"Expor aos oprimidos a verdade sobre a situação é abrir-lhes o caminho da revolução." Leon Trotsky
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Nota de repudio da UNE ao assassinato do estudante africano Toni Bernado.
O estudante africano Toni Bernardo da Silva, intercambista de Guiné-Bissau no curso de economia de Universidade Federal do Mato grosso, no dia 22 de setembro foi retirado à força do interior de uma pizzaria e espancado até a morte por dois policiais à paisana e um empresário, em Cuiabá. Os agressores alegam que o rapaz pedia dinheiro no interior do estabelecimento. O jovem seria pai no próximo mês.O cenário bárbaro, onde um jovem negro é morto de forma injustificável, é também o panorama onde milhares de jovens são mortos em ações de controle, onde o racismo assume as prerrogativas do Estado. Segundo o Mapa da Violência de 2011, as mortes de jovens negros é proporcionalmente mais que o dobro (127%) a de jovens brancos.
A UNE repudia e combate as ações policiais que caracterizam a violência e o extermínio da juventude negra. São, crimes como este que roubam da juventude a dignidade e o direito à vida, interrompendo caminhos que progressivamente têm sidos buscados e alçados.
A UNE está na luta no combate ao racismo para a construção de uma sociedade justa e igualitária onde a procura de um novo futuro não seja eliminada pela violência.
Cristian Ribas
Diretor de Combate ao Racismo da União Nacional de estudantes.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Uma nova política para uma nova geração

Publicado originalmente no site da Carta Maior
“Se não nos deixarem sonhar, não os deixaremos dormir”
Faixa nas Manifestações da Espanha
“Chega de realizações, queremos idéias”
Pixação nas Manifestações do Chile
Na contramão daqueles que anunciaram o fim da história e a extinção das ideologias, os acontecimentos recentes têm posto em xeque o neoliberalismo financeiro e o imperialismo norte-americano. A crise atual, de forma direta ou indireta, tem patrocinado a ocupação das ruas de todo o mundo, como deixam evidente a primavera árabe, o verão europeu, as manifestações da juventude chilena e o recente movimento Ocupando Wall Street.
As motivações para essas manifestações são as mais diversas, vão desde protestos por liberdades políticas em regimes ditatoriais até reivindicações por ampliação de direitos em regimes democráticos, passando por manifestações contra os lucros e ganhos exorbitantes das grandes corporações e bancos. Apesar dessa variedade de motivos há pelos menos dois pontos em comum entre essas insurgências: a presença central da juventude e utilização constante de canais virtuais.
Nos últimos anos, uma série de análises – a direita e a esquerda – não cansaram de apontar uma suposta alienação dos jovens. É bem verdade que a juventude da passagem do século XX ao XXI não empunhou ideais revolucionários, utópicos e socialistas como aquela geração dos anos 1950 aos 1970. No entanto, isso não significa que essa nova geração seja completamente despolitizada ou que não tenha desejos de mudança, a questão é que ela manifesta seus anseios a partir de uma gramática política diferente: os jovens desse início de século XXI acreditam na política, mas não crêem em partidos; reconhecem a importância da coletividade, mas almejam crescer individualmente; buscam transformações, mas são pouco afeitos a rupturas; anseiam por novas idéias, mas são também pragmáticos.
Essas expectativas ambivalentes têm se convertido em novos caminhos de ação política: algumas formas de contestação vieram à tona, animadas pelas novas tecnologias e pelas novas redes de interconexões.
A nova linguagem para se compreender o poder e o novo método de se fazer a política repousam sobre alguns elementos fundamentais: a cultura digital e a participação não-hierárquica e não-segmentada. Daí o gosto por causas que sejam amplas e que contestem a política tradicional: como a defesa do meio-ambiente e da diversidade ou o ataque contra a corrupção e os ganhos exagerados de empresas, tudo sempre regado à defesa da ampliação da liberdade na internet e à ampliação de formas democráticas mais radicais e participativas.
Além disso, as novas formas de manifestação e mobilização da juventude, de alguma maneira, revelam a perda de prestígio das organizações tradicionais como partidos e sindicatos. Entretanto, é preciso ler nas entrelinhas: as movimentações não-partidárias ocorrem não porque há uma descrença na política, e sim porque há um maior interesse na política. As agitações ocorrem porque os jovens já não se vêem representados em instâncias políticas excessivamente institucionalizadas e burocratizadas, por isso buscam a participação direta em movimentos políticos mais abertos e arejados. Não se trata de recusar a política, mas de afrontá-la para que ela se transforme.
Sendo assim, as tradicionais organizações partidárias e os novos movimentos não-partidários não devem ser encarados de forma antagônica, mas de modo complementar. Por um lado, se esses novos movimentos não dialogarem com programas políticos capazes de implementar mudanças reais, eles tendem ao esvaziamento. Por outro lado, se os partidos não interagirem com esses novos ideais de transformação eles tendem à obsolescência.
A ausência de canais entre os movimentos e os partidos serve para a resistência daqueles e para a conservação desses, mas não contribui para a construção coletiva de alternativas. É fundamental que os partidos socialistas e de esquerda se empenhem e colaborem na construção de uma nova política para uma nova geração.
Gabriel Medina é Presidente do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) e militante da JPT e da tese Avante!
É pra morrer de rir!!! Fernando Jordão no CQC - 03/10/2011
Trata-se de uma rápida entrevista que o 2º suplente de deputado Federal do bloco PMDB/PSC no RJ, concedida para o programa CQC - CUSTE O QUE CUSTAR - do canal Bandeirantes, que vai ao ar todas as segundas feiras, na parte da noite.
O mesmo não soube responder a questões simples como por exemplo: o que significa CPMF, ISS e PMDB (seu partido).
Isso mesmo!!! Não é mentira!!! Ele não sabe o significado da própria sigla partidária!!!
Pra quem pensa que estou brincando, entra e veja!!!
Rsrsrsrs!!!
Simplesmente foda!!!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Entrevista: Joanna Paroli (Parte 2)
Acompanhe a seguir a segunda e última parte da entrevista de Joanna Paroli, sobre o II Congresso da JPT.
Blog Avante!: No último congresso do PT a juventude conquistou algumas importantes vitórias, como a garantia da presença de pelo menos 20% de jovens nas direções do partido e a formalização, no Estatuto, da JPT como instância partidária e não mais um setorial. Qual o impacto que essas medidas terão no dia-a-dia da juventude petista?
Joanna Paroli: Em primeiro lugar, é muito importante o reconhecimento da dimensão estratégica que é a juventude, para o PT e o sucesso do nosso projeto no Brasil. Internamente, precisamos cada vez mais de um Partido democrático e militante, e de uma juventude mais fortalecida para disputar seus rumos. O IV Congresso acenou muito fortemente para a renovação como necessidade na nossa organização partidária. Não só os 20% de jovens, mas também a paridade entre homens e mulheres nos espaços de direção caminha nesse sentido. E a formalização, no Estatuto, do entendimento da JPT como instância e a importância de valorizá-la política e materialmente, abre muitas possibilidades para os próximos anos.
A!: Apesar da mudança oficial no Estatuto ter acontecido só este ano, na prática a última gestão da JPT já funcionou sem o status de mero setorial. Que balanço você faz desta primeira gestão? O que fazer para melhorar?
JP: Apontamos algumas avaliações na nossa Tese. De forma geral, é difícil fazer um balanço pleno antes dos Congressos Estaduais, que devem acontecer em outubro, na maioria dos estados. Mas a compreensão geral no período que antecedeu o 1° Congresso era o de que o modelo setorial era incapaz de dar resposta às demandas e desafios da juventude e do Partido. Precisamos instituir direções municipais que capilarizem as discussões encaminhadas na instância nacional e estadual e dê vida ativa à nossa juventude. Nessa gestão, tivemos bons momentos de mobilização, como a Caravana Nacional nas eleições de 2008 e o Encontro Nacional em 2010. Entretanto, no conjunto das atividades, acumulamos pouco para a construção política da JPT. Para além do modelo organizativo, é preciso pensar uma diretriz política que organize a próxima gestão e faça o diálogo com os estados e municípios.
A!: No I Congresso, a juventude trabalhadora foi considerada como prioridade para a organização da JPT. Qual balanço que você faz da atuação da JPT nesta frente e qual é o caminho para a realização de um debate efetivo com esses jovens?
JP: A temática da juventude ocupa cada vez mais espaço nas discussões acadêmicas e institucionais. Isso é resultado de muito convencimento orquestrado pelas entidades juvenis e, em especial, pelo PT. O debate da juventude trabalhadora também teve um alcance gradativo. Na CUT, por exemplo, foi só a partir de 2007 que se definiu uma pauta concreta de reivindicação. Para esse segmento, em específico, acredito que o maior dilema seja o de conciliar o tempo de trabalho e estudo. É preciso mais políticas públicas que valorizem o direito ao tempo livre e acesso ao lazer e bens culturais para as juventudes. Em paralelo, é necessário fortalecer a agenda do trabalho decente, combatendo mecanismos de precarização e flexibilização das relações de trabalho que afetam duramente a vida dos jovens. Deve ser assegurado o direito ao acesso e permanência na sala de aula, no Ensino Médio e Superior, evitando a entrada precoce do/da jovem no mundo do trabalho. Essa foi uma pauta importante no I Congresso da JPT e que se mantêm neste II Congresso.
A!: Quais serão os principais debates deste II Congresso da JPT?
JP: O II Congresso da JPT acontecerá num ano de muitas agendas das lutas juvenis. Os Congressos da UNE e UBES, II Festival das Juventudes de Fortaleza e a II Conferência Nacional de Juventude foram e serão terrenos fundamentais para a disputa, consolidação e avanço das PPJ’s. O nosso Congresso precisa, além de acumular em temas mais gerais, como a Reforma Política e a questão agrária, pensar numa intervenção pra dentro. É importante formular uma política que conduza a organização de base da JPT, pautada no fortalecimento do processo de formação dos filiados e militantes juvenis e da importância da discussão feminista no interior da nossa juventude. Somado a isso, penso que a juventude deve ser o setor de vanguarda no PT, articulando pautas que dialogam com a dimensão das liberdades individuais, com o respeito à diversidade como estruturante das relações sociais, como a luta pela legalização do aborto e autonomia das mulheres. Para isso, é preciso sair do II Congresso com uma campanha pública, que em nossa opinião deve ter o mote dos “Direitos da Juventude”, que cumpra o papel de mobilizar a juventude petista militante e disputar os valores do conjunto da juventude brasileira.
AVANTE! Combater o racismo, conquistar direitos e promover a autodeterminação da juventude negra.
Resultado legitimo das lutas de classes no Brasil, o Partido dos Trabalhadores apresenta-se como o instrumento de representação da classe trabalhadora em nosso país. Tanto no campo quanto na cidade, este elemento é fundamental no processo de superação do capital e das transformações social que tanto desejamos.
Consideramos que a juventude é hoje o principal capital político do partido, nossos(as) jovens militantes constroem lutas em diversas frentes de atuação, onde cada vez mais assumimos papel protagonista na construção partidária e nos direções do movimento social brasileiro.
Cabe a juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) a responsabilidade de promover ao centro de sua plataforma programática a defesa intransigente do caráter emancipatorio da luta antiracista, compreendendo a relação histórica que concatena a opressão de classe e a opressão etnico-racial em nosso país.
Compreender o racismo como instrumento que legitima a desigualdade sistêmica de oportunidades e como um processo histórico, desestruturante da condição humana, em função do caráter exploratório de um grupo étnico socialmente hegemônico sobre outro, nos é apresentado como caminho de superação das desigualdades, a luta política.
O combate ao racismo e a luta pela promoção da igualdade racial deve vir acompanhada de uma perspectiva mais ampla da compreensão da luta social e os esforços a serem empregados em uma disputa por uma sociedade justa e solidaria.
A busca pela superação do paradigma do racismo e pela conquista da cidadania efetiva da juventude negra brasileira passa pela dinâmica de organização e ampliação das articulações que objetivam na luta contra racismo e na superação do sistema capitalista a conquista de uma vida digna para jovens negros e negras, apresentando a juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) e os movimentos de juventude negra como os principais atores deste processo.
Enegrecendo as lutas juvenis
No Brasil após a primeira experiência de um governo progressista e com grande base popular observou-se uma melhoria nas condições de vida da juventude brasileira no que diz respeito à ampliação dos direitos, como o acesso a educação, aumento dos postos de trabalho, melhoria nos serviços de saúde, entre outros indicadores, contudo os avanços conquistados não foram suficientes para barrar o crescimento da escala de violência e abandono vivenciada pela juventude negra de nosso país.
No que diz respeito ao acesso aos direitos básicos e imprescindíveis para a dignidade humana, recaem sobre a juventude negra os piores índices sobre avaliações ligadas às condições de precariedade que envolve o mundo do trabalho, acesso a educação superior, serviços de saúde e direito a justiça, tornando estes índices mais acentuados quando se faz o recorte de gênero.
O combate a pobreza extrema, reorientação do tratamento dada à juventude negra por parte do aparelho de segurança do Estado, discriminalização do aborto, direito a cidade, acesso ao ensino superior e políticas que garantam o fim do trabalho escravo e precário, são frutos de políticas publicas que dialogam com a realidade vivenciada pela juventude negra brasileira e que somente serão implementadas se forem compreendidas como elementos estruturais na constituição de uma agenda estratégica em um novo projeto nacional de desenvolvimento que objetive a superação das opressões e o advento de uma sociedade de solidariedade, feminista e multienica.
Por uma JPT com a cara da juventude brasileira.
Para que a juventude do PT possa incorporar com qualidade as demandas da juventude negra brasileira, se faz necessária a ampliação da representação de nossos jovens negros e negras na dinâmica dirigente da JPT assim como do partido como um todo.
A grande conquista que foi a aprovação da paridade étnica racial na direção da JPT no I ConJPT nos instrumentalizou para enviarmos um importante recado a conjunto do partido, de que a nossa “práxis” é resultado do nosso compromisso com a construção e organização partidária e referenciada na luta pela emancipação das classes populares e oprimidas.
A construção do partido revolucionário capaz de conduzir o novo bloco histórico, dirigindo as tarefas da revolução democrática, sendo assim promotor das transformações sócio-políticas e econômicas rumo a uma nova sociedade, deve cada vez mais promover em seu interior a participação de jovens homens e mulheres negras em seus espaços de direções.
Clédisson Júnior é militante do Coletivo Nacional de Juventude Enegrecer* e assina a tese Avante! ao II ConJPT.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Entrevista exclusiva de Joana Parolli

Ainda assim, tem gente que gosta.
Pouco mais de um mês após o fim de seu mandato na direção da UNE, Joanna Paroli demonstra não ter nenhuma intenção de largar essa correria. Candidata do movimento Avante à Secretaria Nacional da JPT, ela se prepara novamente para deixar Salvador e rodar o Brasil de norte a sul para apresentar e debater a tese da sua chapa com a juventude petista.
Blog Avante!: Apesar da pouca idade, você já tem um histórico de pelo menos 8 anos de militância política. O que mudou da Joanna diretora de grêmio estudantil para a Joanna candidata à direção da juventude do maior partido de esquerda do país?
Joanna Paroli: Os valores, aqueles que se amparam na busca por uma nova dinâmica social, em que haja mais solidariedade e equidade, se mantiveram muito sólidos. Agora, ao longo dessa jornada foram agregadas outras vivências e responsabilidades crescentes. Sem dúvida, a opção de me organizar num partido de orientação socialista e assumir essa tarefa partidária como prioridade foram definidores. No mais, houve um processo natural, com algumas dificuldades, mas sobretudo, de construção coletiva. Portanto, essa candidatura é fruto de uma ampla mobilização, que agrega jovens petistas dos mais diversos setores e estados, com um programa afinado que entende a juventude como sujeito ativo da Revolução Democrática. Temos a convicção de que a juventude brasileira tem o potencial para ser a força motriz do aprofundamento das transformações experimentadas em nosso país. Sendo assim, convocamos o conjunto da militância jovem do PT a conhecer o Movimento Avante e participar das discussões que surgirão pós II Congresso da JPT.
A!: Como sua experiência na direção da UNE pode ajudar em uma eventual gestão como Secretária Nacional da JPT?
JP: Considero a UNE uma grande porta-voz da juventude brasileira. Inclusive, a JPT bebeu muito das experiências cumuladas nos 74 anos de história da entidade e, em contrapartida, influenciou muito nos rumos dela. As lutas organizadas pela UNE são reflexo das demandas juvenis, que se mantêm atuais. A bandeira do acesso à educação pública de qualidade e das ações afirmativas, por exemplo, têm influência direta na garantia de oportunidades e direitos à juventude. Além disso, o constante diálogo e pactuação política com o conjunto dos movimentos sociais e outras organizações de esquerda colocam muitos desafios aos/às dirigentes da UNE. Os dois anos em que militei na entidade foram de muita luta, mobilizações, diálogo e formulação política. E, óbvio, sabemos que a maior parcela desse segmento está fora das salas de aula e é tarefa do ME, em conjunto com outras entidades juvenis, pensar estratégias e cobrar, com firmeza, os governos.
A!: Os veículos da grande mídia frequentemente “convocam” o movimento estudantil a protestar contra os governos do PT. A tese deles é que o governo Lula teria cooptado o movimento estudantil e, por isso, a pressão do movimento teria diminuído em relação ao período de Collor e FHC, por exemplo. Como você vê essas críticas? Qual a diferença de fazer movimento estudantil nos anos 90 e nos anos 2000?
JP: A grande mídia no nosso país tem lado e posição. Está a serviço das elites e do poder econômico, e se movimenta como tal. Nos dias de hoje, atacam a UNE, CUT e o MST, símbolos da esquerda brasileira, também como meio de conter o processo de consolidação da consciência popular anti-neoliberal. A juventude está mais otimista e o partido de maior referência da população é o PT. O movimento estudantil é agente político importante e deve assumir as tarefas do seu tempo. Além disso, as gerações constroem sua identidade apropriando-se das lutas latentes do período, conduzindo eventos marcantes e constituindo uma memória coletiva. A geração de 90 construiu o “Fora Collor” e protagonizou a resistência ao governo longo e desastroso de FHC. Naquela época estava sendo implementada a política da exclusão, de muitas privatizações e investimento zero na universidade pública. Nos anos 2000, rompemos com o avanço neoliberal e foi aberto um momento de grandes possibilidades para a classe trabalhadora. Passou a ser um governo em disputa e com suas contradições. Nossa geração tensiona essa condição, quando discute a reforma universitária, a defesa das cotas, o Pré-sal e o PNE. Há algumas semanas, a UNE e a UBES realizaram uma grande marcha em Brasília pelos 10% do PIB para a educação, que reuniu dezenas de milhares de jovens. Hoje, é investido menos de 4%, é urgente ampliar o financiamento público na educação!
A!: Quais são as principais políticas públicas que estarão na pauta de reivindicações da JPT frente ao Governo Federal no próximo período?
JP: A JPT, tanto na sua tarefa partidária como quando na militância cotidiana no movimento social e na esfera institucional, não deve titubear na defesa radical do programa socialista. Isso significa unificar as agendas e construir mobilização popular. O Governo Dilma precisa aprofundar as mudanças promovidas nos últimos 8 anos. Por exemplo, a inclusão social deve ser combinada com mais distribuição de renda e construção de autonomia. No bojo das PPJ’s (Políticas Públicas de Juventude), é necessário desenvolver uma Política de Estado, com marcos legais e planejamento, além de implementar os Programas já existentes, como o PROJOVEM e o PROUNI. É preciso ter mais vitórias referentes às políticas educacionais e um bom momento para isso será a votação do Plano Nacional de Educação – PNE, ainda este ano, na Câmara. E, com muita centralidade, precisamos fortalecer a CUT e influenciar na agenda pelo trabalho decente.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Fala Tu!!! Cledisson "Jacaré" Júnior

sábado, 17 de setembro de 2011
NOTA DE POSIÇÃO POLITICA DO DIRETORIO MUNICIPAL DO PT DE ANGRA DOS REIS SOBRE A POSIÇÃO DO DIRETORIO REGIONAL EM RELAÇÃO ÀS OS`s.
Levados pelo entendimento de que a Saúde é dever do Estado, e que tem como dever constitucional a de gerir qualidade e salvar vidas, com politicas que antecedam suas mazelas de forma preventiva com profissionais qualificados profissionalmente, com remuneração justa que propicie uma vida digna a ele e a sua família, com equipamentos de ponta, que possibilite detectar e curar de forma rápida e eficaz, e principalmente por orientação ideológica que sempre defendemos e que nos leva a nos posicionarmos contrário a este encaminhamento da Direção Estadual.
Não obstante a isso, se militância pudesse conhecer melhor, no sentido de entender como funcionaria essa proposição na prática, para tanto propomos um debate sobre esse tema, e que fosse realizado em nosso Munícipio.
Por último queremos manifestar o nosso apoio público aos Deputados Estaduais Inês Pandeló e Gilberto Palmares, que não obstante a toda a pressão que receberam, explicitaram com o seu voto a vontade de muitos e muitos militantes do Partido votando contra a entrega do dinheiro público de forma fácil e irresponsável.
Diretorio Municipal do Partido dos Trabalhadores de Angra dos Reis.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
É socialista, é radical! Joanna Secretária Nacional!

Militante do PT da Bahia, Joanna iniciou sua militância em 2003 no movimento secundarista, quando foi diretora do Grêmio Estudantil Carlos Marighela, em Salvador. Neste período, participou ativamente da Revolta do Buzu, importante marco do movimento estudantil baiano.
A partir de 2005, já na faculdade de enfermagem da Universidade Católica de Salvador, passa a exercer uma militância cotidiana no movimento universitário. Em 2007, é eleita coordenadora geral do DCE UCSAL. Neste mesmo ano, filia-se ao Partido dos Trabalhadores.
Na gestão 2007-2009 da União dos Estudantes da Bahia – UEB ocupa a Diretoria de Mulheres e auxilia na fundação de coletivos feministas nas universidades. Em 2009, torna-se Diretora Executiva de Universidades Privadas da União Nacional dos Estudantes – UNE, quando participa de momentos especiais para a história da entidade, destacando-se a articulação da 1ª Conferência Nacional de Educação e o início da reconstrução da sede da UNE, incendiada durante a Ditadura Militar, na Praia do Flamengo.
Feminista, militante da Marcha Mundial das Mulheres, Joanna está na luta contra as opressões e é comprometida com a construção de uma Juventude do PT socialista, militante, democrática, de massas.
É socialista, é radical! Joanna Secretária Nacional!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Nota de repúdio à Revista Playboy

A UNE, entidade que comemora seus 75 anos de fundação, inicia a atual gestão realizando, em menos de um mês de sua posse, uma Jornada de Lutas muito vitoriosa que mobilizou milhares de estudantes em todo o Brasil defendendo os 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação e que culminou numa grande marcha pelas ruas de Brasília reunindo mais de 20 mil estudantes. Estas atividades e o conjunto das resoluções aprovadas no 52º Conune não chegaram ao repórter da Playboy.
A nossa luta contra a mercantilização do corpo e da vida das mulheres se dá em diversos espaços. A UNE combate veementemente o machismo e repudia o conteúdo da matéria.
A nossa luta é todo dia!
Somos mulheres e não mercadoria!
Brasília, 01 de setembro de 2011.
*Liliane Oliveira (1ª na foto) é Diretora de Mulheres da UNE, militante do Coletivo Nacional Enegrecer e do campo Kizomba
Nunca um Congresso do PT foi tão positivo para a Juventude
Um partido da militância, verdadeiramente democrático, com propostas e resoluções de autoria coletiva e atento aos desafios de renovar seu projeto político e sua importância nos movimentos sociais e na institucionalidade foram as marcas deste IV Congresso.
Não à toa, teve como seu grande pano de fundo a juventude e as questões geracionais, respondendo à altura ao fato de que apenas 10% dos congressistas tinham até 30 anos de idade, enquanto os principais dirigentes partidários, inclusive os que estão no Governo Federal, já possuem mais de 60 anos.
Jovens vão assumir parte do comando partidário
Os jovens petistas promoveram uma forte mobilização, organizando plenárias e muitas articulações para aprovar a emenda, de autoria de Francisco Rocha, membro da Comissão de Ética, que reservava 20% das vagas nas direções municipais, estaduais e nacional para filiados com até 29 anos, que possibilitará uma intensa renovação entre os dirigentes partidários de todos os níveis, abrindo espaço para que as novas gerações de lideranças possam assumir responsabilidades reais no comando do PT. Para o Secretário Nacional de Juventude do PT, “os jovens já mostraram capacidade de pensar o desenvolvimento do Brasil, dos estados, das cidades e o partido reconheceu isso. Agora a juventude será protagonista do presente do partido”. “A militância quis que a juventude assumisse logo agora parte das rédeas do PT, para se preparar para conduzir a continuidade das transformações começadas pelo presidente Lula”, disse.
JPT conquistou sua autonomia estatutária, com previsão de financiamento
Outro importante avanço foi a consolidação da Secretaria Nacional de Juventude como instância partidária e não como um setorial, com autonomia organizativa, política e funcionamento definido por regimento próprio, aprovados em seus congressos, consolidando a JPT como uma organização qualificada para o diálogo social com os 52 milhões de jovens brasileiros e como celeiro de trajetórias consistentes para o exercício da vida pública, do comando partidário e do ativismo social. Uma emenda com o mesmo conteúdo já havia sido aprovado no III Congresso do PT, mas essa decisão do IV Congresso estatutário foi fundamental para desenvolver essa perspectiva e impedir retrocessos. “Estamos construindo um novo patamar organizativo para a JPT, capaz de ser o espaço onde efetivamente será gestada uma nova geração para transformar o Brasil em todos os sentidos”, disse Valdemir Pascoal. Para o Secretário Nacional de Juventude,
Outra emenda aprovada estabelece a garantia de financiamento das atividades da Juventude do PT com verbas do Fundo Partidário mediante a apresentação de um Plano de Trabalho perante o Diretório Nacional. Uma medida que aponta para organização juvenil capaz de exercer essa autonomia política referendada e criar condições de ser uma referência de massas na sociedade.
Bandeira da JPT para reforma política é agora resolução partidária
Numa das votações mais polêmicas, sobre estabelecer ou não limites para a reeleição em candidaturas parlamentares do PT, o plenário aprovou uma bandeira defendida pela JPT para a Reforma Política, isto é, que não seja permitida a reeleição indefinida, possibilitando o surgimento de uma nova política pelas mãos de uma nova geração. “Foi muito entusiasmante ver o conjunto do PT, que empunha como prioridade a reforma política para revolucionar a democracia do Brasil, abraçar uma proposta da JPT”, comemorou Pascoal. “A juventude está sendo tão bem vista pelo partido, com tanta importância e destaque, que no principal tema partidário eles levaram em conta o que os jovens propuseram”, disse.
A proposta aprovada em plenário foi uma resolução do Conselho Político da JPT realizado em julho e está no material próprio da Juventude do PT da campanha pela reforma política aprovada pela Executiva Nacional do partido.
Revolução estatutária das mulheres e avanço dos negros tem a marca da juventude
Valdemir também parabenizou as mulheres do PT e os ativistas anti-racistas, que com diálogo e mobilização conquistaram a paridade de gênero nas instâncias partidárias e reserva de 20% de vagas nas direções para negros. Para ele, as mulheres esperaram 20 anos para isso acontecer e nesse período houve muita renovação das lideranças feministas, sendo, portanto, fundamental o engajamento das jovens mulheres nisso. “A revolução lilás assistida no IV Congresso também teve a marca inoxidável da juventude”, declarou Pascoal.
Quanto à conquista do movimento negro, Valdemir disse que eles “mostraram a força do que era o maior setorial partidário, com fundamental participação da Juventude Negra 13 (JN13) em sua organização, bandeiras e propostas”.
Leopoldo Vieira é militante da JPT no Pará e editor do blog Juventude em Pauta.
Caminhando firme e avante!
O semestre iniciou também com a deflagração da greve dos servidores técnicos administrativos e professores. Já são mais de 48 IFES onde as categorias estão mobilizadas contra o congelamento dos salários, em defesa da valorização profissional, plano de carreiras, melhores condições de trabalho, fim das terceirizações e o investimento de 10% do PIB na Educação. Reivindicações legítimas de categorias que prestam um papel central no processo de melhoria da educação pública de qualidade, que por mais transtornos que acarretem a greve, é essa historicamente a ferramenta mais eficiente de reivindicação da classe trabalhadora. A configuração de um cenário oportuno para avaliação das vitórias e dos desafios que aos movimentos de educação apresentam.
Há 74 anos, a UNE vem atuando na luta pelos direitos políticos e sociais do povo brasileiro. Junto a esse processo de construção de uma sociedade democrática, justa e igualitária, o Movimento Negro tem registrado seu importante papel no processo de eliminação das desigualdades sociais, historicamente originarias das desigualdades raciais.
A Kizomba tem travado e avançado progressivamente na luta contra uma ordem opressora enraizada no processo histórico do nosso país. Compreendemos que a construção do Socialismo Democrático está ligada a efetivação de direitos e oportunidades e ao combate a todas as formas de exploração, exclusão e discriminação. Não se constrói uma sociedade justa sem combater o racismo, a homofobia, o machismo e a exploração da classe trabalhadora.
O Coletivo Enegrecer, marco da auto-organização da militância de jovens negros e negras da Kizomba pela promoção de igualdade racial e combate ao racismo, vem intervindo intensamente no Movimento Estudantil e ampliando conquistas. Nossas duas gestões consecutivas na condução da Diretoria de Combate ao Racismo da UNE consolidaram o debate das ações afirmativas com
critério étnico-racial junto ao centro do projeto político de disputa de uma Universidade Democrática e Popular.
Atitudes que consideram certos grupos raciais inferiores afim de justificarem a dominação e a satisfação de interesses individuais ou de um grupo, configuram a construção histórica do Estado brasileiro. A ideologia racista, inicialmente institucionalizada por um regime econômico baseado na exploração da mão-de-obra escrava negra, que após a abolição da escravidão incentivou a vinda de imigrantes europeus num ideal racista de branqueamento, afastou o negro do mercado de trabalho e o excluiu do projeto nacional. A própria formação do proletariado brasileiro e as matrizes de desenvolvimento se construíram de forma desigual baseada em critérios de
origem étnico-raciais dos indivíduos.
Por muitos anos acreditou-se que políticas de universalização do atendimento das políticas sociais seriam suficientes para resolver os problemas de desigualdades raciais e que o Brasil, por ser um país de origem multi-étnica, não precisaria de políticas de combate ao racismo pela grande número de negros/as na composição da população brasileira, e em função disso tínhamos democracia racial. No entanto, a ampliação do acesso às políticas sociais tais como educação, saúde e moradia, se mostraram insuficientes para a redução das diferenças entre negros e brancos. A população negra ainda apresenta um número maior em analfabetismo e freqüência proporcional no Ensino Médio. A idéia de inferioridade do negro, herdada da escravidão negra, ainda está impregna na sociedade, nas praticas racistas institucionalizadas pelos aparelhos de segurança do estado, pela mídia, por manifestações de agressão física, verbal ou social, explicitas ou não.
Apenas a composição e a presença da população negra na sociedade, não garante uma democracia racial se a mesma não tiver uma participação equânime nas atividades sociais como um todo. No que tange acesso ao ensino superior, algumas universidade, como a Universidade Federal do Tocantins, se colocam como racialmente democráticas por terem 70% dos seus estudantes que se declaram negros, mas quando analisamos a composição étnica nos cursos de maior concorrência como Medicina, Direito e Engenharias, a presença de estudantes negros/as é inferior a 10%.
Debater e lutar pela necessidade da sociedade e da universidade serem compostas e dirigidas de forma equivalente por todos os seguimentos sociais e raciais é desenvolver no/pelo segmento social e educacional a igualdade racial.
*Cristian T. Ribas é Diretor de Combate ao Racismo da UNE e militante do Coletivo Nacional Enegrecer
Um congresso a favor da democracia e do socialismo
Por que pela democracia?
Porque TODAS as mudanças estatutárias apontam para maior participação de base, para a democracia participativa no PT. Destaco, por óbvio, os avanços e o sentido dessas novas definições para as relações do partido com a sociedade, em especial a manifestação pela sua autonomia organizativa e econômica. Mais do que isso: avançamos para uma democracia com mais igualdade de condições em todos os aspectos, com as inovadoras e radicais medidas de paridade de gênero, critério étnico-racial e para tornar o partido mais jovem aos seus quase 33 anos. Essa é a leitura das novas e fundamentais definições sobre a relação do partido com suas filiadas/os (agora a primeira letra do alfabeto vem, como é de direito, antes!).
Devemos ressaltar algo há muito tempo ansiado: a autoria coletiva. Mais do que uma vitória da comissão do estatuto ou de uma tendência ou setor do partido, a vitória está assinada pelas delegadas e delegados militantes do Partido dos Trabalhadores!
Porque pelo socialismo?
Se todos os avanços democráticos marcados pela participação direta e pela igualdade são triunfos do socialismo, mais ainda se eles podem ser associados a um avanço programático socialista. E isso foi o que também aconteceu com a resolução política aprovada. Síntese de várias contribuições, ela também foi reconhecida como autoria coletiva. Aos que viram contradição entre as votações do estatuto e as da resolução política, diria que entre esses dois momentos há mais identidade que diferença. A resolução retoma claramente uma perspectiva estratégica socialista resgatando o melhor da nossa tradição: síntese, afirmação do papel da classe trabalhadora, tratar as conquistas do presente em perspectiva transformadora e apresentar novos desafios.
Por isso, não tenho qualquer receio de afirmar que o 4º Congresso avançou no sentido da democracia socialista. Não refiro ao nome da minha tendência, refiro a um conceito fundamental que organiza nossa utopia. Por certo a tendência que busco representar e a mensagem da qual participamos devem estar, com justa razão, felizes. Mas estarão muito mais reconhecendo que o que existiu de mais a esquerda nesse congresso foram as delegadas e delegados militantes do Partido dos Trabalhadores, a quem devemos essas conquistas fundamentais!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Câmara de Salvador aprova cotas de 30% para negros nos concursos públicos
“Houve ampla negociação na Casa para garantir a aprovação da medida, que já foi adotada do Rio de Janeiro. Na Bahia, o governador Wagner acenou para a implantação no estado”, comemorou Santiago.
O petista lembrou que a nova lei é um instrumento de política afirmativa importante para combater o racismo institucional em Salvador, onde os negros são a maioria da população, porém não tem acesso aos altos cargos da administração pública e têm uma inserção desfavorável no mercado de trabalho.
domingo, 21 de agosto de 2011
SIM ao aumento dos professores
Robson Leite*
A crise da educação pública fluminense não é recente. Foi produzida pelo seguido descaso dos governos estaduais, e se agravou a partir da década de 1990. Isso significa que a solução desta crise também não será instantânea, mas que depende de um compromisso governamental e legislativo em ampliar progressivamente o investimento na educação.
Nessa perspectiva, podemos enxergar avanços no atual governo. Pela primeira vez nas últimas décadas, conquistaremos um descongelamento salarial dos profissionais da educação – fruto de muita mobilização da categoria.
Enxergando a educação como parte fundamental da transformação de nossa sociedade, de construção de um mundo mais igualitário e justo, dediquei e solicitei especial atenção do mandato para a luta dos docentes. Estive pessoalmente enquanto deputado e professor em diversas atividades da greve e nas mesas de negociação. Na primeira delas, onde apenas três parlamentares estavam presentes, no final de maio, a proposta do governo era zero de aumento. Com a direção dos sindicatos da categoria, defendi perante o Secretário de Estado de Educação a revisão dessa proposta, em prol da educação.
Diante da proposta de 3,5% apresentada pelo executivo, não medi esforços nos últimos dias para apresentar e aprovar um reajuste maior. A própria base do governo estadual propôs 5%. Quinta-feira (11/08), no plenário da Alerj, votei SIM nas emendas que previam ajustes ainda superiores, tanto na que indicava 6,71% como na proposta de 26%, com retroatividade em maio, defendida pela categoria. Infelizmente, ambas foram rejeitadas.
Os 5% conquistados, também pelo pessoal da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), estão longe da meta dos professores, mas já demonstram novas possibilidades. Assim como a grande vitória do reajuste de até 116% para os servidores administrativos da educação.
Tenho convicção de que o PT, enquanto partido de esquerda da base do governo, foi decisivo nestes avanços, em especial na conquista do pessoal técnico administrativo – exigência apresentada por mim nas reuniões de negociação. Nossa atuação construtiva muito difere da turma do “quanto pior, melhor”, que pretende se valer de derrotas desse governo para conquitar vitórias eleitorais no próximo ano. Contraditoriamente, alguns dessa turma, enquanto foram governo, mostraram-se incapazes de negociar com a categoria e de promover qualquer política de melhora da educação.
Só na rede estadual já serão mais de 148 mil professores beneficiados. O percentual será pago no salário relativo à setembro, que sai no início de outubro. A educação receberá ainda este ano a parcela de 2012 da incorporação da gratificação do programa Nova Escola. E a possibilidade absurda de corte do ponto dos grevistas foi derrubada.
Divulgo esse relato como forma de reafirmar meu compromisso com a educação fluminense e com a luta dos profissionais da educação. Nosso mandato estará sempre aberto para representar os interesses populares e de nosso estado. Para isso, construímos política e nos posicionamos com responsabilidade, sempre inicialmente em busca de conciliação, mas seguindo para o enfrentamento quando este se faz necessário.
Paz e Bem.
*Robson Leite é Deputado Estadual do PT-RJ e preside a Comissão de Educação e Cultura da Alerj.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Quem fez o atentado na Noruega ? O pessoal do Serra sabe
O autor do atentado em Oslo, na Noruega, se diz fundamentalista cristão, contra os imigrantes, e membro de uma organização de extrema direita. Algumas das vítimas participavam de um encontro de uma organização de trabalhistas.
Nos Estados Unidos, o New York Times fez imediatamente essa leitura política do gesto enlouquecido e deixou claro que se tratava de um cristão de extrema direita. O que, associado à xenofobia, pode contaminar a Europa. O El País da Espanha enfatiza o caráter xenófobo, antimuçulmano do assassino.
Na página da BBC online, se sabe: "O assassino participava de um fórum neonazista na internet." Ele acredita que os muçulmanos querem colonizar a Europa Ocidental e culpa as idéias “multiculturalistas” e do “Marxismo cultural” por incentivar isso. Para ele não há um único país em que muçulmanos vivam em paz com não-muçulmanos. E isso sempre tem consequências catastróficas, diz ele.
Ele se considera cristão, conservador, adepto da musculação e da Maçonaria. É fã do presidente russo Vladimir Putin. Nos Estados Unidos, esse extremismo de direita, xenófobo, se acolhe no leito macio no movimento Tea Party que tem como símbolo mais exuberante, hoje, a deputada republicana por Minnesota, Michele Bachmann.
Ela é homofóbica, xenófoba, não votará na ampliação do teto para endividamento dos Estados Unidos em hipótese alguma, considera o aquecimento global uma fraude, e acha que uma das opções para negociar com o Irã é jogar uma bomba atômica.
Bachmann pertence a uma denominação luterana e, com o marido, dirige uma clinica de aconselhamento psicológico, que, entre outras atividades comerciais, se propõe a converter homossexuais ao heterossexualismo.
Quem aqui no Brasil, segundo o professor Wanderley Guilherme dos Santos, se apropriou da doutrina da extrema direita? Quem explorou o aborto e chamou o Papa para a campanha? Quem foi a cultos evangélicos passar a mão da cabeça (a outra mão empunhava a Bíblia) de manifestantes homofóbicos? Quem pôs nos bolivianos a culpa pela tragédia da cocaina e do crack? Quem disse que a baixa qualidade da educação em São Paulo se deve aos “migrantes”? Quem trouxe o Irã para a campanha presidencial e criticou uma política de envolvimento e negociação? Quem foi ao Clube da Aeronáutica do Rio denunciar a marxista Dilma Roussef?
Quem? É preciso dar nome aos bois.
Na Noruega, ele se chama Anders Behring Breivik.
Nos Estados Unidos, Michele Bachmann.
No Brasil, José Serra.
Clédisson Júnior

