sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aprovado os 50% Do fundo Social do Pré-Sal para Educação!


Lembro-me como se fosse ontem:
Tava no escritório da CUT-RJ em setembro de 2009, momentos antes de embarcar para Salvador, indo participar do I Seminário do Coletivo Enegrecer (Juventude Negra da Democracia Socialista), quando o amigo e atual Diretor de Relações Internacionais da UNE, Daniel Gaspar, falou-me que os militantes da Kizomba na UNE, tinham conseguido aprovar com sucesso na 1ª reunião do corpo de diretores da UNE a campanha que tinha como meta garantir que 50% do Fundo Social gerado pelos royalties da camada do Pré-Sal fossem destinados para a Educação Superior e Básica; com o entendimento de que o SETOR ocupa papel estratégico para o desenvolvimento do Estado brasileiro, no que se refere tanto às áreas econômica e social.
Achei a ideia fascinante, porém com uma probabilidade muito difícil de aceitação por parte do Poder Público Legislativo Federal aliada a pouca inserção da defesa de um projeto educacional dentro de alguns movimentos instituicionalizados nas principais cidades e regiões da federação que têm parte de sua economia fortalecida pelos royalties gerados pelo petróleo e gás (Comitês Regionais em defesa do Petróleo e Gás). Mesmo assim, apostei minhas fichas na capacidade de mobilização da companheirada atuante no Movimento Estudantil espalhada por todos os cantos do país.
Sorte a minha!!! Apostei certo!!!
Parabéns às entidades que estiveram envolvidas no debate, garantindo mais uma vitória para o POVO BRASILEIRO, na construção de um modelo de transformação da sociedade, tornando-a uma sociedade mais justa e solidária.
Kizomba, UNE, UBES e ANPG!!! O Brasil agradece a Luta incessante de vcs.
Vou tentar uma entrevista completa com detalhes da campanha com um dos nossos diretores na UNE para postar aqui no blog.
Aguardem para a próxima semana entrevista com Tiago Ventura, Vice Presidente da UNE, e/ou Daniel Gaspar, Diretor de relações Internacionais da UNE.
Segue abaixo, texto publicado no blog da Carol Bernardo, militante do PT e da Kizomba no Pará, falando sobre a aprovação dos 50% do Pré-Sal para a Educação.

*Caroline Bernardo

A quinta-feira já pensava em amanhecer na África do Sul, o país da Copa, na véspera da festa de abertura do maior evento esportivo do mundo. No Brasil, os estudantes acompanhavam atentos, como a um jogo da seleção, a votação no plenário do Senado Federal que adentrou a madrugada. Por volta das 3h da manhã do dia 10 de junho de 2010, após mais de 11 horas de discussões, os senadores aprovaram -por 38 votos favoráveis, 31 contrários e uma abstenção- a criação do Fundo Social do Pré-sal. O gol, de placa, que entrou para a história, veio com a aprovação da “emenda da UNE”, que determina que 50% dos recursos deste Fundo sejam destinados exclusivamente ao financiamento da educação pública superior e básica, área considerada pela entidade como estratégica para o desenvolvimento do país.

A vitória histórica dos estudantes foi fruto de ampla mobilização da UNE, UBES e ANPG. Desde o início da semana, diretores das entidades provocaram intenso corpo a corpo junto aos parlamentares com objetivo de pressionar e cobrar o comprometimento de cada um com a educação brasileira. As entidades criticaram veementemente por meio de nota oficial o primeiro relatório divulgado na terça-feira, que descaracteriza o objetivo do Fundo Social ao propor que os recursos deveriam ser destinados a diversas áreas, sem dizer claramente qual a prioridade.

Durante toda a quarta-feira, os estudantes realizaram uma Blitz no Congresso Nacional para reverter a redação do projeto e garantir os 50%. As entidades desencadearam também uma “guerrilha virtual” por meio das redes sociais. Milhares de mensagens foram enviadas para todos os senadores via twitter, o que gerou o compromisso público de muitos deles com a votação favorável à emenda.

O presidente da UNE, que ficou até o fim da votação desta madrugada no Senado Federal conversando com os parlamentares sobre a importância dos 50% para a educação, celebra a vitória como uma conquista de todo o povo brasileiro. Para ele, a vitória não é apenas desta geração. “Fiz questão de ficar até o último minuto da votação. Conversei com cada parlamentar. Mostrei a importância da nossa emenda para o futuro do nação. Fiquei realmente muito emocionado quando conseguimos a aprovação. É o sonho geracional de transformação do país. Vamos garantir para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos e toda uma geração de brasileiros e brasileiras um futuro promissor, com uma educação pública, gratuita e de qualidade”, disse. "Agora, vamos lutar da mesma forma e com muito mais mobilização em cada canto do Brasil pela promulgação da emenda".

*Caroline Bernardo é militante do PT e da Kizomba em Belém do Pará.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PT/Angra lamenta decisão da Justiça Eleitoral angrense sobre o caso 'Provetá'

Será que há mesmo justiça?!?!?! Ou será que tudo não foi apenas uma "brincadeirinha" dos investigadores, policiais federais e denunciantes envolvidos no processo?
Segue abaixo Nota de repúdio do Partido dos Trabalhadores - que sempre prima pela caminho da ética e honestidade - sobre a decisão da Justiça Eleitoral de Angra, alusiva à matéria publicada no jornal O Diário do Vale nesta última 4ª feira, 9 de junho.



NOTA OFICIAL

Em atenção à matéria publicada na edição desta quarta-feira, 9, no jornal 'Diário do Vale', alusiva à decisão da Justiça Eleitoral angrense sobre o processo que apurava irregularidades nas eleições municipais de 2008, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Angra dos Reis, torna público que:
— A Coligação Honestidade e Amor a Angra, liderada pelo PT nas eleições de 2008, empreendeu seis ações judiciais contra a conduta indevida da coligação adversária naquele processo eleitoral e ainda aguarda o julgamento de boa parte delas;

— A referida ação não é patrocinada pelo Partido dos Trabalhadores, nem pela Coligação Honestidade e Amor a Angra. A ação é patrocinada, isso sim, pelo próprio Ministério Público Eleitoral (MPE);

— O referido processo foi fundamentado por um inquérito conduzido pela Delegacia da Polícia Federal local, que colheu depoimentos e documentos e os submeteu diretamente ao conhecimento do Ministério Público, que comprovou a captação ilícita de sufrágio (compra de votos) nas eleições de 2008 e propôs as punições;

— O PT/Angra não é sequer co-autor desta ação, nem 'faz política' através da Justiça, como a decisão atual tenta fazer entender.

É público e todo o município tem conhecimento de que, nas eleições municipais de 2008, houve diversas irregularidades durante o processo eleitoral, que tiveram interferência no resultado final. A estas denúncias foram acrescidas provas e apresentadas à Justiça Eleitoral para que providenciasse as punições. No caso da Praia do Provetá, na Ilha Grande, a denúncia partiu diretamente dos moradores, foi investigada pela Polícia Federal e admitida como ação pelo Ministério Público.

Ao evitar até mesmo o julgamento do mérito da ação referente à Praia do Provetá, a Justiça Eleitoral em Angra desqualifica a coragem dos denunciantes (gente humilde daquela comunidade); os investigadores e policiais federais que basearam este inquérito de forma clara e precisa; e, finalmente, o próprio Ministério Público Eleitoral, que corroborou com a veracidade das denúncias.

Lamentamos que a Justiça tenha tido, nesta instância, esta desatenção com o caso, que, para nós foi bastante grave. A decisão atual, a nosso ver, favorece o clima de impunidade que tem marcado a política e a administração angrenses nos últimos 10 anos.

Marcelo Oliveira
Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores
Angra dos Reis - RJ

Angra dos Reis, 10 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Márcio Pochmann: "Eleições este ano serão mais ideológicas"


Em entrevista ao Portal Sul 21, o economista e Presidente do IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Prof. Márcio Pochmann deu opinião à respeito do processo de sucessão presidencial em Outubro.
Confira a entrevista:

Por Rachel Duarte e Marco Aurélio Weissheimer


Portal Sul 21: Qual a perspectiva para a economia, neste ano de eleições?
Márcio Pochmann: Penso que 2010 será um ano singular na realidade econômica e social do Brasil. Antes, o debate era em torno da alta da inflação, a queda nos índices da economia, enfim, uma série de temas conjunturais que pautavam o debate político nas eleições. Diferente de outros períodos, agora a agenda de discussões será em torno de um programa de longo prazo, e não será meramente técnica. Vai depender dos candidatos e das opções políticas e ideológicas dos partidos e não apenas de consultorias contratadas para isso. Os partidos terão que mostrar quais são os seus projetos para o futuro do país.

Portal Sul 21: Isso já está aparecendo nesta pré-campanha?
MP: Não é possível saber ainda qual será a linha de cada um. Não tem nada claro. As diferenças estão nas entrelinhas e pouco ainda sobre as ideias do plano de governo que cada um pretende. Mas, é evidente, por exemplo, que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff (PT) defende a continuidade do governo atual. E, se formos comparar, em 2002 o pré-candidato José Serra (PSDB) não utilizava o mesmo discurso. Ele inclusive falava que seria um “continuísmo sem continuidade”. Os argumentos dele hoje, no que se refere ao debate na economia, são declarações vazias e apenas críticas ao modelo atual. Embora ele respeite e elogie o presidente Lula e diga que fará “mais do mesmo”, é o que diz o slogan: O Brasil pode mais.

Portal Sul 21: Pode-se afirmar, como fazem alguns ‘especialistas’, que o sucesso do governo Lula com a política econômica se deve às ações do governo FHC?
MP: Não há como comparar as medidas do governo de Lula, diante da crise de 2008-2009, com o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997-1998. Naquela época, a crise foi muito menor e houve elevação dos juros, aumento da carga tributária, as alíquotas de sete impostos foram remarcadas para cima, além da cobrança de um novo tributo e corte nos gastos públicos. A crise financeira mundial de 2008- 2009 foi mais severa que a dos anos 90. Em vez de aumentar impostos, o governo desonerou setores industriais, baixou o IPI dos carros, a carga tributária caiu, nós não reduzimos os investimentos públicos, pelo contrário, e o salário mínimo teve um ganho real de 6,4%.

Portal Sul 21: É possível identificar que existiram dois governos Lula? O primeiro até 2005 e um segundo, depois desse período?
MP: Há continuidade nos dois governos, principalmente no que se refere às políticas sociais. A continuidade vem desde a recuperação do papel do Estado e a consolidação dos direitos sociais, dando efetividade a Constituição de 88, até a ampliação dos gastos sociais, que aconteceram desde 2003. Porém, há descontinuidade em relação a outros temas, como na política fiscal de um governo para o outro. A partir do segundo governo passou-se a trabalhar com metas para geração de emprego formal, crescimento acelerado acima de 5%, com Plano de Aceleração do Crescimento, o Plano de Desenvolvimento da Educação, investimento em tecnologia, e um papel mais protagonista no financiamento dos investimentos produtivos através dos bancos públicos. No segundo governo, também aconteceu uma reestruturação no Ipea para aumentar a eficiência e evitar sobreposição de ações. Investimos na formação dos pesquisadores e no trabalho do Instituto de forma articulada. Outra ação diz respeito às redes que nós constituímos com diferentes instituições, para buscar a complementação, a cooperação no âmbito de pesquisa e investigação. E, todos esses fatores contribuem para a descentralização do país como Estado gastador, inchado, com excesso de funcionários.

Portal Sul 21: Dizia-se que os direitos trabalhistas eram empecilho para o crescimento do trabalho formal e que o salário mínimo não seria um instrumento para impulsão de crescimento. O que os estudos do IPEA revelam sobre isso?
MP: Há 10 anos, quando se falava em aumentar o salário mínimo, diziam que teríamos uma inflação mais alta, a quebra das microempresas e um déficit previdenciário. Mas depois da ousadia do governo Lula, que encontrou uma forma de reajustar o mínimo, justamente em um período recessivo, com políticas de transferência de rendas, percebeu-se que o salário mínimo não impacta na inflação. Tivemos melhorias no mercado de trabalho brasileiro, programas sociais, redução das desigualdades, incremento e ampliação no salário mínimo. O crédito melhorou e há recuperação do volume de gastos sociais. Todos esses fatores permitiram que o país voltasse a ter mobilidade social ascendente em grande escala, o que não ocorreu durante a década de 90.

Portal Sul 21: A reforma agrária, em sua visão, está tendo a atenção devida?
MP: A pequena propriedade tem participação importante na economia do país, mas acredito que a relevância da reforma agrária está em dois fatores diferentes e pouco discutidos. Primeiro: a reforma agrária hoje é uma questão de soberania nacional, em razão da disputa por fontes de água doce e pela própria soberania territorial para a produção alimentar. Países como a China estão hoje comprando grandes áreas de terra para sua produção, assim como grandes corporações internacionais. A África hoje é um exemplo disso. Muitos países praticamente já não possuem acesso às suas fontes de água e às suas terras produtivas. O segundo tema é a sustentabilidade ambiental. O monopólio na produção agrícola serve de vetor da degradação. O Estado tem muito mais condições de regular a degradação ambiental em relação ao pequeno e médio produtor rural. No entanto, para discutirmos a reforma agrária precisamos mudar a forma de ação do Estado para atuações integradas. O assentamento não é um tema da agricultura de maneira isolada, ele requer uma ação matricial do Estado. É necessário investir em educação, tecnologia, saúde, linhas de crédito, capacitação, enfim, ações setoriais, mas articuladas.

Portal Sul 21: Qual foi o dado mais significativo resultante da Pnad (Pesquisa Nacional pela Amostra de Domicílios)?
MP: A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad 2008 é a melhor pesquisa que temos hoje sobre a realidade social do Brasil. A pesquisa comprova a volta da mobilidade social no país. A partir da década de 30, a mobilidade social foi um dos charmes da industrialização brasileira, comparado ao que a China tem hoje. Na década de 80 e 90 tivemos uma escassez de mobilidade social. Durante os anos noventa chegou-se a dizer que era a época que vivíamos no “Brasil de 2/5”, isto é, apenas 2/5 da população teriam efetivo acesso aos direitos sociais e ao emprego formal. Foi naturalizada a ideia de que a estrutura econômica brasileira era uma pirâmide de base larga e ponta estreita. A Pnad demonstra que desde 2003 temos a volta da mobilidade social, e a estrutura social do país já se aproxima do desenho de um barril, com o crescimento de todas as camadas da população e as classes médias maiores.

Portal Sul 21: O Rio Grande do Sul vem caindo no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Qual a sua avaliação da estrutura produtiva e social do estado gaúcho no início de século? O RS está preparado para os desafios do século 21?
MP: O estado gaúcho enfrenta dificuldades em se recompor frente ao restante do país. No Rio Grande do Sul ainda se mantém uma desigualdade singular. A Metade Sul vive como se estivesse no século XIX. A Região Norte, fortemente marcada pela agropecuária, tem o perfil do século XX. E, a Região Nordeste apresenta setores mais dinâmicos, alguns deles apontando para o que estamos vendo nascer no século XXI. Para o Rio Grande do Sul enfrentar os desafios do século 21, ele precisa recuperar perante as outras regiões o seu papel na produção de grãos e na indústria, que está hoje muito defasado. Uma alternativa para o RS, e também para o Brasil, é desenvolver mais instituições financeiras e bancos voltados para o financiamento à agricultura familiar, e bancos comunitários. É inadmissível um país do tamanho do nosso ter menos de 160 bancos.

Portal Sul 21: Depois da crise de 2008-2009, já é possível identificar avanço na governança mundial?
MP: Ainda vivemos o mesmo modelo de desgovernança mundial anterior à crise. Temos um descompasso entre o poder das corporações internacionais e os poderes públicos. Depois de alguns séculos de superação do poder das corporações sobre as sociedades, voltamos a viver em um mundo dominado por elas. Hoje, 500 corporações detêm 50% do PIB mundial e colocam em xeque a democracia. Não podemos mais dizer que os países têm empresas, mas são empresas que têm países. Se alguma dessas grandes corporações quebra, ela arrasta consigo os países, como foi o caso do Lehman Brothers. O modelo de governança mundial construído ao longo da segunda metade do século 20, com instituições como a ONU, Banco Mundial e o FMI vive uma profunda crise de legitimidade e capacidade de regulação dos mercados. Outro elemento propulsor da crise e que demonstra essa desgovernança mundial é o padrão de produção e consumo que agride o meio ambiente e que é regido pelos interesses privados das corporações. Por isso, pensar em sustentabilidade em longo prazo é tão difícil. Precisamos pensar um novo modelo de governança mundial pública para superar esses elementos.

Portal Sul 21: Na sua avaliação, os desdobramentos da crise na Europa podem afetar a economia brasileira em 2010?
MP: Estamos falando de um capitalismo globalizado aqui. Países tão importantes para o crescimento industrial, como os da Europa, têm impacto em todos os lugares do mundo sim. Mas não diretamente no Brasil. Nós temos apostamos no mercado interno e nos investimentos em exportação, o que é uma alternativa diante da crise européia.

Portal Sul 21: Recentemente a revista britânica The Economist publicou artigo sobre o nível de crescimento da economia brasileira. Para a publicação, o ritmo do Brasil pode ser comparado com o da China, o que seria um problema, pois “o Brasil não é a China”. O que você pensa sobre isso?
MP: Na minha opinião, a revista The Economist não tem condição de fazer esta análise. Esta opinião é muito mais de fundo ideológico do que técnico. Não é uma visão realista. O Brasil pode tranquilamente ser considerado a China da década de 50, pois somos o país que mais cresceu no mundo nos últimos tempos. O crescimento tende a ser de 7 a 8% ao ano. Para que se sustente isso, é preciso política econômica, fiscal, e isso tudo foi construído no governo atual.

Portal Sul 21: O movimento de união dos Bancos Centrais para salvar o mercado financeiro foi mais uma demonstração de força da hegemonia neoliberal?
MP: Foi uma ação muito importante dos Estados, que demonstraram capacidade de atuar sob o padrão monetário global. Em razão desse movimento, foi possível evitar que, após a recessão, entrássemos em um momento de depressão. Foi importante perceber que as economias dos países são totalmente interdependentes. É curioso perceber, por exemplo, que os EUA são cada vez mais dependentes das decisões do Comitê Central do Partido Comunista Chinês. Porém, percebe-se o início de uma tentativa de retorno do discurso neoliberal, defendendo que o Estado já pode se afastar da economia. É preciso desconstruir essa noção do neoliberalismo que trata o Estado como um hospital ou uma ambulância, que resgatam mortos e feridos no campo de batalha, e, mostrar que o Estado deve ser um indutor permanente de um crescimento equilibrado e sustentável.

São Paulo - Estado Racista

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Juventude e organização da Campanha

O papel da juventude nas mudanças do Brasil


Por Carla Bezerra e Eduardo Valdoski

O ano de 2010 será pautado pela polarização entre dois projetos para o Brasil. Estará em jogo o avanço do projeto democrático e popular, representado pela companheira Dilma. Por outro lado, está presente a ameaça de retrocesso ao projeto neoliberal, com suas privatizações e criminalizações dos movimentos sociais, representado pela candidatura do PSDB/DEM.

A Juventude do PT, compreendendo a dimensão das tarefas deste ano e o seu impacto para o futuro do Brasil e de sua juventude, abriu o ano com um intenso processo de mobilização e debate. O Encontro Nacional da JPT, realizado em janeiro aprovou uma resolução com as diretrizes de juventude que apresentaremos para compor o programa de governo da companheira Dilma (disponível em:http://jpt.org. br/publicacoes/upload/resolucao-enjpt-2010.pdf).

Juventude e sua dimensão estratégica

A resolução tem como eixo condutor a definição da dimensão estratégica da juventude para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ela se dá a partir da compreensão de que a juventude é o segmento etário que sofre mais intensamente as contradições do capitalismo. São aqueles que ocupam os trabalhos mais precários, instáveis, inseguros e com menores salários, concentram índices de desemprego e informalidade acima da média da população economicamente ativa. Ainda, são aqueles mais expostos à violência urbana e a mortes violentas.

O perfil da juventude brasileira é o de uma juventude trabalhadora e predominantemente pobre. De acordo com dados IBGE/PNAD 2006, mais de 90% dos jovens brasileiros vivem em famílias com renda de até 2 salários mínimos per capita. Ainda conforme esse dados, 66% da população entre 14 e 29 anos trabalha ou procura trabalho, parte desses tendo que conciliá-lo com os estudos.

A temática de juventude ganha ainda mais destaque ao se verificar que atualmente a juventude encontra-se no seu pico populacional constituindo cerca de um quarto da população brasileira. Trata-se do maior número de jovens da história do país e que representará durante um longo período um contingente expressivo da população.

Não é possível, portanto, pensar o desenvolvimento econômico e inclusão social do país sem considerar a juventude. Está colocado para o próximo governo o desafio de avançar rumo a outro modelo de desenvolvimento, capaz de estabelecer novas relações sociais no Brasil, com a superação de desigualdades sociais e econômicas combinadas ao fortalecimento da democracia de da participação popular.

Diretrizes para a ação

Se temos uma juventude sobretudo trabalhadora, parte expressiva dos dilemas e demandas dos jovens estão justamente na conciliação do tempo entre trabalho e estudo. Portanto, é uma premissa básica para o nosso projeto o de articular políticas públicas que garantam ao jovem mecanismos de poder se poder se dedicar aos estudos, sem que a sua condição social seja um impeditivo, de modo que sua inserção produtiva se dê posteriormente e em melhores condições. Essa agenda deve estar articulada com a noção de direito ao tempo livre, ao maior acesso à cultura, a espaços de participação e socialização, fundamentais para um período de definição de identidade e formação.

Na área da educação, temos que hoje o principal gargalo é constituído pelo Ensino Médio, nível no qual há uma brusca redução de matrículas comparado ao ensino fundamental e uma alta taxa de evasão escolar. Isso se deve não apenas ao fato de que muitos jovens deixam de estudar para trabalhar, mas também em função do descolamento da realidade da escola em relação à vida e aos anseios dos jovens.

É preciso repensar a própria função do Ensino Médio, combinando-se a isso políticas de correção da defasagem idade/série, e a integração dos programas sociais ao cotidiano escolar. Políticas de cultura, de integração e mobilidade, de esporte e lazer, dentre outras, devem estar articuladas com a realidade e cotidiano do processo de aprendizagem e construção da cidadania.

No âmbito do trabalho, é preciso fortalecer a agenda de promoção do trabalho decente, combatendo mecanismos de precarização e flexibilização das relações de trabalho, aos quais os jovens estão mais expostos. É preciso pensar uma política de assistência estudantil para a educação básica, que garanta ao jovem condições de evitar a entrada precoce e precária no mundo do trabalho.

São esses elementos que devem orientar nossa ação política e construção da campanha no próximo período. A aprovação da resolução foi apenas o início de um processo mais amplo de debates, para garantir o enraizamento e aprofundamento de propostas a partir das diretrizes do programa de governo.

Os desdobramentos se dão agora nos Estados, onde deve ser debatido também a dimensão e programas locais, articulados a nossa intervenção nacional. Para além disso, os encontros estaduais devem também ter a capacidade de incidir sobre a campanha geral, garantindo o espaço para a intervenção da juventude no programa e na mobilização da campanha. Devemos buscar ao máximo mostrar a nossa cara, pensando comitês de juventude e atividades capazes de pautar nossas bandeiras, de modo dar protagonismo aos nossos militantes e conquistar corações e mentes de milhares de jovens para o nosso projeto de mudanças do Brasil.

*Eduardo Valdoski e Carla Bezerra são membros da Direção Nacional da JPT.

RELATÓRIO ENCONTRO NACIONAL DE NEGRAS E NEGROS DO PT

Com a participação de 285 delegados de 24 estados, o encontro Nacional de Negras e Negros do PT, aconteceu no período de 14 a 16 de maio, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.

Com um aproveitamento total da pauta programada e das ações políticas, o Encontro foi avaliado positivamente pela Secretaria Nacional de Combate ao Racismo, do ponto de vista da visibilidade do movimento negro petista e do comprometimento de Dilma Rousseff com as políticas de Ações afirmativas e de Combate ao Racismo.

A abertura contou com a presença da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, do presidente do PT, José Eduardo Dutra, do presidente da Seppir Eloi Ferreira, dos deputados federais Edson Santos e Carlos Alberto, da deputada Janete Pietá, do presidente do PMDB Afro, Jorge Coutinho, do presidente do PRB Afro, Ricardo Quirino, do representante do PCdoB, Edson França e da convidada da Bolívia Maria Angélica Campos Pinedo.

Levada ao palco por dez representantes da cultura religiosa de matriz africana, Dilma Rousseff disse que ficou emocionada com a recepção e defendeu a manutenção das políticas afirmativas de cotas e a presença de mais negros no Itamaraty, como um compromisso do governo Lula.

Ela defendeu também a aprovação de um estatuto da igualdade racial e afirmou que as conquistas não podem ser “uma política de governo, têm que ser uma política de Estado”. No fim, disse que queria assumir o mesmo compromisso que o presidente Lula assumiu com a comunidade negra em 2002 e 2006, quando foi candidato.

A candidata petista revelou também que, em conversa com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, este lhe revelou que o próximo navio a ser lançado ao mar pela Marinha Mercante brasileira receberá o nome de Zumbi dos Palmares.

No segundo dia, na mesa conjuntura, o ex-ministro José Dirceu participou do debate e fez uma avaliação positiva do governo lula com o movimento negro. Destacou que é um governo que assumiu a luta contra o racismo, contra o preconceito não só com a criação de um ministério, mas com políticas públicas. Inclusive com material didático, o resgate histórico, mas ressaltou que nós precisamos avançar muito no Brasil.

Na mesa internacional Maria Angélica Pinedo afirmou que o governo da Bolívia vem se empenhando em implantar políticas específicas para a população negra.

Dentre as propostas aprovadas no encontro consta a que estabelece a coordenação de campanha da temática racial. Ficando a camposição desta comissão representa por 4 forças políticas que históricamente tem debatido a questão racial (Articulação de Esquerda, Movimento PT, Democracia Socialista e CNB).

Outro ponto também bastante discutido nos sete grupos, mesas e Plenário foi o estatuto da Igualdade racial, colocado como prioridade número um dos negros e negras do PT.

As seguintes moções e propostas de resolução foram aprovada no último dia de encontro:
1. Dos Gestores e gestoras do FIPPIR (Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial
“PT e a Política de Estado para Promoção da Igualdade Racial”


Dez pontos para contribuir na continuidade com avanços da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
2. Moção de Repúdio à Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3239/2004 - PFL/DEM que questiona o Decreto 4887/2003 , que regulamenta o procedimento de regularização fundiária e titulação das Terras Quilombolas no Brasil
3. Moção do PT Coletivo de Combate ao Racismo de Pernambuco repudiando ação da SNCR , no que tange a lista da delegação do estado de Pernambuco
4. Moção da Central de Movimentos Populares de Apoio ao companheiro Gegê – Campanha nacional de absolvição de Gegê
5. Moção dos Negros e Negras Evangélicos – se apresentando como parceiros pelo reconhecimento de todos e pelo combate à intolerância religiosa
6. LGBT – assumindo compromisso com o projeto político do PT e propondo repactuar o debate na agenda interna do PT, dos setoriais , das secretarias estaduais e da SNCR
7. Projeto de Resolução de delegados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e S. Paulo propondo ações para a superação da opressão de raça, gênero e classe.


Após o Encontro, no dia 17 de maio o Coletivo Nacional se reuniu e deliberou sobre a agenda evento.

Na reunião deliberou-se sobre os encaminhamentos das propostas apresentadas durante os três dias e a continuidade das discussões iniciadas pelas diversas forças e lideranças presentes.

O Coletivo Nacional aprovou a seguinte agenda para os encaminhamentos do Encontro:


Dias 27 a 30 de maio - Brasília na sede nacional do PT


• Reunião de trabalho comissão de sistematização do coletivo Nacional responsável pela sistematização e propostas e contribuições aprovadas na plenária do encontro ao texto-base do Programa de Governo.
• Para a Comissão composta pelos companheiros(as) abaixo será necessário hospedagem e encaminhamento de passagens nos seguintes trechos:

Estrutura necessária: Passagem, hospedagem e alimentação para três membros do coletivo, no período de 27 a 30 de maio.

-Sueli Shan – SP /BSB/SP
-Célia Gonçalves – BH / BSB/BH
-Rafael Pinto – SP /BSB/SP
-Raimundo dos Santos – BA / BSB/BA
Observação: Por orientação do Secretário de Finanças a referida reunião foi transferida para os dias 11 e 12 de junho, véspera da convenção do Partido.

Dias 31 a 01 de maio – Sede do PT em Brasília

• Reunião de avaliação com os Secretários Estaduais de Combate ao Racismo e Coletivo Nacional:

Estrutura:Hospedagens e alimentação para membros do coletivo e secretários, totalizando 35 pessoas. Além disso há a necessidade de 09 passagens para membros do coletivo. Os secretários estaduais arcarão com o deslocamento de seus estados.

Pauta:

- Avaliação do Encontro Nacional de Negras e Negros do PT
- Planejamento da campanha eleitoral nos estados.

- Apresentação da comissão da coordenação da Campanha pela Secretaria Nacional de Combate ao Racismo.

Observação: Por orientação do Secretário de Finanças a referida reunião foi transferida para a primeira quinzena de Julho.


Secretaria Nacional de Combate ao Racismo
Coletivo Nacional de Combate ao Racismo

O Coletivo Enegrecer

O racismo surge no mundo como uma forma de garantir dominação política, social, econômica e cultural de um agrupamento étnico sobre o outro. O Racismo constrói mecanismos de perpetuação brutais. Uma elite organiza as leis, opiniões, ações públicas e midiáticas para garantir sua manutenção. No Brasil esta ação acontece em detrimento de outra parcela majoritária da população, a comunidade negra.

As desigualdades raciais existentes em nosso país têm em suas bases uma estreita relação com a estruturação em classes de nossa sociedade. Em uma sociedade regida por uma democracia liberal, amparada em preceitos burgueses, o preconceito racial cumpre novas funções e ganha novas formas de aplicação, ainda mais eficientes no intuito de manter negras e negros fora dos espaços de formação e conhecimento que possam garantir algum tipo de ascensão social.

Percebe-se hoje que o capitalismo começa a discutir, de forma tardia a inclusão dos negros e das negras. O que desejamos é influenciar a estratégia dessa inclusão. As empresas começam a discutir diversidade étnico racial, a enxergar o público negro como potencial consumidor e comercializar produtos específicos para a comunidade negra. Mas até onde estas ações são reparadoras?

A alternativa política a esta lógica, para nós, deve se expressar nas tradições e culturas de nosso povo, que nas suas origens africanas, cultua a democracia, o respeito à diferença e a solidariedade entre gerações, gênero e orientação sexual.

Desta forma nós jovens negras e negros, organizados na Democracia Socialista, corrente interna do Partido dos Trabalhadores, acumulamos para os diversos espaços de militância.

Somos mulheres negras feministas, construímos o movimento de mulheres através da Marcha Mundial das Mulheres, lutamos por um mundo anticapitalista e contra a desigualdade de gênero, por entender o duplo fenômeno do racismo e do sexismo que são estruturantes desse modelo que mercantiliza principalmente a vida das mulheres.

Construímos o movimento Enegrecer Kizomba no movimento estudantil, estamos na CSD (CUT Socialista e Democrática), no movimento sindical e em vários outros movimentos progressistas e populares

Defendemos o socialismo como superação do sistema capitalista que usa o racismo para sustentar-se. Queremos uma sociedade na qual a diversidade seja respeitada. As políticas de reparação existem para corrigir distorções históricas provocadas por uma elite que nos oprime. Esta elite construiu postos de trabalho, universidades, espaços de lazer e cultura exclusivo a esta camada social. Os espaços reservados aos negros e negras, por sua vez, são apenas aqueles de subserviência. Não aceitaremos as exceções, como se a inclusão de um pequeno grupo de negros resolvesse o problema. As políticas de reparação devem abranger toda população negra.

Mesmo após politicas combinadas de transferência de renda e valorização do salario pago aos jovens trabalhadores e trabalhadoras e a um avançado esforço de se promover, por meio de políticas publicas, a igualdade entre as diferentes etnias, a juventude negra ainda se encontra afastada do importante processo de inclusão social.

Identificamos no movimento social negro, um potencial revolucionário de intervenção e agregação em nosso país. Este que nasceu das lutas dos negros e negras escravizados, que nunca se renderam as atrocidades impostas pelo regime escravagista que perdurou quase quatro séculos no Brasil e que ainda, nos dias atuais, colhemos seus desdobramentos.

O ponto de partida para traçarmos as tarefas dos negros e das negras no interior da estratégia da revolução democrática é o reconhecimento da nova etapa na vida política do Brasil, caracterizada por novos ares democráticos, e com características bem adversas daquelas vividas a bem poucos anos atrás, marcada pela polarização do debate neoliberal.

Vivemos momentos de relevância impar na conjuntura brasileira e mundial, em que demonstra mais uma vez as inquietações, angústias e aflições da população negra. Isso se dá, pelas formas das quais o racismo se fortalece para excluir essa parcela significativa da população e pela nova perspectiva de atuação e organização da mesma no movimento social, criada a partir da implantação do Projeto Petista que, representa, para a população negra uma nova plataforma de lutas em prol de uma sociedade socialista.

As desigualdades de gênero e raça estão nitidamente expressas nos indicadores do mercado de trabalho. A linha que projeta a escolaridade de negros e brancos tem linhas opostas, ou seja, o branco tem um maior acesso na entrada e permanência na escola o que causa vantagens em diversos aspectos de sua vida, principalmente no mercado de trabalho.

Desejamos avançar em debates pontuais como a dupla exposição da jovem mulher negra, discriminada pelo racismo e pelo machismo; as relações com o movimento social negro; o combate à intolerância religiosa, principalmente as religiões de matrizes africanas; e a defesa das comunidades quilombolas.

Compreendemos a juventude como um momento de transformação na vida da/do indivíduo, momento este cercado de incertezas, mas rico em experimentações, trocas e conhecimento, quando se formará a perspectiva de cidadãos plenos que desejamos ser, esta compreensão deve ser balizadora no processo de formulação destas politicas para a juventude negra aonde se torne fundamental discutirmos a relação juventude ,trabalho, acesso a renda e o direito a tempo livre para se viver este momento singular e importante na vida de todas e todos nós

Acumulamos também como pauta máxima e imediata, a luta pelo fim do extermínio da juventude negra, defendemos prioritariamente o direito a vida. Estamos organizados e lutamos em conjunto com as demais organizações juvenis negras contra o extermínio deliberado sofrido por nossa juventude, além de procurarmos abrir um diálogo com a sociedade e com as autoridades públicas sobre as formas de enfrentar esse fenômeno.

A ausência de políticas públicas, as abordagens racistas dos meios de comunicação, os homicídios e a marginalização de jovens negros/as originam esse fenômeno trágico de destruição das raízes e condições de sobrevivência de nossa juventude.

Esse extermínio é sistemático e representa a ineficiência ou mesmo o desinteresse do Estado em promover a igualdade e respeito entre os cidadãos e cidadãs, sobretudo ao povo negro.

Por meio das nossas manifestações afro-brasileiras reivindicamos nossa autonomia, nossa história milenar, mas também construimos a aliança com outros oprimidos, na perspectiva revolucionária e internacionalista. Essa é a perspectiva que queremos, que é inspirada na figura de Exu que, para nós, representa a negação da negação. Exú nega os preconceituosos que negam o direito às diferenças; e as instituições que negam o direito à liberdade de expressão e pensamento. Ele nega a sociedade onde o homem é inimigo do homem. Ele é rigoroso e duro sem jamais perder a sua ternura. E a população negra tem muito a ensinar sobre isso.

Nós, do coletivo Enegrecer, lançamos nossa carta de apresentação. Somos jovens, negras e negros que se organizam na Democracia Socialista (DS) e independentes. Reafirmamos nosso compromisso com o Partido dos Trabalhadores (PT), com a Juventude Negra do nosso partido (JN13) e com as lutas do povo Negro. Queremos nos somar às lutas e ajudar a construir vitórias coletivamente. Para tal, queremos construir uma cultura racial e revolucionaria para todos os espaços juvenis.



Clédisson Júnior
Diretor de Combate ao Racismo da UNE

terça-feira, 1 de junho de 2010

A trajetória da Juventude do PT em Angra dos Reis

*Por Hugo Vilela

Os primeiros passos

A JPT Angra atravessa hoje o seu melhor momento desde março de 2008. Isso devido à dedicação e esforço do coletivo sob organização do companheiro Edward Campanário – Secretário da JPT, que tem buscado novos métodos e alternativas para poder fortalecer esse segmento dentro do PT. Mas nem sempre foi assim.
No início, esse coletivo, hoje com uma identidade mais sólida, teve seu processo de construção iniciado marcado por bastante fraterno entre seus membros, reunindo-se primeiramente para organizar o I Congresso Municipal da JPT.
Fazendo uma leitura daquele processo, reconheço que naquele momento faltou aos companheiros organicidade para tocar a Pauta do Congresso e sua dinâmica. Porém, há de se reconhecer que foi através do Congresso, que passamos a ocupar papel estratégico nas discussões sobre juventude dentro do PT. Fomos representados no Congresso Estadual pelos companheiros Rômulo e Claudinei; sendo que o primeiro ainda nos representou no Congresso Nacional da JPT realizado em maio do mesmo ano em Brasília.
Passado o Congresso, o grupo se fortaleceu, amadureceu e pôs metas a serem traçadas e desde então nos dedicamos à maior delas: o Pleito Municipal, tendo como objetivo nos engajar na candidatura da companheira Conceição Rabha, além de “alavancar” as candidaturas petistas na coligação proporcional; destacando-se os companheiros Ilson Peixoto e Eduardo Godinho – uma vez que ambos procuraram dialogar com a juventude e contribuir com a nossa proposta defendendo em suas teses de candidatura o tema da Juventude. Fora isso, foi extremamente relevante a participação da JPT na construção de propostas de governo da nossa candidata majoritária, onde se destacaram a criação da Secretaria Municipal da Juventude e o Conselho Municipal da Juventude.
Durante as eleições, ficamos marcados pela forma de atuação junto à candidatura Majoritária. Quem não se lembra dos Jovens vestidos de preto, rostos pintados de branco e bocas tapadas com “Silver Tape” (aquela fita cinza), panfletando o manifesto intitulado “Abaixo à Ditadura”? Quem não se lembra dos jovens detidos pela polícia numa madrugada de setembro (inclusive eu), enquanto panfletavam manifestos sobre fatos ocorridos no episódio das “Cartas Marcadas”? E tantas outras intervenções!
O fato é que, dada a apuração eleitoral culminando a vitória do atual Prefeito, Tuca Jordão, a JPT “murchou” e o coletivo não obteve reuniões produtivas no final de 2008.

Nova forma de dialogar com o PT

Mas nem tudo estava perdido, e ainda no final de 2008 ocorrera um fato que mudaria o modo como o PT enxergaria a sua militância jovem, reconhecendo seu papel importante na vida do partido. O então Presidente do PT, Zeca, obteve reconhecimento da Juventude perante as questões do partido e cumprindo Resolução do Congresso Nacional da JPT, cedeu a Juventude um espaço na Executiva do partido (sem direto a voto), para que as intervenções da JPT e seus anseios pudessem ser debatidos com as demais secretarias no PT.
O coletivo, pôde se reunir para dialogar para saber das pretensões/disponibilidades de seus membros para ocupar a vaga dada a juventude na Executiva. Após algumas desavenças, hoje superadas, assumi a representatividade do coletivo na Executiva Municipal, que foi marcado por buscar um diálogo maior com os movimentos sociais: UMEAR, Pastoral da Juventude; onde tivemos papel estratégico dentro da organizadora do I Fórum Municipal da Juventude de Angra dos Reis e da Comissão de Juventude da Câmara de Vereadores. Ainda obtivemos papel importante na Fundação do Coletivo Enegrecer, que é o espaço de elaboração e construção programática da pauta racial da Juventude Negra da Democracia Socialista para ajudar a construir esse debate dentro e fora do PT.
Vejo que o salto mais qualitativo dessa gestão à frente da JPT foi o grande envolvimento que a temática da Juventude obteve durante o PED 2009, em que através do diálogo, a Juventude manifestou o desejo e sua importância nas questões pertinentes do PT e sua construção programática; que foi reconhecido por todos aqueles que ajudaram na construção de propostas da Chapa “Partido Unido, Partido Forte”.

Seguir em Frente

Mais do que isso, a JPT vive momento único, com capacidade, condições materiais, ferramentas de comunicação, conteúdo e disposição militante para alcançar vôos mais altos que os do seu passado recente. Reconhecer o PT e sua luta, além de identificá-lo como um PARTIDO SOCIALISTA, torna o coletivo (e seus membros) capaz de criar uma nova geração de militantes identificados com a proposta e os princípios do PT, possibilitando criação de novos quadros que irão ajudar e muito na nossa tarefa de construir uma sociedade mais justa, fraterna, igualitária, livre de preconceitos, que combata a opressão e que o bem estar do homem e da natureza esteja à cima do valor exposto pelo capital.
O futuro do PT depende de nós!!! JOVENS PETISTAS!!!
Os primeiros passos já foram dados... Avante Companheirada nessa Luta!!!
Saudações Socialistas!!!



*Hugo Vilela é Secretário Municipal de Formação Política e Organização do PT Angra.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Jornada de Formação Política do PT.


A Etapa Municipal da Jornada de Formação Politica do PT, irá acontecer no próximo dia 29 de maio a partir das 8h (abertura do credenciamento) no Salão de Festas do antigo Posto Texaco, no Centro de Angra.
Peço para que haja um esforço para que todos cheguem no horário previsto de início da jornada, para que não possamos estendê-la ou prejudicar a programação.

A programação da Jornada segue abaixo.

8h - abertura do credenciamento
9h - Apresentação dos objetivos da jornada, saudação dos dirigentes presentes (presidente do DM, secretário municipal de formação)
9:30 - Dinâmica de apresentação dos participantes (nome, idade, tempo de filiação, local de atuação, definir a expectativa da jornada em 1 palavra)
10h - Apresentação do módulo 1
11h - Debate em grupos (formular perguntas facilitadoras)
11:30 - Apresentação do relatório dos grupos (opcional)
12h - Apresentação do módulo 2
13h - Almoço
14h - Debate em grupos (formular perguntas)
14:30 - Apresentação dos grupos
15h - Apresentação do módulo 3
16h - Discussão do plano de atuação local (em grupos - orientar os grupos para que apresentem propostas objetivas)
16:30 - Apresentação dos grupos
17h - Encaminhamentos gerais (data de reunião de organização do plano de atuação, por exemplo) e dinâmica de encerramento

terça-feira, 25 de maio de 2010

EUROCRISE - Quem vai pagar a conta?

A situação econômica europeia deve continuar piorando por algum tempo ainda antes de se estabilizar. O presidente do Banco Central Europeu qualificou a situação atual da zona do euro como “dramática” e a pior vivida desde a Primeira Guerra Mundial!

Eduardo Mancuso *

Não é para menos: tanto o “plano de resgate” da Grécia de 110 bilhões de euros, como a criação do fundo europeu de quase um trilhão de dólares, que custaram longas negociações aos países da União Europeia e mobilizaram recursos do Fundo Monetário Internacional, parecem não ter sido suficientes para “restabelecer a confiança dos mercados”.

Além da queda do euro e da crise do chamado PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), existe o risco de recaída da economia européia na recessão, pois o desemprego recorde atual (a Espanha alcançou impressionantes 20%) e a histeria dos mercados com o aumento dos déficits públicos da região, exigindo políticas de ajuste antissociais dos governos, podem tornar isso uma realidade. E o pior que pode acontecer com a Europa é não sair da recessão e seguir o exemplo do Japão, que tem sua economia estagnada desde os anos 1990. Isso poderia realmente ameaçar a continuidade do euro e colocar em cheque as bases do projeto de integração da União Europeia.

A resistência necessária

Em plena recessão mundial, o FMI pede aos governos das economias europeias que enfrentem seus déficits públicos, o que já começa a ser concretizado com o brutal “plano de resgate” na Grécia, seguido de duros ajustes na Espanha e Portugal, enquanto a Itália já sinaliza estar cumprindo a sua “lição de casa”. Os planos são praticamente iguais, pois têm a mesma matriz e sentido de classe: ataque aos trabalhadores dos setores público e privado, cortes nas aposentadorias, nos investimentos e nos gastos sociais. Os resultados previsíveis apontam para o aumento do desemprego (que já se encontra em níveis recordes na Europa), empobrecimento e perda de poder de compra da população trabalhadora e estagnação econômica.

Esse quadro já está levando a mobilizações sociais e resistência dos trabalhadores nas ruas das cidades européias. O paradoxo da ortodoxia neoliberal é o de impedir a recuperação econômica e, portanto, a melhoria das contas públicas, o que, naturalmente, não irá “tranqüilizar os mercados”, que vão continuar pressionando (e desestabilizando) os mesmos governos que os salvaram com a intervenção coordenada durante a crise aguda e o quase colapso do sistema financeiro mundial há pouco mais de um ano, ao custo de trilhões de euros.

Enquanto isso, as agências de classificação de risco rebaixam a qualificação de grandes bancos gregos e ameaçam rebaixar a qualificação das dívidas soberanas de outros países. Também preveem um panorama pessimista para o futuro do euro, agravando ainda mais a crise financeira instalada na União Europeia. Parece que a soberania dos países da Europa não é mais respeitada pelos mesmos “mercados” que foram salvos do dilúvio pelos respectivos Estados.

A política dos governos é jogar o custo da crise em cima da população e terá o efeito de impedir a recuperação econômica da Europa. Cabe aos trabalhadores e a sociedade europeia resistir a isso e lutar para que o custo da crise seja pago pelos seus responsáveis diretos: o grande capital e os mercados financeiros. A chave para superar a crise passa pela construção de um verdadeiro projeto de integração dos povos e dos territórios: uma Europa social, solidária e sustentável.

Grécia

A União Européia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), com a submissão do governo social-democrata grego e diante do rápido agravamento da crise na zona do euro, acordaram um empréstimo de 110 bilhões de euros (depois de muitas idas e vindas e tendo que superar fortes resistências do governo alemão) para a Grécia honrar pagamentos de curto prazo da sua imensa dívida aos principais credores (bancos europeus), cuja contrapartida vai golpear duramente os trabalhadores e aposentados e empobrecer a população do país mediterrâneo.

O “plano de resgate” da Grécia imposto pela UE com o aval do FMI está integralmente dirigido ao pagamento dos grandes credores financeiros, isto é, não haverá um único euro de investimento social ou destinado a ajudar de fato a recuperação da economia grega. Além disso, as taxas de juro cobradas são da ordem de 5%, o que, para os padrões internacionais, constitui uma excelente rentabilidade, e com a segurança do retorno garantida pelas condições draconianas impostas aos gregos, que já estão nas ruas para impedir esse programa antissocial. Isso tudo diz muito em relação ao nível de solidariedade da integração europeia.

O severo plano de austeridade imposto à Grécia, com a concordância do governo e do parlamento, implica em cortes dos gastos públicos de 30 bilhões de euros nos próximos três anos, com reduções salariais, reforma trabalhista para facilitar as demissões ao setor privado, corte nas aposentadorias e reforma do sistema previdenciário, além de forte aumento dos impostos indiretos. Trata-se de uma perversa combinação de ataques a direitos sociais com diminuição do consumo e empobrecimento da população trabalhadora.

Evidentemente, esse plano de “resgate” da Grécia (na verdade, dos credores) aprofundará a crise econômica do país e prolongará a recessão por muitos anos. É escandaloso o contraste com a política dos governos europeus ainda no ano passado, quando injetaram centenas de bilhões de euros nos grandes bancos sem nenhuma exigência e nem ao menos avançarem algum nível de regulamentação sobre o mercado financeiro. Já para um país periférico da União Europeia como a Grécia são impostas condições que significarão forte queda nas condições de vida e de trabalho de milhões de cidadãos europeus.

Diante dessa situação só a mobilização social, as lutas e as manifestações nas ruas da capital Atenas e das outras cidades do país mediterrâneo convocadas por sindicatos e forças políticas de esquerda, pode defender os interesses básicos do povo grego.

* Eduardo Mancuso é editor da seção internacional do jornal Democracia Socialista/Em Tempo. É assessor de cooperação internacional da Prefeitura de Canoas/RS e integrante do comitê gaúcho do Fórum Social Mundial.

O Brasil de Lula - Le Monde‏

O Brasil de Lula luta em todas as frentes e é o porta voz natural das economias emergentes

Le Monde



É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas.

Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina.

Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.

Mas “o homem mais popular do mundo”, segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.

A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.

No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de “celeiro do mundo”. Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.

Foi em 2008 que o Brasil se deu conta de suas capacidades econômicas. Até então, ele negociava com a Organização Mundial do Comércio, mas de maneira um tanto tímida. A crise que veio dos Estados Unidos e o colapso da produção industrial dos chamados países desenvolvidos o persuadiram de que era hora de partir para a ofensiva.

Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.

Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.

Porque “o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance”, e por ele acreditar estar “na metade de [sua] carreira política”, Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera “muito pequena”.

Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus “trinta anos gloriosos”.

Tradução: Lana Lim

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Senado aprova projeto de reconstrução da sede da UNE, Ubes e ANPG



Acaba de ser aprovado o projeto de lei que garante a indenização da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) pelo incêndio da sede das entidades ocorrida durante o regime militar. O Estado pagará com a reconstrução da sede no histórico endereço da Praia do Flamengo, 132, com projeto doado por Oscar Niemeyer.

O projeto (PLC 19/10) tramitava em caráter terminativo e foi aprovado nesta quarta-feira (19/5), por volta de 13h30, por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Como já havia passado pela Câmara, o projeto segue agora para sanção presidencial.

O texto aprovado reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro pelo incêndio da sede das entidades estudantis durante o regime militar e cria uma comissão de representantes do governo destinada a fixar o valor e a forma de indenização que o Estado deverá pagar. O valor da indenização a ser apurado por esse grupo de trabalho não poderá ultrapassar o limite de seis vezes o valor de mercado do terreno localizado na praia do Flamengo.

Para o presidente da UNE, Augusto Chagas, o trâmite do projeto no Congresso Nacional demonstra a importância do tema para a democracia do país. "O PL foi relatado por parlamentares de todos os grandes partidos, foi aprovado por unanimidade por todos os partidos, em todas as comissões". Augusto ressalta, entretanto, que ainda há muito trabalho a ser feito "até que o primeiro trator entre no terreno".

Luta de uma geração

"É resultado da luta de toda uma geração", constatou Yann Evanovich, presidente da UBES. A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, comemorou a vitória reivindicando a sanção presidencial: "Esta vitória representa um reconhecimento de toda a contribuição do movimento estudantil à democracia brasileira. Agora aguardamos ansiosos a sanção presidencial para batalhar a construção do projeto que nos foi presenteado pelo arquiteto Oscar Niemeyer".

Há dois anos, o presidente Lula visitou o terreno na Praia do Flamengo, 132, e prometeu garantir a reconstrução da sede das entidades no Rio de Janeiro, que foi metralhada, depredada e incendiada no primeiro dia do golpe militar de 64. Os escombros ficaram sob responsabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, quando líderes estudantis começaram a se mobilizar para retomá-lo, o que ainda restava foi demolido em 1980, no governo João Figueiredo.

Nova sede

O projeto de reconstrução foi presenteado aos estudantes pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 2007. As pranchetas do velho comunista prevêem um centro cultural, uma biblioteca, um auditório e um museu, um restaurante, dois teatros e um prédio de 13 andares.

Do prédio situado na praia do Flamengo, estudantes brasileiros conduziram lutas contra o Estado Novo, em defesa do petróleo e por uma escola pública de qualidade. Ali o presidente João Goulart foi, com todo o seu ministério, agradecer a participação dos estudantes na campanha da legalidade que lhe garantiu assumir a Presidência da República depois da renúncia de Janio Quadros.

A sede dos estudantes foi o centro político nevrálgico do Rio de Janeiro e do Brasil nos conturbados anos 60, de acordo com o testemunho do ex-deputado Aldo Arantes, que presidiu a entidade. Arantes diz que o prédio era conhecido à época como a "Casa da Resistência Democrática".

De São Paulo, Luana Bonone, com Estudantenet.

Dilma é líder, mas Folha troca margem de erro por margem de Serra

Fui ver como os grandes meios de comunicação estavam noticiando a pesquisa CNT/Sensus, que confirmou Dilma Rousseff à frente de José Serra, como a Vox Populi apontara no sábado. Agora são dois institutos mostrando a tendência e fica difícil questionar. Daqui a pouco o Datafolha estará lembrando um ex-presidente da República e pedindo para que não o deixem só na tentativa de manter Serra na frente.

Por *Brizola Neto, no blog Tijolaço
Comecei por O Globo, jornal do meu estado, e não encontrei chamada na capa da versão online. Como a manchete principal era para o sucesso da missão diplomática do Lula no Irã e logo ao lado havia uma foto de Dilma, que deu entrevista à CBN, pensei: Deve ter alguma chamadinha dessas menores, com assuntos correlatos ao tema que consideram principal. Mas nada. Para encontrar o resultado da pesquisa no Globo, é preciso clicar no link país, onde se pode ler: “CNT/Sensus: Dilma passa Serra na disputa”.

Pensei comigo mesmo, esses jornais são fogo, deixa eu dar uma olhada nas revistas. E fui à página da Veja. A manchete era um assombro e deve estar batendo todos os recordes de leitura do dia: “Imóveis, cuidado ao financiar”. Quem quiser saber da pesquisa de hoje pela revista terá que vasculhar em últimas notícias até encontrar uma matéria de Agência Estado, com o título “CNT/Sensus: com 35,7% Dilma aparece à frente de Serra”. Deve ter sido um sofrimento para os editores da Veja publicarem isso, mas ignorar por completo não dava. O jeito foi escondê-la logo para ver se passava batida.

A Folha Online também não põe o assunto como principal manchete, gentilmente cedida às dúvidas dos EUA sobre o acordo com o Irã, mas trata da pesquisa logo depois, com o título Pesquisa CNT/Sensus indica empate técnico entre José Serra (com o nome em primeiro) e Dilma Rousseff. Daqui a pouco vou tratar desse assunto de empate técnico.

O Estadão foi o que manteve a pesquisa mais tempo em evidência, mas enquanto escrevia esse post, também já tinha mudado para as dúvidas dos EUA sobre o compromisso do Irã.

“Margem de erro” ou margem de Serra

Não dava para esconder que o Sensus confirmou que Dilma passou Serra nas pesquisas de intenção de voto. Abriu dois pontos e meio — 35,7, contra 33,2% de José Serra. Na anterior, que o PSDB tentou impugnar, Serra ainda aparecia à frente de Dilma (32,7 a 32,4%).

Mas, antes ainda de comentar os detalhes da pesquisa, queria comentar a manchete do UOL, do Grupo Folha, que reproduzo aí ao lado. Quer dizer que agora é empate técnico? Claro que é, se considerarmos que a margem de erro é de 2,2%, e que os resultados, assim, poderiam se cruzar.



Em tese, é verdade. Mas a tese não valeu na última pesquisa em que o Datafolha não tinha “subido ao Serra” e que registrou que a diferença tinha se reduzido de 14 para 4 pontos, dentro da margem de erro de mais ou menos 2%.

Transcrevo a edição de 28 de fevereiro daquele jornal:


“Apesar do crescimento da petista, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate estatístico entre Dilma e Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os dois só estariam empatados tecnicamente em 30% na raríssima hipótese de o tucano estar no seu limite mínimo e sua adversária no limite máximo, segundo a estatística Renata Nunes, do Datafolha.”

Este é o “rigor técnico” do Datafolha e do seu proprietário, o grupo Folha. Tudo por Serra. E aguardem o Datafolha.

*Brizola Neto é Deputado Federal do PDT-RJ

Reativação do Núcleo do PT na UFRJ


Com a iniciativa da Secretaria Municipal da JPT , petistas da UFRJ planejam a reativação do Núcleo Rosa Luxemburgo, importante espaço de discussão petista durante alguns períodos da história do PT e da Universidade, para o próximo dia 26 de maio.
A reativação do Núcleo promete mobilizar e organizar grande parte dos(as) petistas e simpatizantes ao partido, para que se construa uma frente de atuação para discutir os parâmetros da política do PT nesses 7 anos e meio no Governo Federal, e também os seus compromissos com eventual vitória de Dilma.
O Ato de Abertura traz o debate: "A Revolução Democrática e as Eleições de 2010" com os debatedores: Alessandro Molon - Deputado Estadual e Robson Leite - Educador Popular.
O Ato acontece no Largo de São Francisco, nº 1 - Centro do Rio.
Confira abaixo entrevista com Daniel Gaspar, Diretor de Relações Internacionais da UNE e militante da Kizomba.


1. Como se deu a forma de entendimento de que os petistas da UFRJ precisam se reorganizar?

Já conhecia alguns petistas na UFRJ, principalmente, do movimento estudantil. Discutimos a importância do ano de 2010 para continuação do projeto transformador que o PT vem implementando no país e decidimos reativar o núcleo para agregar mais militantes petistas às discussões que vínhamos fazendo na UFRJ.

2. Qual o ponto estratégico que o núcleo projeta pra organização dos seus filiados dentro da UFRJ?

Nós vamos fazer reuniões períodicas, amplamente convocadas, para discutir como fortalecer a candidatura de Dilma Roussef à Presidência da República.

3. Quantos petistas vcs pretendem mobilizar nessa base?

A única coisa que podemos precisar é que existem muitos petistas filiados e simpatizantes na UFRJ.

4. Quais serão os pontos centrais a serem discutidos dentro do núcleo pra UFRJ?

Vamos organizar uma campanha militante e com a cara do PT na UFRJ. Nossas bandeiras históricas estarão na ponta da língua dos militantes, bem como a comparação entre a herança bendita que Lula/Dilma deixarão e a maldita que FHC/Serra deixaram.

5. A reestruturação do núcleo da UFRJ tem o envolvimento de várias forças do PT, ou vem sendo discutida somente pelos integrantes da Kizomba/DS?

A princípio por militantes da juventude da DS e independentes, mas contactamos ontem os companheiros do Socialismo é Luta pra integrarem esse processo de reconstrução do Núcleo.

6. "O socialismo petista deverá ser radicalmente democrático, ou não será socialismo". Partindo desse princípio da Resolução "O Socialismo Petista" (do 7º Encontro Ncional do PT, em 1990) qual o posicionamento dos petistas da UFRJ sobre as políticas de promoção de igualdade racial dentro das universidades brasileiras - cotas racias?

Estamos participando do movimento pró-cotas na UFRJ e estaremos no Conselho Univeristário do dia 27 de maio que discutirá o tema.

7. E o papel da Kizomba perante as demais forças do partido na construção da pauta?

As outras forças do partido concordam com a Kizomba, essa é uma pauta histórica do PT.

8. E as eleições do DCE? O quadro é favorável ao PT?

As eleições ainda não estão marcadas. Agora, estamos com a cabeça na campanha. Não adianta ganhar o DCE e deixar o Serra privatizar a UFRJ em 2011.

9. Haverá composição de chapa com as demais forças do partido na eleição?
Como dito, é algo que não está no horizonte, mas, se for ocorre neste semestre, vamos construir a unidade.

10. Qual a história recente do PT no ME da UFRJ?

O PT dirigiu a UFRJ por muitos anos e agora está bastante fragilizado. Nossa última gestão foi a de 2007/2008.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dia Nacional de Luta e Paralisação



Hoje a CUT e as demais centrais sindicais (Força Sindical, CTB, CGTB, UGT, NCST)
prometem mobilizar grande parte de sua militância, dirigentes e movimentos sociais para participar de uma grande manifestação pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salário, a partir das 16h, na Central do Brasil.
Com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mais de 2 milhões de novos empregos seriam criados. Além disso, sobraria mais tempo para o trabalhador e a trabalhadora se dedicarem aos estudos e à requalificação profissional.
Também nossa família sairia ganhando, já que teríamos mais quatro horas para conviver com ela. Sem falar no tempinho a mais para o bate-papo com os amigos, o futebol, o cinema e o lazer. Afinal, ninguém é de ferro.
Com mais gente trabalhando, o consumo aumenta, puxando a produção e o emprego. Com isso, o Brasil só tem a ganhar. Mas o projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, precisa ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados e pelo Senado para virar lei.
Para pressionar deputados e senadores a votarem de acordo com os interesses da população, as centrais sindicais estarão unificadas nas ruas hoje, Dia Nacional de Luta e Paralisação pelas 40 Horas Semanais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As juventudes se encontram em Fortaleza



Do Portal da Juventude do PT

A Prefeitura petista de Fortaleza no Ceará, através da Coordenadoria de Políticas Públicas de Juventude, realiza entre os dias 03 e 06 de junho o I Festival de Juventudes. O tema do evento é “América Latina e as Lutas Juvenis”.
O objetivo do evento é promover o intercâmbio de experiências das diferentes formas de organização da juventude brasileira e de outros países da América Latina, potencializando suas ações e articulações. Será um encontro onde ocorrerão diversas manifestações culturais, políticas e sociais da juventude. O evento espera receber cerca de três mil participantes.
Os temas principais abordados no encontro serão: políticas públicas de juventude na América Latina, lutas e organizações juvenis e a conjunta política na América Latina. A programação conta com a realização de palestras, oficinas autogestionadas, seminários, feiras de economia sociosolidária, encontros de movimentos e organizações, apresentações culturais e artísticas e shows de bandas locais e nacionais.
Durante o Festival, serão realizadas três grandes conferências: “Mobilização Social –a participação da juventude nos processos de mudança na América Latina”; “Apontando os desafios das Políticas Públicas de Juventude no Brasil” e “Ato de Lançamento da Plataforma das Juventudes – É possível unificar as lutas das juventudes?”
Entre as atividades, está previsto o lançamento da Plataforma da Juventude para as Eleições 2010, do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis.

Programação cultural

Um dos pontos altos do evento será a intensa programação cultural. Já estão confirmados os shows das bandas O Teatro Mágico, Zeca Baleiro, Luiz Melodia, Tribo de Jah entre outras, além de atrações locais.
Para participar do evento você deve acessar a página na Internet: http://www.fortaleza.ce.gov.br/festivaldasjuventudes/, através dela, além de fazer a inscrição individual é possível inscrever também atividades.

Blog Pró-Cotas na UFRJ!


Reabriu-se, depois de alguns anos, a discussão de cotas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma das poucas universidades no país que ainda não as instituiu. Na reunião do Conselho Universitário de 11 de março de 2010, o professor Marcelo Paixão, do Instituto de Economia, apresentou uma proposta de resolução do Conselho Universitário a favor de cotas no vestibular de 2010, que já passou pelas comissões do Consuni.

Como parte do movimento de aprovação das cotas foi criado o blog, que pode ser acessado no link abaixo, para disponibilizar documentos e subsidiar a discussão sobre o tipo de cotas a serem adotadas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, no vestibular de 2010.

A UNE e a UEE-RJ estão ligadas na aprovação das cotas na Universidade. Provavelmente, quinta-feira o tema deverá ir para votação, e teremos uma nota conjunta das entidades defendendo a proposta de cotas sociais, com recorte étnico-racial, conforme conseguimos aprovar na Conferência Nacional de Educação. Assim que pronta, colocarei a nota no blog!

http://cotasnaufrj.wordpress.com/

30 anos de PT!!! 30 anos na Luta!!!

SERRA É DENUNCIADO COMO CONTRAVENTOR POR CONSELHOS DE ECONOMIA

Candidato tucano à Presidência pode pegar até três meses de cadeia

Artigo do jornalista e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, Sitônio Pinto, publicado no jornal A União, de João Pessoa, abrigado no site do governo paraibano, informa o seguinte:

“O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.

O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, – no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.

Por coincidência, logo após a denúncia do Corecon-PB, seu presidente, o economista Edivaldo Teixeira de Carvalho, teve sua residência invadida por três homens armados que lhe roubaram um automóvel e outros objetos de valor. A violência não parou aí. Telefonemas ameaçadores foram transmitidos à casa de Edivaldo, com a recomendação de que ele ficasse quieto. Sua casa foi rondada por automóveis em atitude suspeita.

É de estranhar também a omissão do Confea, entidade que reúne os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (Crea), que até agora não se manifestou sobre o uso do título de engenheiro pelo candidato José Serra. Nenhum dos Creas também se pronunciou sobre o assunto”.

O Decreto-Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941, em vigor, trata das Contravenções Penais. Seu artigo 47, no Capítulo VI, trata do exercício ilegal de profissão ou atividade:

“Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:

Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa”.

Intercambio Juventude Negra‏

Por *Clédisson Geraldo dos Santos Júnior "Jacaré"

A convite do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos e por intermédio do Ministério das Relações Exteriores do governo brasileiro, a diretoria de Combate ao Racismo da União Nacional dos Estudantes (UNE) participara no dia 21 deste mês na cidade de Atlanta (EUA), de um encontro com representantes de organizações juvenis afrodescendentes daquele país.


Este encontro visa promover o intercambio entre as experiencias de politicas afirmativas em diversos segmentos, tais como, mundo do trabalho, esporte, saúde e educação.

Reflexo de uma plataforma politica, que busca cada vez mais, ressignificar a discussão do movimento estudantil no interior do movimento negro, nossa diretoria foi identificada como umas das organizações que tem contribuído para o alcance da eliminação da discriminação racial e promoção da igualdade, objetivo máximo de um acordo de cooperação entre os dois governos.

*Clédisson é diretor de Combate ao Racismo da UNE e membro do Coletivo Enegrecer

Agora é oficial: JPT Angra tem voz, vez e voto


Parabéns ao PT de Angra por reconhecer e institucionalizar a Secretaria da Juventude como órgão formulador de proposta, e mobilizador da Juventude petistas, capaz de intervir diretamente na atuação da Política Juvenil Angrense.

Segue abaixo a postagem feita pelo companheiro Edward Campanário (Secretário Municipal da JPT) em seu blog.

Ontem (sábado), na plenária do PT em Angra dos Reis, os militantes, além de discutirem as inúmeras questões políticas que compunham a pauta do evento, votaram pela oficialização da secretaria de Juventude do partido na executiva municipal.
Agora, com tal resolução, a juventude passa a ter assento permanente na executiva do partido, participando mais intensamente das discussões internas e fazendo valer seu voto na tomada de decisões, o que representa um avanço estupendo na condução das políticas partidárias em relação ao projeto de crescimento do PT e composição do quadro de novas lideranças e ideias dentro do partido.
Na plenária, que, sem sombra de dúvidas será histórica pela aprovação de uma resolução tão importante, estabeleceu um novo marco no que chamamos modo PT de fazer política, onde os setores sociais se manifestam de forma democrática, fazendo valer sua expressão política e social.
O grande compromisso da secretaria da juventude será o de mobilizar a juventude petista e mediar debates e reflexões sobre a vivência partidária e, acima de tudo, a ideologia do PT, que preza pelo socialismo e pela aproximação com as massas e movimentos sociais.
Desde o início da gestão da nova diretoria do PT em Angra, a juventude tem se empenhado no alinhamento com as secretarias de formação e movimentos sociais, visando ao aprofundamento do retorno às bases. Outro ponto de relevância foi a criação do blog da JPT Angra, que tornou-se um instrumento eficaz não só na comunicação, mas na veiculação dos ideais petistas e, no momento, no foco à eleição de Dilma Rousseff à presidência.
Entre os muitos passos a serem dados pela nova secretaria de juventude, estarão projetos de envolvimento com os bairros, seguindo a orientação de itinerância das reuniões do diretório municipal, além da aproximação com os núcleos, organizando nos mesmos o movimento jovem.
Um grande desafio assumido por membros da executiva municipal do PT em consonância com a juventude é a criação de um espaço jovem de discussão política a nível municipal, agregando, inclusive, as juventudes de outras agremiações partidárias.
É certo que são muitos os desafios da juventude política do PT, principalmente se levarmos em conta o cenário de corrupção e descaso da política municipal e a conjuntura da cultura jovem hoje, que se encontra alienada pelo consumo e pela ditadura da beleza.
A JPT conta com todos os militantes e amigos do PT para conduzir um processo de mobilização baseado na democracia, na igualdade e nos movimentos sociais, apontando sempre para a ideologia partidária e o compromisso com a transformação política e social em nosso município e no Brasil.

Dilma cresce e ultrapassa Serra em todos os cenários, aponta Vox Populi



Direto do Portal do PT

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresce e já lidera a preferência para as eleições presidenciais deste ano, tanto no primeiro como no segundo turno.

Segundo pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada na noite de sábado (15) pelo canal de televisão Band, Dilma tem 38% das intenções de voto na consulta estimulada, com um aumento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.

José Serra, pré-candidato do PSDB, caiu três pontos percentuais e está agora com 35%. Marina Silva, do PV, se manteve no patamar de 8%. Os indecisos representam 11%, e os votos brancos e nulos estão em 8%.

No cenário de segundo turno, Dilma superaria Serra por 40% a 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados tanto na simulação de primeiro turno como na de segundo turno.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde aos pesquisadores em quem votar, Dilma também é indicada como a melhor opção dos eleitores. Ela aparece com 19% das intenções de voto, e o adversário tucano, com 15%.

Os eleitores dos estados do Nordeste preferem Dilma, onde tem a maior aprovação: 45%. Na divisão de gêneros, a pré-candidata do PT tem mais aprovação entre os homens brasileiros, com 42% dos votos, e 34% são das mulheres. Para Serra, o cenário é mais equilibrado: 35% dos seus votos são de mulheres e 34% de homens.

O Vox Populi consultou 2.000 eleitores em 117 cidades de 23 estados e o Distrito Federal. Os dados foram levantados entre os dias 8 e 13 maio. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 11.266/2010.