetivo determinado por Dilma: eliminar a pobreza absoluta do país.

O Partido e o Governo deverão dedicar uma especial atenção à evolução da situação internacional, dominada por grandes incertezas no plano econômico e político, dos quais a “guerra cambial” é apenas um dos sintomas.

No plano interno, está colocada a urgência da reforma político-institucional e da democratização da comunicação. Caberá ao partido, ainda, ajudar na renovação da cultura política do país. Respeitando a liberdade de imprensa e de expressão, o PT tem de realizar um debate qualificado acerca do conservadorismo que se incrustou em setores da sociedade e dos meios de comunicação. Medidas essenciais para superar o descrédito de amplos setores de nossa sociedade para com partidos e instituições.

Ao PT caberá a complexa tarefa de ser a principal força de sustentação do Governo Dilma, ajudando a organizar e ampliar a participação da sociedade, especialmente a juventude, em favor das demandas democrático-populares.

Cabe ao partido, respeitando convicções religiosas e ideológicas, enfatizar o caráter laico do Estado brasileiro, defendendo todos aqueles segmentos da sociedade que foram e são historicamente discriminados.

Como partido de esquerda e socialista, caberá ao PT continuar defendendo sua plataforma congressual, para que o Brasil continue avançando e se consolide como uma democracia moderna, soberana, economicamente sustentável, e que permaneça como referência para todos os que lutam por um mundo mais justo, mais democrático, mais fraterno, menos desigual e sem preconceitos.

No limiar de um novo período de nossa história política, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores celebra o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva como responsável pela mais profunda transformação de nossa história recente. Está seguro de que a obra destes últimos oito anos terá continuidade e grandes avanços nos próximos quatro anos, com a intensa participação do povo brasileiro.

Brasília, 19 de novembro de 2010.

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

Plenária do Bem Comum! Participe!


O Grupo do Bem Comum vai realizar uma plenária para produzir um balanço dessas eleições e definir os próximos passos.

Uma reunião de peso, com a participação das pessoas que realizaram uma das mais bonitas campanhas no 1º e no 2º turno das eleições deste ano.


O encontro será no dia 27 de novembro, próximo sábado, às 17 horas, no Salão de Festas da Igreja Santo Antônio Zacharia, no Tanque (Av. Geremário Dantas, 101, Largo do Tanque, Jacarepaguá). Contará com a presença de Robson Leite, do Senador eleito Lindberg Farias e do Presidente do PT-RJ e Deputado Federal Luiz Sérgio.


A sua participação é fundamental! Seguiremos juntos!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Incidente no dia da Consciencia Negra ocorrido no Rio de Janeiro‏

Por Glória Ramos


Companheiros e Companheiras,

Cumpre-me informar incidente lamentável ocorrido na manhã do dia 20 de novembro em frente ao palanque onde ocorriam as atividades comemorativas pelo dia da Consciência Negra.
Haviam dois trabalhadores com duas bandeiras da CUTRJ localizados em frente ao palanque. Em determinado momento um rapaz pega um deles pelo braço, o que carregava a bandeira maior, e o desloca para a calçada alegando que a bandeira atrapalhava a filmagem do evento.
Eu vi o rapaz, que se dizia da organização do evento, conduzindo o que portava a bandeira e intervi. Levei o “porta bandeira” de volta para a cena no meio do evento quando fui abordada pelo tal rapaz que se dizia da organização. Ele disse que a bandeira atrapalhava a filmagem da globo. Eu retruquei dizendo que a globo filmasse a bandeira ou que se posicionasse em outro lugar. Ele disse: “Sabe o que vc é? Uma fdp.
Eu o respondi! E a bandeira ficou no lugar.
Quero lamentar que pessoas tão despreparadas sejam envolvidas em atividades públicas e desrespeitem outro(a)s trabalhadores e trabalhadoras achando que podem tomar conta de todo o pedaço e que nós devemos nos colocar em lugar que não os atrapalhe.
Eles não tinham noção de que a festa era nossa e que deveria ser registrada a nossa movimentação sem exclusões.
Mais uma vez registra-se um movimento excludente e discriminatório que teve como objeto central a bandeira da Central – CUT.
Tal incidente se deu da mesma maneira em 2009 quando pelo mesmo motivo e pelos mesmos protagonistas a bandeira da CUT foi retirada da cena por uma jornalista da globo. Desta vez eles mandaram um rapaz não identificado com a emissora. Mas um rapaz que ainda perguntou meu nome e eu lhe respondi, nome e sobrenome.
O incidente foi comunicado ao presidente do CEDINE, por companheiros que testemunharam o incidente.
Observei que faziam parte da dita organização jovens branca(o)s, inclusive uma moça veio de forma intempestiva se meter na situação, mas foi afastada pelo próprio grupo, quando os companheiros chamaram o Coordenador do evento.
Imagino que estes jovens, talvez estagiários inábeis e com pouca competência recebam algum benefício para “colaborarem” com a atividade. O que me faz perguntar, já que se trata de uma atividade da consciência negra promovida por estado e prefeitura, porque a organização era tão, inabilmente, branca? Talvez se fossem jovens negros e negras estes saberiam respeitar pessoas negras mais velhas e também a Central Única dos Trabalhadores.
Como considero sempre todas as situações, principalmente as adversas, educativas, recomendo que a organização envolva mais a juventude negra e prepare a todos e todas melhor, entendendo quem são as representações que prestigiam o evento. Até porque a emissora não estava lá prestigiando.
Encerro este relato, mais uma vez lamentando o fato e verificando que ainda temos muito que fazer pelo combate ao racismo, ao machismo, à intolerância religiosa e todas as formas de preconceito e discriminação.

Atenciosamente,
Glorya Ramos
Secretária de Igualdade Racial da CUT RJ

13º CONEB vai reunir no Rio 4 mil estudantes de todo o Brasil



De 14 a 17 de janeiro, a capital fluminense vai receber estudantes de todos os estados do país para atualizar a agenda de lutas do movimento estudantil


Os estudantes brasileiros se preparam para um novo momento de lutas, quando o país entrará em um importante processo político com a posse da nova presidente do país, Dilma Rousseff. Os desafios e possibilidades nesse período são inúmeros e é a força da mobilização do movimento estudantil nas ruas que vai garantir os avanços para a educação. É nesse clima que a UNE convoca para os dias de 14 a 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, o seu 13º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB).

Um dos principais fóruns do movimento estudantil, o CONEB da UNE é uma instância deliberativa que vai atualizar a opinião e o posicionamento da entidade acerca de diversos temas, como os rumos do desenvolvimento econômico e social do Brasil, políticas para a juventude, mídia e comunicação, questão agrária, saúde, assistência estudantil, educadores, trabalho, Reuni, Prouni, entre muitos outros assuntos de interesse dos estudantes brasileiros.

O evento será ainda uma atividade integrada à 7ª Bienal da UNE, que acontecerá na sequência, entre os dias 18 e 23 de janeiro, também na capital fluminense.

"Nas ruas de hoje o Brasil do amanhã"
Aproximadamente 4 mil estudantes são esperados nos quatro dias do CONEB, no qual acontecerão mais de 20 mesas de debates e grupos de discussão. O tema escolhido para o 13º CONEB da UNE é “Nas ruas de hoje o Brasil do amanhã”, e traz para a reflexão o sentido da universidade nos tempos atuais e a projeção de um novo Brasil a partir da educação.

Serão quatro dias de intensas discussões que culminarão em uma plenária final, na qual os delegados eleitos nas universidades de todo o Brasil aprovarão um documento que vai reunir as propostas da UNE para o próximo período. O objetivo da UNE é sair do 13º CONEB com uma pauta renovada. Um dos desafios que se coloca é a aprovação do um Plano Nacional de Educação, que dê as diretrizes do Sistema Nacional de Educação. Os centros e diretórios acadêmicos apontarão ainda que caminhos o movimento deverá seguir. A materialização e amadurecimento das pautas resultantes do 13º CONEB darão a tônica de uma ampla Jornada Nacional de Lutas programada para março de 2011.

"O 13º CONEB tem a missão também de preparar a UNE e os estudantes para participar de importantes momentos em 2011, como a Conferencia Nacional de Juventude. Será um ótimo espaço de mobilização, do qual sairemos com propostas de grandes mobilizações para concretizarmos as pautas do movimento estudantil", avalia o vice-presidente da UNE, Tiago Ventura.

“Através do 13º CONEB teremos condições de qualificar melhor nossa pauta de reivindicações direcionadas ao novo governo que assumirá em 2011. O Conselho cumprirá papel de tratar mais da educação e mobilizar os estudantes brasileiros”, antecipa o secretário-geral da UNE, Antonio Henrique.

Credenciamento
“Seja por meio dos CAs, DAs, CUCAs, empresas juniores, núcleos de pesquisa e extensão, todo e qualquer estudante que se organiza de alguma maneira dentro das universidades está convocado para fazer parte do 13º CONEB. É a partir das decisões tomadas por este Conselho que conseguiremos avançar na busca de mais qualidade na educação”, afirma o diretor de Relações Internacionais da UNE, Daniel Iliescu.

Qualquer estudante do Brasil pode participar do 13º CONEB. Para isso, basta procurar o Diretório Acadêmico (DA) ou Centro Acadêmico (CA) da Instituição de Ensino Superior, que deverá fazer o credenciamento. Os estudantes podem ser credenciados como observadores e delegados. Para participar como delegado, com direito a voto na plenária final, é preciso ser indicado como representante de sua entidade, preencher a ata de eleição e enviar os documentos solicitados no regulamento do CONEB.

O credenciamento será realizado dia 8 de dezembro, nos estados de origem de cada entidade. Lembrando que delegados, suplentes ou observadores pagam uma taxa de R$ 100,00. O pagamento da inscrição assegura direito ao alojamento e a alimentação.

7ª Bienal da UNE
Abrindo a série de mega-eventos desta década na cidade do Rio de Janeiro, a 7ª Bienal da UNE, maior festival estudantil da América Latina, ocupará a cidade maravilhosa entre os dias 18 e 23 de janeiro. Prenunciando a movimentação da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, cerca de 10 mil jovens de todas as regiões do Brasil e também do exterior participarão de uma intensa programação de atividades culturais, científicas e esportivas, em diversos espaços da capital. A Bienal, que completa 12 anos de experimentação e valorização da identidade nacional, traz desta vez o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”.

SPD: SÓ PRA DESCONTRAIR



Público grita"bolinha de papel" para Serra durante show de Paul McCartney


Cley Scholz

O ex-governador de São Paulo José Serra, candidato derrotado à presidência da República, esteve ontem na área VIP do show de Paul McCartney. Assim que foi reconhecido pelo público, ouviu o coro “bolinha de papel! bolinha de papel!”, referência ao episódio do dia 21 de outubro quando, durante a campanha, foi atingido por um rolo de fita adesiva e também por uma bolinha de papel durante uma caminhada no Rio de Janeiro.

Serra retirou-se da frente do público, embora não corresse risco já que os organizadores proíbem a entrada, entre outras coisas, de “papel em rolo de qualquer espécie, jornais e revistas”.

UNE e UBES na delegação da Federação Mundial das Juventudes Democráticas


As entidades e demais representantes da FMJD serão recebidas nesta segunda-feira (22) pelo secretário Nacional de Juventude e pelo presidente do Conselho Nacional de Juventude

Nesta segunda-feira (22), às 16h, o secretário nacional de Juventude, Beto Cury, e o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Danilo Moreira, receberão uma comitiva da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD). Entre os integrantes da comitiva estão o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick, e o presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas. Na pauta está a organização do Festival Mundial da Juventude, que acontece entre os dias 13 e 21 de dezembro, em Joanesburgo, África do Sul.
A delegação também é composta pelo presidente da Agência de Desenvolvimento Juvenil da África do Sul, Andile Lungisa, e pelo vice-presidente da FMJD/América Latina, André Tokarsky. Na reunião, será discutido o papel da participação brasileira no evento.
Antes de visitar a Secretaria Nacional de Juventude o grupo participará de almoço com o comitê preparatório do Festival. Na terça-feira (23), a agenda será no Congresso Nacional. Pela manhã, a delegação participa de reunião na Comissão de Educação do Senado Federal, onde Andile Lugisa fará pronunciamento. À tarde, serão recebidos por uma comissão de parlamentares na Câmara dos Deputados.
A agenda da comitiva no Brasil se encerra na quarta-feira (24), quando deve ser recebida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci.

17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes

O Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes é um evento organizado pela Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), em conjunto com o movimento estudantil mundial. O Festival nasceu em 1947, no contexto do mundo pós Segunda Guerra, e logo tornou-se o maior encontro das juventudes progressistas, assumindo importante papel na organização dos jovens do mundo pela paz, contra a guerra, por solidariedade entre os povos e contra o imperialismo.
Com o tema "Por um Mundo de Paz, Solidariedade e Transformações Sociais, Derrotemos o Imperialismo", o evento acontece na África do Sul, entre os dias 13 e 21 de dezembro de 2010, na cidade de Joanesburgo. Na pauta reflexões sobre a importância das potências médias no cenário mundial, transformações sociais e análise de experiências de países de expressão na geopolítica mundial.
A delegação brasileira espera aprofundar as relações com os países africanos, principalmente nas áreas econômica e cultural, além de avançar na solidariedade e integração entre os povos e socializar a experiência do país na construção de um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais.

Fonte: http://comunicaubes.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Chico Buarque e a saudade do meu Rio

"A canção de Chico faz-me lembrar longos 5 anos de moradia no Rio."


Carioca - Chico Buarque

Gostosa
Quentinha
Tapioca
O pregão abre o dia
Hoje tem baile funk
Tem samba no Flamengo
O reverendo
No palanque lendo
O Apocalipse
O homem da Gávea criou asas
Vadia
Gaivota
Sobrevoa a tardinha
E a neblina da ganja
O povaréu sonâmbulo
Ambulando
Que nem muamba
Nas ondas do mar
Cidade maravilhosa
És minha
O poente na espinha
Das tuas montanhas
Quase arromba a retina
De quem vê
De noite
Meninas
Peitinhos de pitomba
Vendendo por Copacabana
As suas bugigangas
Suas bugigangas

Kizomba - Festa da Raça (Martinho da Vila)


Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sacerdote!
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Que magia
Reza Ageum e Orixás
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sacerdote!
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Que magia
Reza Ageum e Orixás
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Valeu
Valeu Zumbi
Valeu Zumbi, Valeu Zumbi, Valeu Zumbi
Valeu Zumbi!

Sugestões da Bancada do PT para a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Angra

Por maioria, o diretório do Partido dos Trabalhadores de Angra aprovou na última terça-feira, 16/11, o documento-carta da Bancada direcionado a chapa que está sendo formada pelos demais vereadores CMAR. Discutido a fundo, o documento será entregue ao candidato a presidência do Legislativo Municipal para o biênio 2011-2012, vereador José Antônio Azevedo (PCdoB), com 13 pontos sugestivos para a próxima Mesa Diretora.

Segue a íntegra do documento
Por uma Mesa Diretora que valorize e fortaleça os princípios da Democracia, da Transparência e Participação de todos, no processo legislativo de nossa Casa Legislativa – Biênio 2011 /2012.

A bancada do Partido dos Trabalhadores e a sua Executiva Municipal vêm a público sugerir pontos que julgamos necessários para a construção de uma Mesa Diretora capaz de dar um novo dimensionamento às políticas geridas pela Casa Legislativa. Colocamos a primazia e o respeito pela 'coisa pública' como uma questão republicana, com princípios éticos e morais.

São princípios e propostas que apresentamos aos postulantes da nova Mesa para o biênio de 2011 e 2012, e que queremos contribuir com a sua implementação.

1 – Assegurar representação proporcional dos partidos com Bancada na Casa nas composições da Mesa Diretora, das Comissões Permanentes eEspeciais;

2 - Manifestamos o desejo da Bancada do PT, em presidir as comissões de Saúde, e de Assistência à Mulher, além de participar, como membro, das comissões de Meio Ambiente, Justiça e Orçamento;

3- Reestruturação e criação das Comissões Permanentes desta Casa, com assessoria técnica para assegurar mais eficiência e eficácia nas discussões das matérias e demais assuntos de interesses de nossa municipalidade;

4- Garantir a todos os Vereadores(as), o conhecimento antecipado da pauta das sessões e o conteúdo das matérias em discussão, através de reuniões com as Lideranças de Partidos. Obedecer também à ordem cronológica de protocolo das proposições legislativas, garantindo a entrada de todas na pauta;

5- Para efeito de Transparência e respeito à pluralidade, será necessário rodízio nas relatorias em matérias e comissões que já existem e as que possam existir;

6- Reavaliar a atual estrutura administrativa da Casa, inclusive os seus custos, mas, ao mesmo tempo, consolidando seu corpo técnico legislativo, através de concurso publico;

7- Instituir e aperfeiçoar o uso dos mecanismos de participação popular no processo legislativo, enunciados na Constituição Cidadã de 88 e previsto em nossa Lei Orgânica: 'tribuna livre', Audiências Publicas, Ouvidoria Legislativa, Parlamento Jovem, Projeto de Lei de iniciativa popular e sessões itinerantes para discussão de temas importantes para população;

8- Aperfeiçoar o site da Câmara com maior número de informações, inclusive com a Ordem do Dia da sessão, conteúdo das matérias, transcrição dos debates e resultados das votações;

9- Garantir igualdade de condições e infraestrutura de trabalho para todos os Vereadores (as);

10- Criação de uma comissão plural para estudo da nova TV Câmara, tendo como principio o uso de seu espaço de forma igualitária para a divulgação da ação dos mandatos e, também, o aprimoramento da grade de programação educativa e cultural deste veiculo;

11- Constituição de Comissões Especiais para revisão e atualização doRegimento Interno da Casa, formulação do Código de Ética do Legislativo e revisão da Lei Orgânica Municipal, até o final de novembro de 2010, sendo realizada, ao menos trimestralmente, uma reunião com todos os Vereadores, para apresentação e avaliação do andamento dos serviços;

12- Realização de prestações de contas quadrimestrais da execução do orçamento do Legislativo, através audiências públicas afins;

13- Criação de um Portal da Transparência (no site da Câmara), disponibilizando aos cidadãos, através da internet, dados como contratação, remuneração, cargos e funções de servidores, vereadores e cargos de confiança (CC’s) e outras informações do Orçamento do Poder Legislativo.

As presentes sugestões da Bancada do PT na Câmara Municipal, têm oendosso do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Angra dos Reis, conforme deliberado pela maioria de seus integrantes em renião pública.

ATO SHOW!!! É HOJE!!!!


O Grupo Ylá-Dudu de Consciência Negra Promove hoje, 19/11, o Ato Show dando início as festividades de 20 de Novembro - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA.
A atividade está marcada para acontecer às 18h na PRAÇA ZUMBI DOS PALMARES.

"O Racismo e Capitalismo são duas faces da mesma moeda"
Steve Biko.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Secretaria de Formação Política e Setorial de TI do PT-RJ convidam a militância‏


RELEASE

Livro discute "trabalho indecente" de jovens

O mundo do trabalho é, frequentemente, alvo de investigações acadêmicas ou de esforços descritivos que buscam compreendê-lo melhor, nas particularidades de cada momento histórico, e assim, instrumentalizar a militância sindical para os embates da luta de classes.

Neste início de século XXI, um elemento fundamental do mundo do trabalho é a questão da juventude - seja pela necessidade de trabalhar e suas nuances, seja pela ausência de trabalho ou sua precarização. Para contribuir com esse debate, o sociólogo Anderson Campos, especialista em Economia do Trabalho e Sindicalismo pelo Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho, da Unicamp e assessor político da CUT, lança o livro Juventude e ação sindical: Crítica ao trabalho indecente, buscando problematizar de que forma se dá a inserção dos jovens no mercado de trabalho e os impactos dessa presença para a luta por "trabalho decente", bandeira do movimento sindical em defesa de direitos trabalhistas e contra a flexibilização, precarização e informalização do trabalho.

Prefaciado pelo economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), o livro aborda temas atuais como a questão do estágio, as políticas públicas de proteção social da juventude e a sindicalização de trabalhadores/as dessa faixa etária. "O assunto sindical também se torna estratégico para uma massa juvenil que envolve cerca de 50 milhões de brasileiros", afirma Pochmann.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT, destaca que "a baixa estruturação do mercado de trabalho brasileiro afeta mais fortemente os jovens, que na média, tem uma inserção precária, instável e insegura; e talvez o mais grave dessa inserção precária no presente, seja o futuro".

De acordo com o autor, a intenção do trabalho é buscar uma ação sindical de jovens integrada à agenda do sindicalismo combativo, e ao mesmo tempo, que essa ação possibilite a renovação da mesma agenda.

Juventude e Ação Sindical: crítica ao trabalho indecente

Anderson Campos

Rio de Janeiro: Editora Letra e Imagem, 2010

Sumário

Prefácio | Marcio Pochmann

Introdução

I. Situação da juventude no mercado de trabalho brasileiro

Juventude e emprego na década atual

O padrão de inserção ocupacional de jovens no Brasil

Desemprego Vínculos de trabalho Jornada de trabalho

Trabalho doméstico Saúde do trabalhador Remuneração

Origem social e futuro precário

II. A precarização das relações de emprego e a juventude trabalhadora brasileira

Sentido da flexibilização das relações de trabalho

Ofensiva ideológica: empregabilidade e empreendedorismo juvenil

Estágio: ato educativo ou fraude trabalhista

O trabalho estágio Liberdade empresarial para o uso fraudulento dos estágios Ação sindical Aliança sindical e estudantil

III. Políticas públicas para a juventude: trabalho decente e proteção social

Trabalho decente

O emprego juvenil na plataforma da OIT

Indicadores do déficit de trabalho decente de jovens

A promoção do trabalho decente de jovens no Brasil, segundo a OIT

Políticas Públicas para proteção social da Juventude

Políticas de assistência estudantil

IV. Sindicalização de jovens

Sindicalização e trabalho no Brasil

Sindicalização de jovens

Impactos culturais da sociedade de mercado

A política não está descartada

V. Alianças sociais e políticas da juventude sindical

A experiência da juventude da CUT

Sentido das alianças sindicais

Disputa ideológica na “sociedade civil”

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres...

Aliança com o movimento estudantil

Unificação das lutas juvenis